Branco
Lis
Vou plantar meu nome em lis, pra colher a jardineira...
e pintar de branco giz, a paixão mais verdadeira...
que o importante é ser feliz,,, pouco importa qual maneira!
Lacônica.
Hoje acordei
Em preto e branco.
Deve ser a chuva
Meio atônita,
Tonta, no entanto,
No chuveiro canto.
Irônica,
Visto branco,
Calço tamanco
Cai como luva
Um tanto desarmônica
No carro me sento,
Guarda-chuva no banco
Afônica.
No rosto, o vento.
Entre solavancos
A caminho de Juva,
Meio tragicômica
Juva! Onde? Quando?
Em algum canto
Numa fração de segundo.
Adoro ...!
Adoro a vida a nudez do branco.
Com sabores de encanto .
E a mistura de tudo.
Como e doce misturar sonhos fantasias.
Onde noite e dia o branco nos faz recordar.
Aprenda não existe rosa sem espinhos , do mesmo geito que não existe preto nem branco , somos todos pessoas , com o mesmo propozito lutar até o fim ...
Perdi-me no tempo sem volta.
Sem volta perdi-me no tempo.
Páginas em branco desta dor.
Sentida sem perfil, sem aroma.
Crepúsculo de lírios perfumados.
Lágrimas pálidas, gotas sem destino.
Sem caminho na penumbra de uma sombra.
Plagiam os sonhos, com um pacto de morte.
Cicatrizes de uma página em branco costurada!
Era só uma página em branco, digo era, porque a essa altura do campeonato já não é mais. Repara só que podemos nos comparar a uma página em branco. Antes mesmo de se descrever como branca, ela já mudou, e a cada parágrafo que vive já mudou mais uma vez. É assim desde o nascimento. A gente nasce sem muita informação, sem manual, sem instrução, sem definição. Mas basta encontrar uma oportunidade e o conceito começa a existir.
PÁGINA DA VIDA
Vejo um pedaço de papel em branco,
Vem-me um pensamento,
Como o transformar em algo lindo?
Para que possa se ler em um futuro distante
E inspirar a futura geração.
Então pego uma caneta e começo a escrever
Paro, olho e não gosto do que escrevi
Rabisco o que tinha escrito,
Notei que o papel ficou marcado
Ele até parece mais feio devido aos rabiscos que fiz
Então escrevo o seguinte
Quando eu tento fazer algo pra agradar...
Também posso errar, tento rabiscar as páginas erradas da vida.
Mas elas continuam lá, uma vez que se escreveu nas linhas da página da vida.
Tome cuidado para não fazer muitos erros, pois, ao chegar ao final da sua página (vida),
Ela pode ter mais rabiscos do que palavras que se possam ler.
JABÁ
Na árvore altaneira está a Jabá
Bico branco e olho azul cantam as Jabás
Enquanto os homens vestindo Jabás
Nos varais prepara o seu saboroso Jabá
Não serve para gaiola a linda Jabá
Nem muito menos para alimento serve a Jabá
Mas o homem vestido de Jabá
Comendo o seu saboroso Jabá
Esta acabando com a bela Jabá
Mata a floresta morada da Jabá
Para criar gado para fazer mais Jabá
E o território necessário da Jabá
Esta menor que um prato de Jabá
Daqui a pouco lembraremos só do Jabá
Afinal atualmente poucos conhecem a Jabá.
Salvem as gralhas Jabás
Salvem a morada das Jabás
André Zanarella 10-08-2012
Jabá (ioruba jàbàjábá) 1 Carne seca.
2 V charque.
3 Roupa de casimira surrada.
4 gír Comida de quartel.
5 gír V jabaculê.
6 sf Ornit Gralha, sinonimo japu.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4377033
BA - NEGROS
O alemão branco feio tem um avô africano;
O italiano sambando bêbado tem avô africano;
Todos nós viemos da mãe África negra e selvagem,
Adão e Eva fugirão do leão na savana selvagem.
Um dia o meu e o teu avô ousou levantar,
Viu um pássaro e quem sabe ele queria voar,
Percebeu que levantando via mais distante,
Podia ter mais chance e viver bastante.
Mas o nossos avós eram pretos cabeludos,
Comiam carniças e eram bichos peludos.
Cultuavam o sol, a lua, o raio e cometa.
Intuíam a cura em cada planta do planeta.
Somos todos descendentes de negros no planeta.
Adão foi negro balbuciando uma cançoneta,
Eva foi negra talvez nem fosse humana e menina.
Caim e Abel foram negros mesmo tendo a ruína.
Quem mudou a cor deles?
André Zanarella 03-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4436682
AMOR BOM - RUIM
Lembro-me de olhos verdes esmeralda.
O sonho do branco e da grinalda,
Um único ate que a morte nós separe
E que nenhum outro ela namore.
Lembro-me que matava um dragão,
Pintava de ouro o ladrilho do chão,
Pintava o meu rosto com anedotas,
Afastavam de nós todas as derrotas,
Queria apenas vê-la muito contente,
Pois para mim apenas ela era gente.
Isso era o amor mais do que bom,
Amar assim é mais do que um dom
É se doar a momento de nossa vida.
Na sede é ter o seu suor como uma bebida,
Mas como dá voltas o nosso planeta,
Em cada volta muda a face da borboleta,
Assim como o cromossomo é espiralado
E pode ter no meio um gene meio amalucado.
Quando o amor bom não dá certo,
Nossa alma fica árida como um deserto,
Buscamos pares perdidos num labirinto,
Como um tigre feroz, magro e faminto.
Nessas horas que vemos que amor,
Tem a sua face ruim que se chama dor.
André Zanarella 11-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4415779
UM POEMA SEM QUERER
As mãos inertes,
a folha em branco é o retrato da mente e nada.
O papel nu, sem vestes
num pudor sem palavras.
A mente quieta, no escuro vagam,
frases repentinas e embaralhadas.
Breve, indecifrável a utopia me cala,
sem inspiração das poesia apagadas.
Na epiderme fria, outrora cálida.
Um poema sem querer
ameniza a tentativa árdua
de resgatar estrofes naufragadas.
Posso pintar? Ou Índigo
Azul, azul, raso
Vai meu dedo deixando
Rastro
Branco
Dois dedos
E outros
Rastros brancos
Azulejos
Imagino amarelo
Vejo Vermelho
Faz toda tinta
O que penso
Tinta aquarela
Escorre mesmo
Nem dura
Um século
Fugaz tintura
Fumaça branca
Resoluta
Resolvemos
Resolvemos
Ozimpio
