Emitir uma opinião que não é verdadeira – para você – apenas porque vai agradar aos outros, é prejudicial para todo mundo; ainda que massageie um ou outro ego necessitado.
O desrespeito por outras almas culmina no interesse por formas, sabores e cores superficiais.
Os loucos de hoje serão os sensatos de amanhã.
Quando a gente mergulha para além da superfície, os corais contagiam todas as paisagens.
É bom provar o sabor do amor que tem o doce da companhia, o toque de mel da paixão e o tempero acentuado das reconciliações.
Amor é construção: o coração arquiteta, a cabeça projeta, o corpo executa e a paixão cimenta.
Em cada traço,
Por todo passo,
Só me encaixo,
Quando me acho
Em seu abraço
O tempo é, dentre os professores, o mais silencioso e eficaz.
É impossível suprir as expectativas de normalidade que os outros nos impõem.
Amor de doido é melhor do que sorvete em dia quente e chocolate quente em noite fria.
Regras existem, exceções resistem e conflitos persistem.
Prática é o carpir de um lote; teoria, investimento em imóveis no conforto de um escritório chique.
Perguntar para quê se faz o que se faz é a ofensa mais cruel para quem ignora as razões pelas quais está repetindo a mesma tarefa há zil anos.
O conflito intergeracional se dá no espelho, que reflete a fobia entre as velhas e novas práticas.
Há que se despir de preconceitos, começando pela pré-concepção sobre seu próprio significado.
Vantagens são dados viciados pelo acaso.
De tempos em tempos, é preciso restaurar a velha escadaria formada pelos degraus da experiência.
Verdades e consequências não devem conduzir ao sofrimento, mas sim à coesão da vida.
Borboletas seguem seus voos alegres apesar da teoria do caos.
Cacoetes são o excludente de licença poética impelido pelos prolixos.
Romantismo é bom desde que mantenha a verossimilhança.
Em certa medida, cada pessoa vive um exílio em si mesma.
A felicidade é sem vergonha, sem limites e deve ser sentida.
Primeiro
Dia de aula,
Dente arrancado,
Exame médico,
Beijo!
Dá frio na barriga,
borboletas no estômago,
arrepio na orelha
(nessa e em outras ordens).
A vontade é pular,
passar pro próximo,
correr, correr...
Mas a pressa é má conselheira,
inimiga da formação,
pois, de todos os passos,
o que mais importa
é o primeiro.
Esquecimento seletivo: gravuras em cavernas, tinta no papel e hipertexto em alguma tela.