Beijo na Chuva
Poema sem verso Tiago Szymel
“agonia.melodia.dia.chuva.alma.mania.
gosto.boca.beijo.desejo.sabor.
calor.pulsar.sonhar.vibrar.
aqui.ali.acolá.depois.já.
sol.chuva.mar.horizonte.ar.pavor.calma.desespero.pausa.silencio.distancia.ausência.s.a.u.d.a.d.e.agonia”.
Tiago Szymel
Ela sempre foi de riso fácil, choro também, mãos dadas, carinho no rosto, banho de chuva, beijo na testa, palavras doces, demostra o que sente, prioriza a verdade, dança sem música, mas hora ou outra furacão e nessa hora a menina transborda emoção, é a flor da pele, na hora, respira adrenalina, gosta de perder a respiração, pois adora os abraços apertados, gargalhadas de doer a barriga, beijos intensos, pular de cabeça sem saber se há quem a segure ou não...ela libriana...ela precisa sentir pra florescer.
Estiagem
A terra sedenta e exaurida
Convidava a chuva para um beijo.
Precisava acolher
Para um novo florescer.
Nada a fazer
Apenas esperar,
a borboleta voltar...
Ela sempre volta!
Pedi ao vento que me
Trouxesse a chuva
Para suavemente banhar
O teu corpo em ternos beijos
Como gotas de orvalho
Na suave madrugada
Dos teus sonhos em rimas
A poesia sublime
A historia em versos
Do nosso eterno amor
Então vem, enfrenta o meu medo!
Me rouba um beijo.
Desfaz a minha trança.
Anda comigo na chuva feito criança.
Me aquece no chuveiro, fica comigo o dia inteiro.
Perto de ti sou pequena.
Sou alma serena.
Sou doce magia.
Me faz companhia me deixa ti amar.
O BEIJO NA CHUVA
Beija-me querido
Não te atentes para a chuva que cai
Deixe que o céu lave nossas almas
de todo desamor,
de toda apatia...
Vamos nos encharcar de toda ternura
que pudermos conter!
E enquanto a chuva cai, fina sobre nós,
tornemos esse momento nosso
Intocável, memorável...
Celebremos nossa mocidade
Nossa vivacidade
Essa liberdade que temos para nos tocar,
nos deixar sentir em plenitude...
Vivamos o amor, enquanto a chuva
molha nossos rostos...
Solenizemos o hoje!
O amanhã talvez não venha
Ou talvez, esse momento se transforme
em uma lembrança tênue de um dia chuvoso,
embalado por alguns beijos despreocupados.
OBS
Saudades das tardes de chimarrão,
dos dias de chuva e reclamação
Dos beijos cheios de emoção,
do abraço bem apertado na hora certa
Da companhia no momento incerto,
do olhar silencioso de aprovação
Do olhar profundo de negação,
Do caminhar de mãos dadas
E as vezes muito abraçados,
do primeiro beijo roubado
Dos outros todos bem beijados,
das palavras que foram emocionadas
Que fazem as duvidas se dissiparem,
e as certezas se encontrarem
Dos pequenos e importantes gestos,
que me permitiram acreditar,
que poderias um dia me amar
Genelucia
►Beijo
Eu estava voltando da capital, chuva forte
Não estava com guarda-chuva, má sorte
Quando cheguei na praça que há perto de minha casa,
Uma face me era familiarizada
Meu amigo estava lá, com duas garotas que o acompanhava
Eu não as conhecia, e também como poderia?
Lembro que uma foi bem infantil
Já a outra me ignorou, fingiu como quem não viu
Aquela era mais séria,
Enquanto a outra era histérica
Comigo ela agia totalmente na ofensiva
Enquanto a agitada podia ser facilmente persuadida.
Me chamou atenção como ela estava vestida
Uma camisa sombria, uma touca descontraída,
E uma blusa de frio xadrez, chamativa
Nada contra, mas eu não estava acostumado com este modelo
As garotas da praça não estavam vestidas daquela maneira
Talvez fui seduzido pelos cabelos dela, esvoaçando em belos momentos
Por algum motivo ela ocupou minha vista inteira
Ela me prendeu feito a Adega,
Me tornei sua presa.
Foi diferente dos filmes, ela foi rude
A amiga dela até brincava comigo, me dava chutes
Mas ela, ela estava provavelmente incomodada
Eu sentia que ela queria que eu levantasse da calçada
Chegou um ponto em que eu concedi o desejo dela
A chuva estava enfraquecendo, as palmeiras possuíam uma cor aquarela
Me despedi do meu amigo e fui embora, sozinho,
Sem parar de pensar naquela garota que brigou comigo.
Fiquei indignado, revoltado
Acredito que fora por ter sido ignorado
E por não haver motivos para eu ser o culpado
Pensei que eu tinha feito algo de errado,
Mas não encontrei nenhuma pista
Então por que sofri tantas críticas?
Minhas dúvidas levaram um tempo para serem respondidas
Imaginei que aquela menina tinha raiva reprimida
Esses pensamentos ficaram na minha mente por dias
Imaginei até mentiras.
Foi no aniversário de um amigo que eu entendi
Tudo fez sentindo logo depois que a vi
No final da comemoração, descemos, e chegamos a praça
A mesma que a vi pela primeira vez, que graça
Não discuti o motivo dela não gostar de mim
Quis conhece-la melhor, entender o tom da sua voz.
Dessa vez ela ficou na defensiva, não me respondia
Em um certo momento ela se levantou, e se distanciou
Percebi que ela iria virar a esquina
Não sei por que, mas corri e a abracei
Perguntei do que ela tinha tanto medo
Creio que eu a emocionei
E no fim daquele dia, em meu rosto, ela me deu um beijo
Os dias seguintes ela me visitou
No final de janeiro tudo acabou
Mas eu não a amei, e ela não me amou
Mesmo sabendo disso tudo, ainda me lembro
Me preocupo, e as vezes perco parte do tempo
Recordo dela sobre mim
Lembranças que voam junto ao vento.
Não sei o que sinto por ela
Mas não quero que se machuque com seus espinhos
Rosa linda, rosa bela.
Abraços e beijos no meio da chuva e um cobertor quentinho pra aquecer após esquecer a loucura do que é viver
Chuva...
Sonhei a noite toda com você, senti seus lábios nos meus...
Seus suspiros a cada beijo me deixava louca para ouvir cada vez mais...
Você em meus braços ,delirando me pedia não pare, não pare...
Centradas em nossas emoções , como se nada naquele momento se importasse...
A chuva cai sobre nós ,unindo ainda mais nossos corpos em misto de desejo, doçura , entrega sim entrega...
Nosso amor ali escancarado na forma mais puro e doce que se pode imaginar...
Fitava seus olhos me olhando , me pedindo me implorando, não pare!
Nesse momento de entrega sublime apenas eu você e chuva a selar nossa união...
Te amo você é tudo para mim me entrego , vem que te espero...
