Paulo Ricardo Zargolin
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A demagogia esbarra no discurso conservador e cai no colo da libertinagem.
Para driblar sentimentos, preenche-se o tempo à exaustão.
Tenta-se, sem sucesso, com pequenos truques e caprichos, dominar a vida.
Desafiar a faqueza é acolher a si mesmo, com generosidade, reconhecendo as próprias limitações.
A incompletude e o infindável processo de aprendizagem são fios que tecem a roupa da humanidade.
Para fazer luzir a joia da empatia é preciso poli-la com essências de tolerância e compreensão.
Os estratagemas utilizados para enfrentar o cotidiano são perecíveis.
Apegar-se a uma casca ideal de si mesmo é deixar de vivenciar mudanças inerentes ao amadurecimento.
Na dança das certezas, somos conduzidos pelo movimento de constante renovação.
Pluralidade e identidade são matizes que dão cor à alma cuja existência é poliforme.
É imprescindível envolver-se nas tarefas de ser e se conhecer ao invés de julgar os demais.
Estar na janela, aguardando o inesperado, é paradoxo certeiro.
O planejamento em demasia estrangula a espontaneidade.
A finitude da vida cultiva a essência da humildade.
Apesar da importância de esboços e planos, as pegadas demarcam melhor o caminho e compõem o mapa de lembranças e reflexões.
Paixões, sonhos e planos são incomensuráveis quando fazem o bem a duas almas que se encontram.
Não leve ninguém a sério até se sentir assim.
A busca pelo sabor é tendência da nossa cultura: ora se toma o amargo, ora se come a doçura.
Mudo a casca, não a essência. Afinal o ar mantém suas características, seja brisa, seja furacão.
A experiência me diz através do espelho que paz, saúde e felicidade só dependem de cada um de nós.
Amadurecer é constatar as tolices da juventude e ter a ambígua certeza recheada de receio pelos erros que serão cometidos no futuro.
Aniversário: bolos, doces, presentes e mais um ano completo; a translação humana, digna de parabéns.
Olhos, ávidos ou cansados, retratam respectivamente, as necessidades rotineiras e a certeza de uma empreita bem sucedida.
Escrever é sonhar com uma pescaria de letras e pontos sobre uma ponte.
Palavra: arma que, ao disparar, acalma a alma de quem a compreende.