Jerônimo Bento de Santana Neto

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⁠Em geral, mulheres podem questionar, perguntar, criticar, justificar, explicar, afirmar, prejulgar e externar tudo o que quiser sobre nossos comportamentos. Afinal, estão sempre dialogando.

Agora, quando nós procedemos da mesma forma o mundo acaba. Somos imediatamente acusdos de insensíveis, imaturos, grossos, intolerantes, impacientes, estressados, egoístas machistas...

Queria ententer isso, juro!

Mas, já desisti!

Se o pai da psicanálise Freud, estudou por 30 anos e não conseguiu responder a pergunta: Afinal,o que querem as mulheres?

Quem sou eu para querer explicar essas particularidades femininas.

Tem coisas na vida que é melhor você não definir, porque já estão tão presente no senso comum e no dia a dia que não adianta tentar conceituar. (Blaise Pascal)

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠O verdadeiro, o genuíno, o essencial na defesa das minorias está sendo deixado de lado, dando lugar a uma prostituição de pautas socias por pessoas oportunistas que só pensam em suas carreiras políticas.

Nossos líderes não são mais os mesmos.

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠Sempre faço uso da famosa frase de Paulo Freire:

"Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor."

Deveria ser um mantra em todas esferas da sociedade, mas parece que não desejamos libertar as pessoas.

Pelo contrário, colocamos cada vez mais lenha na fogueira dos ressentimentos.

Talvez, seja por interesses econômicos, políticos e pessoais bem estabelecidos preferimos a divisão em detrimento da união.

E assim, a guerra de todos contra todos de Thomas Hobbes continua firme e forte em nossas vidas.

Jerônimo Bento de Santana Neto
Inserida por I004145959

⁠Realmente a memória musical mexe com nossas emoções e reforça nossos laços humanos.

Tentarei listar músicas que marcaram na minha vida da infância até a juventude.

Todas as músicas escolhidas fizeram parte em algum momento do meu desenvolvimento com pessoa e constitui sem dúvida uma bela e saudosa memória afetiva. Vamos lá!

Na infância:

Wilson Simonal - Meu limão, meu limoeiro. Lembro que tínhamos em casa um compacto vinil de cor vermelha tocava com muita frequência.

July, July, July, July... de
Billy Paul e Happy de Michael Jackson. Eu mesmo colocava para tocar um LP coletânea de musicas internacionais. Na época achava que era uma mulher que cantava a música Happy. Só na década de 80 quando Michel Jackson explodiu soube que era ele o cantor.

Margarida do conjuto Harmony Cats marcou muito naquelas manhãs sábado quando eu e meu irmão Agnaldo íamos fazer cobrancas, porta a porta, nos bairros de Sussuarana e Jardim Guiomar junto com nossa mãe. Durante o caminho ouvia tocar em várias casas.

O dia-a-dia, Eu quero apenas, Quando, A montanha, Namoradinha de um amigo meu, Amigo, Outra Vez, Quando as crianças saírem de férias, Meu querido, meu velho, meu amigo, Lady Laura... E tantos outros sucessos de Roberto Carlos marcaram minha vida na década de 70 e início de 80. Meu pai trabalhava no Shopping Iguatemi e ganhou uma coleção de compactos vinis do Rei. Ficava ouvindo praticamente todos os dias, lembro que foi nesse período que passei a ler nomes dos compositotes das músicas e prestar atenção nas letras.

A raposa e as uvas de Reginaldo Rossi escutava muito num rádio de pilha bem pequeno que meu pai me deu. Principalmente quando estava na casa de minha vó Euzébia no interior.

Canteiros de Fagner ouvia bastante na Rádio Cultura AM, num programa chamado "A Cultura dar o bis" aonde a música tocava duas vezes. Eu adorava!

O dia em que a terra parou
Raul Seixas. Lá em casa tinha um LP vinil que leva essa música como título. Foi meu primeiro contato com o pai do Rock brasileiro, do qual sou fá.


Tá com medo tabaréu da banda Super Bacana ouvia tocar em todas as casas e ruas lá de São Marcos, principalmente nas festas de São João.

Santa Clara clareou de
Roberto Ribeiro de tanto ouvir meu amigo de infância Lielson cantar passei a gostar da música. E não tem como ouvir essa canção e não lembrar dele.

I Love to Love de Tina Charles minha irmã Lene era fã dessa e de outras músicas de Tina Charles. Terminei virando fã também.

I Like Chopin de Gazebo tinha um motorista da empresa TSS apelidado de Roberto Carlos, por tocar as músicas do Rei todos os dias no toca-fita do ônibus que dirigia. Entretando, sempres no retorno Lapa x São Marcos ele colocava algumas músicas internacionais e I like Chopen era uma das mais tocadas e a que mais gostava nesse período.

Qualquer Coisa, Sampa, Queixa, Podre Poderes, O quereres... e tantas outras de Caetano são da época em que meu amigo de infância Dário tocava violão

Linda Demais de Roupa Nova outro amigo meu apelidado de Neguinho sempre passava em frente da minha casa com o rádio portátil ouvindo essa música.

Menina veneno de Ritchie era o período que estava no 9 ano do ginásio na Escola Municipal Cleriston Andrade quando ficou apaixonado por uma colega de Sala. Minha primeira paixão, aquela que bastava se aproximar para bater aquele friozinho no estomago.

A Fórmula do Amor
Kid Abelha e Leo Jaime. Toda vez que descia a escadaria da estação da Lapa, retonando das aulas do Colégio Estadual Mario Augusto Teixeira De Freitas ouvia essa música tocar nas lojas de discos.


Tédio do
Biquini Cavadão e Boy da banda Magazine ouvia muito nos primeiros anos de trabalho do Banco Nacional aonde exercia a função de boy.

Beverly Hills de Luiz Caldas e Olhar 23 do RPM tocou muito numa festa organizada por minha irmã Lene.

Malandrinha de
Edson Gomes ouvia muito nas barracas de praia em Placafor, geralmente aos domingos.

Flor da manhã da banda chiclete com banana escutei muito no bar do nosso saudoso vizinho Catuaba

Avisa a Vizinha do Ara Ketu tocou muito num verão em Porto Seguro aonde passava férias

Ai nega! da Bamdamel no período que trabalha no Banco Nacional no bairro da Piedade centro de Salvador, principalmente no verão e antes de iniciar o Carnaval.

Eu também quero beijar de Pepeu Gomes acompanhando trio independente expresso 222 no circuito Barra-Ondina junto com minha namorada e hoje esposa Viviane.

Tempo Rei de Gilberto Gil curtindo o Pelourinho final dos anos 90 ao lado do meu eterno amor Viviane.

And I Love Her dos Beatles que marcou na minha festa de formatura e coincidência também no meu casamento.

Photograph de Ed Sheeran marcou nos 15 anos da minha filha Júlia.

Ficarei por aqui, ciente que falta muitas músicas nessa relação.

Afinal, música é vida e como dizia: "Sem a música, a vida seria um erro".

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠Aprendendo com a vida

"A necessidade é capaz de quebrar até o aço"

Provavelmente toda resiliência demonstrada pela minha mãe nas sucessivas crises financeias que vínhamos passando tinha chegado no limite.

Ela meio que surtou naquele dia, foi então que percebi que precisávamos fazer algo diferente. Só estudar e ajudar nas tarefas domésticas não bastava mais. Ou seja, se fazia necessário buscar um emprego para ajudar nas despesas familiares.

Então fomos a luta!

Pedimos ajuda a vizinhos e amigos.

Senhor Anilton que trabalhava na seguradora Aliança, tentou por muito tempo uma vaga por lá sem êxito.

Fomos no Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Baneb, todos informaram que tão cedo não haveria concurso para admissão de novos funcionários.

Fiz seleção no Banco Real chegando até a etapa final.
Infelizmente, na última fase devido uma tímidez excessiva cometi um erro que custou a perda da vaga.

Foi proposto uma dinâmica em grupo e nesse momento apesar de ter sido o responsável pela ideia central da equipe entreguei de bandeja para uma menina apresentar.

Esquecendo que apesar de ser da mesma equipe, era uma concorrente a vaga.

Resultado, fiquei atrás da cortina no momento crucial

Advinhem quem ficou com a vaga e quem foi eliminado?

Aprendi a lição, mas depois do leite derramado não havia mais nada a fazer.

Continuamos a empreitada em busca de um rendimento fixo.

Depois do Colégio Teixeira de Freitas localizado, na mouraria, centro de Salvador, percorria por bares, mercados, lojas, padarias... situados nas adjacências implorando vaga de trabalho em todos estabelecimentos comerciais que via na minha frente.

O tempo passava, e nada conseguia.

Foram tantos "não" que o desânimo começou a bater forte no meu peito.

Foi então, que meu pai ficou sabendo que Banco Nacional estava recrutando jovens para vaga de contínuo.

Não perdi tempo, fiz a inscrição e no mês seguinte já estava fazendo avaliação de matemática, português, conhecimentos gerais e por último psicoteste. Quinze dias depois saiu o resultado, fui aprovado graças a Deus.

Porém, mandaram aguardar em casa o dia que seria convocado para trabalhar.

Nisso, passaram mais de um ano sem retorno algum por parte do Banco.

Durante esse período telefonávamos, íamos lá, mas ouvimos sempre a mesma resposta:

Aguardem!

Evidente, não poderíamos ficar sentado esperando e continuamos juntos buscando emprego, vendendo picolé, geladinhos, cocadas, bananas, costurando e vendo roupas, fichas telefônicas, trabalhando de ajudante de pedreiro e fazendo biscates diversos tudo sobre coordenação de nossa mãe que não parava de inventar coisas para conseguir dinheiro e ajudar na renda familiar.

E a vida seguia dessa forma, aos trancos e barrancos.

Até que, numa manhã de sábado quando brincava de bola com um amigo de infância Misuca surgiu lá na rua uma moto trazendo um telegrama em meu nome.

Era o Banco Nacional me convocando para comparecer no RH na segunda-feira seguinte.

Não acreditava no que estava acontecendo após mais um ano, finalmente chegava o momento que tanto sonhava. Um dia inesquecível!!

Durante a entrevista tive a impressão que as perguntas feitas pela funcionária do RH tinha como objetivo me testar ou então queriam que eu desistisse.

Isso porque, a primeira coisa que a funcionária do RH falou foi:

Olha você pediu vaga pela manhã, porém só temos para tarde.

E como você estuda pela manhã, como vai fazer?

Respondi prontamente: Sem problemas, peço transferência lá na escola para o turno da noite.

Em seguida, falou e só temos vaga para o bairro da Pituba e você pediu colocou na inscrição bairro da Piedade.

E agora?

Mais uma fez falei: Sem problemas, vou para Pituba

E assim continuou colocando dificuldades uma atrás da outra.

A necessidade falava mais alto e poderia chover canivetes mas não deixaria escapar aquela vaga.

"Quem tem fome, não olha o que come".

Ao terminar o interrogatório, finalmente ouvi: a vaga é sua!

Meses depois, soube através do colega de função que seu pai conhecia era parente do gerente da agência e solicitou a mudança de horário de trabalho dele, já que ele estudava pela manhã no Nobel escola particular frequentado pela classe média de Salvador.

Ou seja, mudaram meu horário de trabalho para beneficiar o "amigo do rei"

Escutei tudo, em silêncio.

"Nenhum outro povo cuida dos amigos tão bem como a gente" (Caramuru)

"Aos amigos os favores, aos inimigos, a lei" (Maquiavel)jer

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠Aprendendo com a vida.

"Quem tem boca vai a Roma"

No meu primeiro dia de trabalho, com 15 anos, menino da periferia, fui acompanhado por meu pai para agência do Banco Nacional, localizada no bairro da Pituba. Logo na recepção, foram nítidas as expressões de surpresa e desconfiança dos funcionários presentes.

Confesso que na época não dei muita importância para esse fato, talvez pela vida dura que levávamos e pela necessidade, sempre fui pragmático e focado no que era mais importante, naquele momento: o emprego.

Logo na primeira semana de trabalho, uma das minhas funções como boy era fazer pagamentos nos cartórios, bancos, correios, repartições públicas. Era muito verde, tímido, introspectivo, inexperiente e não conhecia a maioria dos bairros de Salvador.

De fato, não achava essa situação um grande empecilho para executar minhas tarefas. Porém, percebi que não poderia demonstrar ao meu chefe essa limitação quando comparado ao outro colega de função.

Dessa forma, sempre que ele perguntava sabe aonde fica? Eu respondia sem titubear: Sei, sim!

Já no ponto de ônibus, lembrei de um ditado antigo: quem tem boca vai a Roma. E assim, de grão em grão fui conhecendo todos cantos da cidade.

Mas uma coisa chamou bastante atenção nesses primeiros dias de trabalho.

Antes de sair para tarefas externas meu chefe entregava um valor em espécie para despesas com transportes.

Num desses dias, ao retonar no final da tarde, devolvi ao meu chefe o troco, já que não gastei tudo. Para minha surpresa, em vez de devolver o troco para tesouraria, ele simplesmente colocou o dinheiro no bolso e deu uma sorriso sarcástico.

A percepção da vida como ela é no mundo corporativo dava os seus primeiros sinais.

Jerônimo Bento de Santana Neto

⁠Aprendendo com vida!

"Não precisamos apagar a luz do próximo para que a nossa brilhe." (Mahatma Gandhi)

No primeiro dia de trabalho e nos meses seguintes era perceptível que para alguns funcionários da agência eu era o "patinho feio" do grupo e que não ficaria muito tempo empregado.

Para contragosto dos "cisnes" que trabalhavam comigo nos primeiros anos de banco e muitos "cisnes" que vieram depois eu continuava firme no meu lugar.

Como uma amiga dizia sempre: "Jerônimo, seu santo é forte..."

Vale salientar, que além de não duvidarem do meu potencial, muitos deles tentaram com trapaças, calúnias e falsidades puxar meu tapete e apagar minha luz para que as "luzes" deles brilhassem.

Acho o que incomodava os "cisnes" era meu perfil profissional extremamente centrado e averso a prática do "puxa-saquismo", da rasgacão seda e de jogar confetes gratuitos com intuito de obter promoções.


Por ironia do destino, um desses "cisnes" chegou a confessar vinte cinco anos depois ao me encontrar trabalhando numa agência:

"Rapaz, você ainda continua no banco?

Juro, quando você foi contratado para trabalhar lá na agência Pituba, falei pra mim mesmo: Esse ai ! Não fica um ano sequer nesse emprego!

Outro "cisne", sempre que me encontrava nas reuniões gerais fazia questão de afirmar:

"Cara, todo mundo nesse banco é promovido. Só você continua escriturário."

Pois bem, no ano seguinte, esse colega saiu do banco e meses depois a sua demissão recebi uma promoção para trabalhar como supervisor. Coisas da vida!

Às vezes, encontava um ou outro que fora demitido pelo banco se escondendo do meu ohar em audiências trabalhistas nas quais eu estava representando o banco como preposto ou testemunha.

Nessas situações, sempre deixei nas mãos de Deus.

Afinal, sempre soube que o mundo dá voltas e existem situações em que o silêncio é a melhor resposta.

O mais importante de tudo foi encerrar minha carreira após trinta e três anos de atividade bancária entrando e saindo literalmente pela porta da frente do mesmo prédio aonde tudo começou. Com a consciência tranquila
do dever cumprido sem nunca ter vendido minha alma.

Só me resta agradecer a Deus, familiares, pais, esposa, filhos e amigos. Que sem dúvida me ajudaram muito nesse percurso em todos os sentidos.

Jerônimo Bento de Santana Neto

⁠De um lado: Pessoas fingindo sofrimentos, fardos e doenças para chamar atenção.

Do outro: Pessoas aproveitando desse momento para chamar atenção via ajuda, generosidade e compaixão excessiva.

Numa mesma situação temos a presença duas expressões populares:

"Se fazer de doente para ser visitado"

"Me engane que eu gosto"

De fato, o mundo inteiro é um palco (Shakespeare).

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠A mediocridade sempre esteve presente em nossa sociedade.

A diferença é que com o surgimento das redes socias ela foi potencializada de forma exponencial.

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠Há uma diferença enorme entre conquistas e privilégios frutos do nosso trabalho e esforço, daqueles obtidos por meios ilícitos.

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠Mesmo calado ninguém está livre de ser recortado e rotulado.

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⁠O passado me representa, o presente me sustenta e o futuro me orienta.

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠No frigir dos ovos, a única ideologia que cabe ao povo brasileiro é garantir "o pão nosso de cada dia". O resto é hipocrisia.

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠De uma militância engajada e subversiva para uma militância excessivamente planfletária, engessada e perdida em pautas minimalistas.

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⁠Aprendendo com a vida

Os tempos do Manoel de Abreu não foram fáceis. Estava mal acostumado com pró Luzia e na nova escola os professores eram linha dura.

Certa vez, ao pedir para professora três vezes para ir ao banheiro e ter recebido três "não" terminei mijando nas calças em plena sala de aula.

Através das palavras uma pessoa pode tornar o seu semelhante feliz ou levá-lo ao desespero. (Freud)

Desse período, gostava apenas do recreio quando íamos comprar lanches e geladinhos atrás da escola e quando encerrava as aulas. Voltava para casa na companhia dos meus irmãos Agnaldo, Lene e Conceição até em casa.

Cursei o segundo e o terceiro ano do primário nessa escola, depois fui transferido para Escola Municipal Roberto Correia.

No Roberto Correia tive aula com pró Lucia, muito amável e carinhosa, que me fez lembrar da pró Luzia.

A parte ruim, foi a perseguição que sofria de um aluno chamado Jailson que gostava de me bater. Aproveitava-se do meu excesso de timidez para praticar o que chamamos hoje em dia de "bullying".

No Roberto Correia terminei a quarta série do primário, sendo transferido para quinta série na Escola Municipal Cleriston Andrade.

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠A prova de sucesso da nossa ação educativa é a felicidade da criança.

(Maria Montessori)

Meu primeiro contato com a escola ocorreu pertinho da minha casa, através da pró Luzia e da pró Dalva, que além de vizinhas foram responsáveis pela minha alfabetização.

Luzia, professora titular, simpática, carinhosa e sorridente. Dalva professora auxiliar, séria, rigorosa e de poucas palavras. Decerto, que uma completava a outra, tanto no jeito de ser, como no desempenho das atividades pedagógicas.

Lembro que um dia, num ato de rebeldia joguei o lápis no rosto da pró Dalva. Não sei o porquê daquela atitude, talvez pelo fato gostar mais da pró Luzia tenha agido daquela maneira.

Acredito que, de fato, eu não gostava muito da pró Dalva, principalmente quando ela substituia a pró Luizia nas aulas.

Seu jeito de poucos sorrisos não me agradava. Tanto que, uma dia resolvi esconder meu caderno atrás do guarda-roupa, tentando convencer minha mãe que não poderia ir para escola. Imagine!

Em poucos minutos minha mãe descobriu a artimanha e tive que ir para escola.

Mas, é importante frisar que durante todo primário nunca gostei de estudar, queria mesmo era brincar e brincar, nada mais me interessava.

Apesar dessa má vontade com os estudos tirava boas notas.

Essa condição permitiu meu ingresso diretamente da alfabetização para o segundo ano primário na Escola Muncipal Manoel de Abeu, através de uma avaliação

Hoje, relembro com muitas saudades daqueles tempos, tendo consciência que tanto pró Luzia quanto pró Dalva foram importantíssimas na minha formação humana.

E, aquelas birras com pró Dalva são nada mais do que coisas de crianças.

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠A quinta série do ginasial foi um divisor de águas na minha vida escolar.

Tudo porque, no meu aniversário de 11 anos , meu pai deu um dicionário da moderno da língua portuguesa ilustrado de presente.

Passei a consultar palavras desconhecidas que encontrava nos textos dos livros didáticos facilitando o entendimento e simultaneamente enriquecendo meu vocabulário.

A partir desse momento comecei a gostar de estudar e ter curiosidade pelas coisas.


“Deus colocou a criança sob a tutela dos pais para que eles a conduzam no caminho do bem, e lhes facilitou a tarefa ao conceder à criança uma constituição frágil e delicada, que a torna acessível a todas as impressões.” (Allan Kardec)

Os tempos da Escola Municipal Cleriston Andrade foram sem dúvida alguma os melhores na minha vida escolar. Os passeios, as gicanas, os campeonatos interclases, as festas de São João e Natal, os melhores amigos, os primeiros amores... Tudo parecia eterno, quanta emoção vivida entre a quinta e a nona série do ginasial. Meu Deus! Que sonho lindo eu vivi sem saber.

Os professores e professoras:

Osmana de matemática gostava de se fantasiar de caipira nas festas de São João, fiquei apaixonada por ela durante a quinta e sexta série.

Georgina professora de história, vaidosa, sempre bem vestida, cheirosa e arrumada. Uma princesa que me apaixonei na sétima e oitava série.

Carmen Reis, profesora de Português, séria, exigente e muito competente aprendi muito com ela.

Emanuel professor de matemática, muito bom, ótima didática, também aprendi muito com ele na sétima série.

Não lembro o nome da professora de Educação Artística. Mas, recordo que foi nessa disciplina tirei a primeira e última vez zero.

Houve uma apresentação no dia do folcore e minha equipe ficou com o tema Samba brasileiro. Na hora da apresentação a professora exigiu que eu sambasse na sala.

Como me recussei a dançar por ser excessivamente tímido e por receio dos meus colegas zoarem semana após semana, a professora ameaçou me dar nota zero.

Mesmo sobre pressão não dancei e como resultado tomei zero na terceira unidade.

Através das palavras uma pessoa pode tornar o seu semelhante feliz ou levá-lo ao desespero. (Freud)

Vale ressaltar que, apesar de ser um período marcante em termos de vivência emotiva, na parte pedagógica vivíamos um caos na escola devido as constantes greves no setor de educação e carência de professores, principalmente de matemática. Tanto que conclui o ginásio sem conhecer o que era polinônimos, equação do primeio grau e todos assuntos de geometria.

Foram momentos felizes e inesquecíveis que guardo no fundo do meu coração externamente.

"... E aprendi que se depende sempre de tanta, muita, diferente gente. Toda pessoa sempre é as marcas
das lições diárias de outras tantas pessoas. E é tão bonito quando a gente entende que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá. (Gonzaguinha)

Agradeço muito a Deus por tudo!

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠Nesses tempos pós-modernos qualquer um de nós pode ser recortado, rotulado e cancelado.

Jerônimo Bento de Santana Neto

⁠Acredito que os excessos do políticamente corretos, da patrulha ideológica e dos militantes oportunistas tem prejudicado muito a luta contra o racismo, machismo, homofobia ...

Ainda mais num pais extremamente carente de educação e senso critico.

Aonde a maioria das pessoas tem uma enorme dificuldade em separar o "joio do trigo" , em ouvir as partes envolvidas, em evitar prejulgamentos, em fazer um filtro nas informações para assim ter um melhor interpretação dos fatos.

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠Aprendendo com a vida - Segundo Grau

Seguindo orientação dos meus pais fiz o segundo grau em técnico em contabilidade no Colégio Estadual Mário Agusto Teixeira de Freitas localizado no bairro da Mouraria centro de Salvador.

Iniciei no turno matutino no ano de 1984, um período muito difícil para nossa família. A crise financeira apertou o orçamento familiar a tal ponto que usava a merenda escolar como almoço.

Diferente dos tempos de quinta e sexta série ginasial, quando por muitas vezes recusava a merenda escolar por não gostar do sabor ou achar copos e pratos encardidos.

Como diz um ditado antigo "A fome é a melhor cozinheira", ou seja, quando as coisas apertaram a merenda escolar transformou-se em refeição de primeira classe.

Gracas a Deus, depois de um ano e meio fui convocado para trabalhar no Banco Nacional, havia passado nos testes e quando já estava desacreditado veio uma das mais impactantes na minha vida.

Com o choque de horários, foi necessário transferir para o noturno.

O horário de trabalho era das 12 hs às 18 hs com intervalo para lanche de 15 minutos. Dessa forma, precisava almoçar antes de ir para o banco.

Para dar tempo, já que morava longe e pegava ônibus, minha mãe colocava o almoço as 10hs e 30 min. Usava molho de pimenta para ajudar, sem apetite nesse horário, era uma estratégia que funcionava.

Encerraca expediente na agência, pegava outro ônibus para ir para colégio e 22 hs retornava para cada descendo as escadarias do terminal da Lapa ou da Barraquinha. Chegava normalmente as 23 hs e 30 min em casa.

Durante o segundo grau, fiz poucos amigos na escola.

Primeiro porque era muito tímido, segundo quando cheguei na escola fiquei apenas um ano e meio, sendo logo transferido para noite.

No noturno era tudo muito corrido, afinal todos trabalhavam e estudavam sem tempo para resenhas e encontros.

Posso destacar Cristina, que estudou no matutino comigo e posteriormente na UFBA. Ela sempre ia comigo no intervalo fazer lanche numa padaria próxima da escola.

Marcelino que nos primeiros dias de aula chegou apostar que eu seria o aluno escroto da sala, desordeiro e mau.

Alegou que minha fisionomia séria e fechada passou essa impressão que foi logo desfeita semanas depois.

Ele sempre repetia isso: Rapaz, eu achava você era miserável, do mau...

Entendo, a reação dele, algumas pessoas anos depois vinham esse lado no meu rosto. Não sei o motivo. Talvez algo herdado de vidas passadas, algo espiritual. Sei lá !

Lícia sempre falava do festival do Rock in Rio.

Luiz morador e apaixonado pelo bairro da Federação.

Ives que trabalhou anos depois no Banco Mercantil do Brasil ao do do meu irmão Agnaldo.

Josevaldo do noturno, última vez que encontrei foi na praia de Itapoan.

Elisangela e Gerson amigos de infância que estudavam lá, porém em turnos diferentes.

Assim, que terminei o segundo grau fiz inscrição para os vestibulares da UFBA e da UCSAL.

Cheguei a comentar com Gerson que devíamos fazer para pegar experiência e depois fazer um cursinho pré-vestibular.

Gerson falou que não via sentido, pois éramos de escola pública e as chances eram mínimas.

Fui em frente, sempre pedindo a Deus todos os dias em minhas orações, que me ajudasse a passar.

Claro, sempre fazendo a minha parte e estudando.

Fazia de tudo inclusive colocava livros embaixo do travesseiro, uma simpatia da época.

No final, graças a Deus fui aprovado aos 17 anos para cursar a Faculdade de Ciências Contábeis na UFBA.

Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado.

(Rui Barbosa)

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠Aprendendo com a vida - UFBA

Assim que terminei o segundo grau fiz a inscrição para os vestibulares da UFBA e da UCSAL.

Tinha intenção de ganhar experiência e posteriormente fazer um cursinho pré-vestibular.

Na época haviam poucas universidades e a concorrência era muito grande principalmente para estudantes oriundos de escola pública desde a infância. Ainda não existia o sistema de cotas.

Meti a cara nos livros e estudei muito. Fiz de tudo, até simpatias como colocar livros debaixo do travesseiro. Todos os dias pedia a Deus ajuda, caso entendesse que eu era merecedor.

O Primeiro vestibular foi na UFBA, achei muito difícil. Especificamente nas provas de Química, Física e Matemática. Falta base escolar, principalmente em matemática, pois quase não estudei essa disciplina devido constantes greves e as carências de professores durante todo ginásio.

Para completar, fiz curso técnico em contabilidade, aonde somente no primeiro ano tive química, física, biologia e matemática científica. Nos anos seguintes só tive matérias voltadas para o curso de contabilidade

No vestibular da UCSAL também tive dificuldades, pelos mesmos motivos acima.

Porém, achei mais fácil

Vale ressaltar, que durante a realização das provas houve um protesto inusitado liderado por estudantes da universidade que atuavam com fiscais.

Em acordo os fiscais de sala e dos corredores liberaram para que todos estudantes fizessem fazer consultas.

Foi uma loucura!

Aquilo meio que me desestabilizou, afinal nunca havia feito pesca em toda minha vida escolar e ao invés de ajudar prejudicou minha concentração.

Devido o alvoroço que invadiu a a sala consegui terminar a prova com muita dificuldades,

Confesso, que apesar dos meus esforços não acreditava que fosse passar e dessa forma, nem acompanhei a divulgação da lista de aprovados.

De repente! O inacreditável aconteceu.

Ao chegar na agência para trabalhar fui supreendido por todos funcionários da agência me dando parabéns.

Fiquei atônito sem saber o que ocorria. Afinal, não estava fazendo aniversário.

Fiquei perplexo por alguns minutos. Até que, falaram seu pai ligou para agência informando que você foi aprovado no vestibular UFBA.

Coisas de Deus!

De fato, só acreditei que realmente tinha passado quando finalizei a matrícula e entrei na sala de aula.

Depois disso tudo, ciente das dificuldades que viriam pela frente.

Só pensava numa única coisa, segurar aquela oportunidade concedida por Deus com unhas e dentes.

Nos primeiros dia de aula, nos corredores as conversas entre os alunos era saber a classificação de cada um.

Fiquei morrendo de vergonha, pois apesar de ter feito uma ótima redação, acredito inclusive que foi fundamental para conseguir a centésima e última vaga.

Isso mesmo, eu era o último colocado.

Pouco importava que a maioria que estava ali eram oriundos dos colégios nobres de Salvador ou que tenham feitos cursinhos pré-vestibulares.

Eu era o último colocado e pronto.

Estava em desvantagem isso era fato.

Mas, a única coisa que podia fazer era estudar e estudar mais que todos eles.

E fui a luta!

Acordava cinco horas da manhã, pegava um ônibus seis horas para estação da Lapa.

Chegando lá, pegava outro ônibus até o campus de Ondina.

As aula começavam sete horas em ponto, já com a chamada. Bastava alguns minutos de atraso tomávamos falta.

Terminada as aulas no Campus Ondina sabíamos as escadarias passando pelas faculdades de geografia, quimica e artes até chegar na avenida Cardeal da Silva.

Lá pegava outro ônibus até entrada do bairro de São Lázaro, aonde andávamos dois quilômetros até a faculdade de filosofia.

Quando acabava as aulas de filosofia e sociologia retonávamos para Cardeal da Silva e pegava outro ônibus até o Vale do Canela aonde assistiríamos aula de administração.

Agora era pegar outro ônibus para o bairro da Pituba aonde trabalhava no Banco Nacional.

Encerrado expediente do banco dezoito horas, era hora de pegar mais um ônibus para o bairro da Piedade aonde estava localizada a Faculdade de Ciências Contábeis.

Terminada a aula 22 hs e 50 minutos, descia correndo para pegar o último ônibus para São Marcos que saia 23 hs e 20 minutos chegando em casa meia-noite.

Em média eram oito a nove ônibus por dia, acordava cinco horas e dormia entre meia-noite e uma hora da madrugada. Pois, precisava colocar tudo a limpo no mesmo dia para não acumular assuntos.

Durante as aulas copiava tudo muito rápido, inclusive as falas e instruções dos professorea.

Precisava do maior número de informações para estudar depois e entender o assunto.

Outra estratégia que recorria era pegar todos livros didáticos do ginásio e estudar.

Tinha todos em cada, bem guardados e conservados. Graças a Deus, estuava esses livros sozinho e fui aprendendo tudo que já deveria de saber. Por exemplo, descobrir os valores das incógnitas das equações, depois conferir substituindo.

Precisava recuperar o tempo perdido.

Foi uma verdadeira lição de vida!

Para se ter uma ideia a disciplina Matemática I e Matemática II tinha assuntos como Limites, Derivadas e Integral que precisavam de quatro a cinco folhas de cálculos.

Foi nessas aulas que soube que assuntos como equação do 2 grau e inequação, eram guardadas as devidas proporções algo como contas de somar dentro desses assuntos tão complexos para mim naquele momento.


No primeiro semestre e durante todo período que estudei na UFBA meus colegas me chamavam para festas, encontros, congressos, torneios de futebol, de dominó ..

Com rotina puxada não dava para participar desses eventos. Tinha que estudar e estudar, não podia vacilar.

Somente nos últimos semestres do curso que participei de alguns shows no fim de semana na concha acústica ou em festas de Carnaval com Fernando, André, Amilton, Isabel e Cândido.

Ao final do primeiro semestre passei em todas disciplinas direto mesmo com todas as adversidades apresentadas acima.

Sendo uma tônica durante todo o curso o que permitia ser um dos primeiros a fazer matrícula, o critério era os melhores alunos.

Passaram a mim rotular de CDF, apelido da época para quem era diferenciado, muito inteligente.

Eu sempre desconversei sobre isso, e creditava as boas notas ao meu esforço.

De fato, conclui o nível superior sem fazer provas de segunda época, sinônimo de recuperação.

Estive muito perto de fazer segunda época na matéria de estatística, com Sr. Amitay um professor extremamente rigoroso e sarcástico.

Numa das prova de estatísticas fiz a escolha errada na interpretação da questão e fiz todos cálculos de projeções errados.

O professor Amitay não entregou essa prova e não tive como saber qual foi meu erro.

Na última prova do semestre precisava tirar nota quatro numa prova de cinco questões cada uma valendo um ponto.

LDeixei uma das questões complicadas sem fazer pois não daria tempo e através da intuição mudei o caminho a seguir para os cálculos e graças a Deus passei. Tirei exatamente a nota que precisava quatro.

Entretanto, o resultado da prova só foi passado por telefone num domingo 30 de dezembro perto das festas de fim de ano.

Professor Amitay pediu para ligar para casa domingo pela manhã para dar resultado por telefone.

Essa prática era comum, devido as constantes greves durante o ano letivo.

Semprev comprometia as festas de final de ano e o mês de janeiro.

Nessa época, era recorrente meus colegas em festas e eu estudando.

Ouvia constantemente a seguinte frase: "você vai ficar maluci de tanto estudar".

Na matéria de Introdução a Filosofia só passaram direto dois alunos: eu e uma aluna.

Professor Ubiratan era deficiente entrava numa cadeira de rodas, e dava um show de aula. Sua forma de ensinar marcou para sempre na minha vida. Com ele aprendi amar a filosofia do cotidiano.

Outra disciplina, difícil era Contabilidade de Custos I e II com professor Bernardo.

Vale salientar, que após o primeiro semestre cada aluno elaborava sua grade de disciplina de acordo suas peculiaridades. Esse modelo, de certa forma impedia uma turma iniciar e formar juntos.

A cada semestre sempre tinha novos alunos. Alguns de outras faculdades, outros que passaram no vestibular em anos diferentes do nosso. Aluno provenientes da mesma turma, volta e meia aparecia e depois dispersava no próximo semestre.

Devido esse formato, quando formei em 1992 com uma turma de oito alunos, sendo apenas seis da turma inicial.

Agradeço muito a minha mãe, meu pais, irmãos, familiares e amigos que fizeram parte daquela conquista e sobretudo a Deus. Amém!!

"Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado".
(Rui Barbosa)

Jerônimo Bento de Santana Neto
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⁠Aprendendo com a vida

"Primeiro a obrigação, depois a diversão"

Essa frase repetida várias vezes pela minha mãe virou uma espécie de mantra que uso até hoje, inclusive na educação dos meus filhos.

E quando estive numa festa com a presença de vários amigos de infância, pude sentir a força e importancia dessa expressão numa declaração proferida por um deles:

- Jerônimo, estou desempregado e com muitas dificuldades de achar emprego por falta de qualificação escolar.

Hoje, sinto na pele o quanto você estava certo. A gente ia na sua casa chamar para jogar bola quase todos os dias e sempre você dúzia:

"só vou quando acabar as tarefas escolares, os estudos".

Estou arrependido, mas não tem mais jeito.

Nessa hora também lembrei de um antigo provérbio chinês:

"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida."

Jerônimo Bento de Santana Neto
Inserida por I004145959

⁠Durante toda minha vida tive muitos sonhos premonitórios.

Vou tentar descrever alguns:

Sonhei com um homem com aspecto indigente que estava dentro de um terreno que havia comprado meses antes. No meu sonho ele recusava sair do terreno.

Semanas depois, Sr. Gileno pedreiro que estava fazendo obras no terreno. Veio me avisar que tinha um mendigo dentro do terreno. E que se recusava deixar o local sendo necessário chamar policiais para solucionar o impasse.

Na véspera do baba de praia que realizávamos todos domingos tive um sonho com duas pessoas morrendo afogadas.

Por precaução alertei aos meus amigos sobre o sonho aconselhando não entrar na água.

Após, encerramento do jogo avistamos duas pessoas se afogando no meio das ondas. Não teve jeito, elas não sobreviveram.

Em sonho recebi espírito do meu pai que estava sedado UTI do hospital português após uma AVC ocorrido no mês anterior. Graças a Deus fiquei sabendo que continuaria entre nós.

Uns vinte anos depois tive outro sonho recebendo a visita de minha tia Geraldina também vítima de AVC. Infelizmente fiquei sabendo que ela não sobreviveria um mês antes.


Mais ou menos no mês de junho de 2011 tive um sonho recebendo uma advertência no Banco Unibanco por cometer um erro operacional. O que realmente aconteceu no mês de novembro do mesmo ano.

No ano de 2012 sonhei seis meses antes que o Bahia seria campeão baiano nuna decisão com o rival.

Resultado o Bahia empatou a partida sangrou-se campeão após está perdendo por 3 x 2.

Várias vezes estive na fonte nova sabendo que o Bahia ia vencer e qual jogador faria o gol decisivo. Outras vezes sonhava com derrotas.

Sonhos com discussões com namoradas aconteciam constantemente e mesmo sabendo nunca conseguia evitar.

Sonhava repetidas vezes matando cobras de todos tipos sem cortando rodelas.

Certa vez, não consegui dormi sentia um espírito tentando entrar no meu corpo fazendo eu acordar desesperado. Quando pegava no sono acontecia novamente. E dessa forma amanheceu o dia nessa luta sem conseguir dormir.

Até hoje continuo tendo esses sonhos premonitórios.

Deus no comando sempre

Amém!

Jerônimo Bento de Santana Neto
Inserida por I004145959

⁠Aprendendo com a vida

Cuidado! Cuidado com o que você fala, em qualquer situação ou instante de sua vida. (Paulo Coelho)

Na infância e na adolescência cansei de escutar dos meus amigos:

"Você vai ficar maluco de tanto estudar."

Por ironia do destino, um desses amigos de infância que vivia repartindo essa frase veio a ter transtornos mentais quando adulto.

Fiquei muito triste ao ver esse amigo de infância na rua fazendo movimentos aleatórios e andando de um lado para o outro. Tive muita pena dele!

Cuidado! Cuidado com o que você fala, em qualquer situação ou instante de sua vida. (Paulo Coelho)

Jerônimo Bento de Santana Neto
Inserida por I004145959

⁠Desde criança gostava de jogar bola.

Jogávamos com bola de meia, com pedaços de blocos no pátio da escola, no campo e na quadra do arenoso, no conjunto Vale do Lagos, Colinas de Pituaçu e Colina Azul, na parte baixa do Estádio de Pituaçu, na praia, no brejo da Tiririca e no mata-fome, no barro, com chuva, no sol escaldande do meio dia, de noite...

Bastava aparecer alguém com uma bola estávamos lá brincando.

Ah! Quantas saudades!

Lembro das inúmeras vezes que a bola caia na casa de Dona Manda e ela devolvia a bola cortada. Ninguém reclamava pois sabíamos que estávamos errado.

Jogávamos quadrado na ladeira de asfalto com golzinhos feitos de madeira e sacos de farinha. Sempre com o cuidado de parar a bola que pessoas se aproximavam do baba.

Na adolescência andávamos de São Marcos até as praias de patamares, piatã, Jaguaribe...

Continuamos jogar bola na praia até a fase adulta e depois na quadra de futsal dos bancários.

Houve uma fase do baba da madrugada que iniciava cinco horas da manhã.

Sempre fomos fominhas de bola.

Jerônimo Bento de Santana Neto
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