O Bem e o Mal
Disse Lucius:
-É melhor praticar o Bem com má vontade, do que praticar o Mal com boa vontade.
Às 08h13 in 22.02.2024
vejo cada verso
num copo d'água
sopa de letras
incontáveis histórias
entre o bem e o mal
sendo escritas
na poesia do tempo.
Eu estou bem?
Eu estou bem em te dizer que estou bem?
Eu estou bem sem nem sentir que estou mal?
Eu estou bem em me perguntar se estou bem?
Eu estou bem se do nada eu ficar mal?
Eu estou bem se você estiver bem?
E se um dia eu conseguir ficar bem.
Quanto tempo demoraria para eu ficar mal?
E se pra minha mãe, eu estiver bem.
Eu estaria mentindo que estava mal?
Se eu sair de onde estou, eu ficaria bem?
Ou por conta da distância eu ficaria mal.
Se eu desisti, minha mãe não ficaria bem.
E tudo porque eu estou mal.
Será que eu conseguiria ficar bem.
Mesmo se por alguns segundos, eu ficasse mal.
Eu conseguiria voltar a ficar bem?
Ninguém ta certo
Todo mundo só está menos errado, tá difícil distinguir o mal do bem
O mal bem feito tá tudo bem
Igrejas manipulam crentes
Tribunais sentenciam inocentes
Bancos roubam aos clientes
Governos comandam presidentes...
Quanto mais eu me afasto de uma certa situação que me causa mal, mais me sinto bem e capaz de ser feliz sem olhar para trás.
Se o diabo está debaixo de um decreto e impossibilitado em não fazer o bem, talvez ele não seja mal, e Deus não seja bom.
Retribuir o bem com o bem é fácil.
Retribuir o mal com o mal é humano.
Retribuir o bem com o mal é diabólico.
Retribuir o mal com o bem é coisa de quem segue a Jesus de Nazaré.
O bem procede de Deus e o mal procede do livre-arbítrio da criatura. Deus deu a humanidade o livre-arbítrio, que é expresso pela obediência ou desobediência ao Seu mandamento, porque Deus é bom. Um soberano mau não daria as Suas criaturas liberdade de escolha.
Bem ou mal,
os prazeres e as dores são apenas manifestações da mente,
assim como pobreza e riqueza não passam de construções mentais.
A felicidade e a infelicidade não são estados de paz.
A felicidade pode ser comparada à cauda de uma serpente: aparentemente inofensiva, mas perigosa ao menor contato. A infelicidade, por outro lado, é como a cabeça da serpente, cheia de veneno. Qualquer aproximação leva ao mesmo resultado: a mordida.
Esses estados alimentam o desejo, e o desejo, por sua natureza, é efêmero, instável e sem substância. Ele surge, cresce e inevitavelmente desaparece. Quando o desejo morre, a felicidade desaparece com ele e a infelicidade toma o seu lugar. É um ciclo interminável que a mente continua a repetir.
A paz, no entanto, não está em nenhum desses extremos.
Ela está no caminho do meio, onde a mente se estabiliza em seu estado natural. Essa paz é universal, acessível a todos, mas exige um esforço consciente. Negligenciar esse caminho leva à contaminação da mente e perpetua o sofrimento.
Cada pessoa deve buscar essa paz por si mesma.
Ela não está fora, mas dentro de nós, no mesmo espaço onde nasce a dor. A verdadeira paz é imperturbável, imóvel, serena. Quando a mente se agita, procurando o prazer ou fugindo da dor, perdemos essa estabilidade.
Portanto, a escolha é sua: permanecer preso no sofrimento ou cultivar a paz?
No final, pensamentos e sentimentos não são nada além de movimentos passageiros da mente, transitórios e sem uma essência permanente.
Não desejo mal a ninguém. Até porque fruta podre cai sozinha. Aqui só existe o bem, se tu me deseja mal, te desejo AMOR.
