Paulo Ricardo Zargolin
276 -
300 do total de 655 pensamentos de Paulo Ricardo Zargolin
As cobranças que cada sujeito consciente faz a si mesmo são mais cruéis que qualquer taxa imposta pelos outros.
Compreender e aceitar as próprias limitações não implica em conformismos ou desistências, mas sim em seguir adiante com consciência.
Desistir será virtuoso apenas quando a persistência estiver travestida de teimosia.
Falibilidade é justificativa para cada novo erro, porém, não para falhas repetidas.
Orgasmos são sombras que se esvaem se não forem acalentados pela luz da cumplicidade.
Sendo toda paixão ventania; a reconstrução sempre vem após eventuais catástrofes.
As cotidianas bifurcações, matizes das escolhas, dão cor à vida.
O futuro se deita nas asas de imprecisas e efêmeras decisões.
Uma escolha, para ser boa ou má, dependerá das intenções de quem a fez.
Tudo pode ser diferente do que se supõe: a certeza é mera chama acesa por combustível incerto.
Quem tem certezas demais mente.
Observar a cor do luar, que atinge a retina em busca de colchas de lembranças, é fonte de inspiração que vincula toda a humanidade.
A luz das estrelas é prova de que mapas, rotas e todo pseudoconhecimento não são páreos para um astro errante.
Desenrascanço é o segredo para viver e muitos não conhecem nem mesmo seu significado!
Apenas catástrofes naturais, hecatombes e eventos astronômicos superam a força da imaginação.
Jeová, Cristo; Iemanjá, Orixá; Buda, o Desperto são apenas estampas de acolhedora almofada, que nos embala e conforta durante a vida, esta viagem.
Religião é afinidade; ser bom é o caminho.
Não há diálogo mais produtivo do que aquele tido consigo mesmo.
O caminho também pode ser construído enquanto se caminha.
Ausência de medo é inconsequência, não coragem.
Agir é inevitável; deixar o tempo atuar, imprescindível.
Fantasiar-se de si mesmo é impróprio para todos os carnavais.
Quem só vê instabilidade e caos não enxerga a longo prazo.
Determinados fracassos são portas de saída de descaminhos ou etapas equivocadas.
Assumir-se é estar nu em um pesadelo, que se inicia após um striptease autoinduzido.