Branco
Eu me vi chorando e ouvindo Ney Matogrosso cantar “retrato em branco e prato” sem entender o porquê. Eu não sabia se chorava porque havia perdido o Rick, se eu o amava, se o queria, porque eu já nem sabia mais nada! Eu me sentia um lixo e nem estava de TPM para isso. Parecia que ele tinha ido para sempre e isso era muito triste. Eu abracei um travesseiro chorando e pensei que as palavras dele foram ásperas, foram rudes! Ney cantava e eu sentia que a música era para mim pois eu me sentia uma tola procurando o desconsolo que eu cansei de conhecer. Eu escrevia, eu trazia o peito repelto de lembranças do passado e colecionava um soneto, uma carta, uma porção de sentimentos e palavras. Eu negava o amor que eu sentia pelo Rick, evitava, mas parecia que ele voltava a me enfeitiçar como se eu fosse uma tola e não tivesse me imunizado para o vírus que era o amor dele. Eu não sei na verdade o que eu sentia pois parecia que eu sentia de repente todo amor e toda dor do mundo e isso vinha tudo de uma vez e caía sobre mim como se eu fosse acertada por um raio e isso me deixava subitamente tonta!! Eu não queria ficar com o Rick, mas não queria perde-lo, diário, e eu sei que você vai dizer que isso é egoísta, porque é! Eu o queria amarrado, preso a mim do mesmo modo que eu fui presa a ele por anos, mesmo sem eu querê-lo agora.
Piano
Preto no branco, branco no preto,
tons e semitons que vibram ao toque de um martelo,
pianíssimos e fortíssimos,
escalas maiores e menores,
com seus allegros, andantes e adágios,
soam como a alma que insiste em fazer música e não ruído.
n.n.a
Meu Príncipe Encantado chegou em seu cavalo branco me oferecendo amor; Mas junto com ele veio a chuva, então chamei um taxi.
Deus ama cada um de nós como somos, não importo se somos gordo, magro, preto, branco, feio, bonito, homo, hetero, nada disso importa, o que importa é o coração.
BRANCO PAPEL
Nosso amor foi escrito em papel branco,
Vidas vívidas com texturas descabidas,
Sem nexo, rabiscos fundidos multicores.
Desenhos em telas suaves redesenhadas.
Ardência apaixonada de desejo incitante,
Na querência da posse na vida abundante.
Volta vontade a me habitar neste instante,
Livra da sede irritante que me faz carente.
Tal qual eclipse noturno da lua com o sol,
Sorriso manso no céu da tua boca beijada.
Teu brilho constante a alumiar feito farol,
A vida deste que vê em ti a mulher amada.
Sedento de razão, mas sem os argumentos,
Desejo descabido das vontades eloquentes
Redesenhar em papel branco os momentos
Passados nas nossas vidas a todos instantes.
Nu papel branco, com listras ou sem listras ? um papel de raça? igual a um cavalo selvagem, vai ser domado: Vou escrever nele deixando minha marca. Vou cavalgar por terras desconhecidas. SIM
a ideia ñ ser igual ao branco é simplesmente pra mostrar k ser negro ñ é ser desorganixado ñ é ser bebado ou larapio e ñ é ser um mostro um frustrado ou um atrasado
"As notas de um piano variam do branco para o preto, e do preto para o branco. Eu vejo pessoas, mas não as conheço. Era você que me mantinha a salvo do desconhecido. Foi só um jogo? Agora não sei mais. As mais sombrias noites eram meu refúgio, seu timbre. O ritmo continua a fluir, mas eu me sinto desamparada. Toca, e toca e continua tocar. Nós encontráramos nosso lugar algum dia. Mas, nem ao menos você sabe que esse meu lugar fica aonde suas pegadas estão. O rangido da soleira é inquietante, as janelas batem com força e as cartas rasgadas são a única coisa que sobrou da chama que fora apagada. Porque você me pegou em seus braços e agora eu caio repetitivamente. Lentamente. As sobras estão sendo dilaceradas enquanto eu toco essa música."
Espaço de ilusões, no branco dos pensamentos.
No solo desta amarga terra florida.
Passageiras horas do dia nessa vida
Com os pés sem lá onde, mas com os pés em terra firme.
Aqui ou ali, às vezes parto as vozes ouço.
Alucinações ao visionário da própria morte
Monto as imagens, identifico a historia
Volto a pensar e nada a pensar no que eu vi
Ponho-me a fronteiras de cá ou de lá
Decido-me a ir, onde posso ir?
Sei lá onde, onde se esconde minhas ilusões.
Nos muros tão alto, um bárbaro me tornei e lutei em grandes guerras que mesmo inventei
Onde eu era o mesmo rei.
Por Lapyerre ———–Promoverja-a- Cultura
http://promoverja.com.br/home/sei-la-onde-onde-se-esconde-minhas-ilusoes-por-lapyerre/
Não vivo em preto e branco, meus sonhos são todos em cores. Essa é minha maior verdade e meu melhor estilo
A vida é como um livro em branco, podemos escreve-lá da forma que bem entendermos,o lápis esta em nossas mãos,o meu esta nas mãos de Deus!
Sociedade de aparências
Bastidores negros e horrendos de um palco tão branco e belo
Dores profundas de um rosto sorridente
Bela risonha por fora, podre doente por dentro
Social e ética por fora, imoral e corrompida por dentro
Criadora e pia, mas já não cria e é ímpia
Cria o que lhe convém, não tem piedade de nada
Desfila de mãos dadas com os poderosos,
Aqueles que estão no poder pelo poder,
Com estes ela desfila e por eles é assaltada
Moderna e aparente segue ela sem solução
Eduardo jose
