Edgar Fonseca
Sorrir na caminhada para o Natal é transformar o coração numa máquina de bondade e alma num depósito de alegria e de esperança de bons tempos que se avizinham para todas as famílias angolanas e, quiçá do mundo inteiro.
Quem não sufoca ao passar pelo deserto solitário do seu coração, não tem a pureza da sua mente a vaticinar sobre a vida.
O tempo consome as nossas certezas, quando a idade nos cobra por amizades sinceras, que nos têm sem competição, mas, que nos querem e têm-nos como parceiros da vida e para a vida.
Um pouco de nós, sabe que apenas vive para compensar a vida de quem nos acompanha nesta longa jornada da vida, outro pouco, espera encontrar motivos para vivermos para nós e, em nós.
A nossa mente é o nosso maior confidente, mas, não consegue guardar um segredo que seja, a capacidade absorvente do coração.
Transforme a sua vida em uma grande fazenda de amor, onde a tempestade tudo quer devastar, mas, as sementes do pudor, da paixão, do respeito, da harmonia e da fidelidade aí semeada, apenas nos leva a colher FELICIDADE.
Quando te faltar o ânimo para sorrir, sorria apenas pelo simples motivo, mas, muito importante de ter acordado para viver mais um dia.
Somos pequenos arquitetos de uma vida sem fim, mas, vivemos como pequenos hóspedes em corpo de desconhecidos.
Um silêncio que nos traz histórias que vivemos sem tempo, mas, que nos recolhe para um tempo que não vivemos e ainda assim, reivindicamos dizendo ter sido bom, quando nem sequer importância demos a nossa infância.
Cada alma tem o seu propósito na terra, por isso, ninguem pode impor a uma criança que siga um caminho que ela não quer, para satisfazer o sonho frustrado de seus progenitores.
Os progenitores têm de ser o farol que conduz os filhos para a felicidade, porque, se este farol for a ofuscação dos sonhos dos seus filhos, este é considerado tudo, menos o guia certo para o seu descendente.
O amor institui regras de vivência e convivência, quando estas regras não são cumpridas ou apenas um dos consortes do amor as cumpri, este sentimento tarde ou cedo conhecerá o fim, mesmo contra a vontade das partes.
Sobre pequenos passos, damos largas a nossa imaginação, embora não encontremos tudo o que desejamos na vida, ainda assim nos contentamos por amar, mesmo não sendo nós eternos.
A dor não é uma censura para o nosso coração, é apenas a força sublime dada a nossa mente, que nos transforma em seres melhores e mais bem talhados para enfrentar as adversidades da vida.
O lar confortável da nossa alma é tão-somente a nossa mente, pois, é sobre o nosso pensamento, onde se conserva a essência do que somos e, do que pretendemos ser.
O agora não tem tempo, nem espaço, apenas se vive, mesmo que não tenhamos esperança, nem certeza que o amanhã chegará.
Quando o ontem passou sobre nós, sequer sabíamos o significado real de viver um dia de cada vez, mas, hoje somos parte de um mundo globalizado, que nos aconselha a sermos felizes, mesmo que o amanhã nunca mais chegue.
Fiz um caminho sem volta na estrada do teu coração, hoje esqueci-me do mapa que me leve a regressar para dentro de mim, porque tenho-te como a bússola mais preciosa que me leva a navegar com segurança no mar da felicidade.
Cada humano conserva em si o escultor sublime da natureza, mas, poucos são os que valorizam a sabedoria de criar obras de arte feitas humanas.
Escondo a minha essência no deserto da minha vivência, tal sofrida a alma da minha solidão, que consome intensamente o coração, que me adorna de tristeza.
Adaptamos a nossa vida ao batimento do nosso coração, que muitas vezes forte como o aço, nos leva acreditar que somos seres imortais e muito amados.
Ouço a voz da minha alma plantada no silêncio moribundo da noite, sem pressa, me deixo embalar nas fantasias contadas pelos meus sentimentos, que me coroam como o rei do meu coração.
Podemos contar inverdades a nossa dignidade, mas, nunca nos convenceremos que somos seres infinitos.
Somos iguais a belas artes, admirados como os grandes quadros pintados com óleos celestiais, mas, não passamos de meras miragens da perfeição.
