Edgar Fonseca
Sobre o pôr do sol dos mares e rios da minha Angola, reflete com intensidade o caminho da paz e da prosperidade que os angolanos ainda almejam alcançar sob a égide da nossa independência nacional, por isso, não percamos a esperança que este dia um dia chegará.
A preservação da nossa identidade começa a ser feita com o respeito e o valor que damos a nossa liberdade, uma liberdade conseguida com suor e lágrimas e, cuja dimensão deve ser perpetuada a cada ano, nos dias em que celebramos a nossa gloriosa independência.
Quis o destino que cada angolano nascesse na Pátria de Neto, Mandume, Ngola, Ekuikui, Katiyavala e outros, para juntos cravarmos na memória dos povos do mundo que somos livres e independentes, por isso, preservemos a nossa independência como se da nossa vida se tratasse.
Angola deu mostras ao mundo que é um País capaz de se tornar próspero, mas, a maior de todas as bases para o desenvolvimento deste nobre País, passa por todos nos engajarmos e vestirmos o sentimento patriótico, como fundamento para alcançarmos a autossuficiência econômica.
O valor da nossa independência não está apenas na celebração deste grande dia, está no desarmamento das mentes e dos corações de cada um dos angolanos, que sob a alegria de ser livre, não dá importância ao nome ou a cor partidária, mas, ao sentido patriótico de ser ANGOLANO.
O silêncio causado pela morte dos mártires desta Angola, revelam a sagacidade com os bravos combatentes pela paz e independência da pátria se esbateram, por isso, hoje dobramos o nosso corpo em sinal de respeito, para glorificarmos todos os filhos desta terra que doaram as suas vidas em nome da liberdade.
A vida é um mar tenebroso, onde navegamos sem conhecer o nosso destino, mas, ainda assim, aceitamos viver a doce aventura de buscar felicidade sobre as ondas infinitas que nos são proporcionadas pelos marinheiros do tempo, a quem chamamos companheiros de percurso, vulgo AMIGOS.
Os amigos devem significar o farol iluminado, que nos ajudem a chegar a portos seguros da vida; porém, quando isso não acontece, é porque ainda não encontramos a verdadeira amizade.
Os amigos são o bálsamo que aliviam a nossa dor em momentos de desespero, são a fênix que nos fazem ressurgir das cinzas em meio à tempestade e ao furacão imposto pela vida.
Os amigos em alguns momentos, são o reflexo da nossa alma desencontrados pelo nosso espelho, são a ansiedade desregulada que refletem os nossos anseios a cada dia que vivemos.
Quando um amigo deseja viver a nossa vida como personagem da nossa história, este há muito que deixou de ser nosso companheiro e farol para o nosso caminho seguro.
Os combates enfrentados a cada dia em que vivemos, não devem significar o fim da nossa vida, têm antes de simbolizar, o início de uma nova luta que nos levará a alcançar a vitória.
Os vencedores não baixam a cabeça em meio a pressão, pois, as pressões da vida nos amadurecem, ainda que pareçam punição pela nossa condição de meros mortais e exímios pecadores por natureza.
As mulheres são o vento que nos embalam em meio a madrugada, a fala que nos acalma em tempos de pressão e, a base que nos segura quando somos derrubados pelas circunstâncias da vida.
Comungo da ideia vertida pela minha mente, segundo a qual, a mulher é o reflexo dos varios sentidos que compõem o corpo de um homem, pois, mesmo que o homem não exteriorize a sua inquietude, a mulher rapidamente o cura da sua dor interior.
A mulher é o mar que se estende entre o céu e a terra que compõem a vida de um homem, é a âncora que segura o návio tenebroso que é a passagem do homem pela terra.
As mulheres são o tempo sem pressa que nos consomem, são a bebida sem álcool que nos embreagam e, a droga mais intensa que nos viciam.
O amigo não nos pode ver cair e nos deixar estar estatelados no chão; deve nos dar a mão e nos ajudar a encontrar forças para trilhar um novo caminho, ainda que o novo caminho, seja tão somente o mesmo, que depois de refeito, se torna mais suave para ser trilhado.
As manifestações têm como fim último persuadir os Governos a adoptaren novos e melhores métodos de gerir os recursos da Nação, mas, em momentos de crise em que o bem vida esteja em causa, os Governos têm de priorizar primeiro a vida, pois, não se gere um País, com gente morta.
Exercer um direito fundamental, tendo em vista a melhoria de vida das populações, tem de ser equacionado a satisfação plena da vida de um todo, pois, exigir mudanças sem termos em conta as alternativas concretas, que melhorem a vida da coletividade, não passa de mera ilusão populista.
Se a agricultura é a base do progresso de um Estado, porque não atribuirmos aos jovens parcelas de terras férteis, para que possam usar de forma mais eficaz a sua energia, trabalhando a terra, gerando emprego e fomentando a agro-industria, ao invés dos Governos permitirem que estes gastem a sua energia em manifestações.
As políticas que propalam a experiência como base para se ter acesso a um bom emprego, não são as mais consensuais, pois, ninguém nasce com experiência na fala ou a andar, mas, com o tempo todos aprendemos a falar, a andar e até a pensar com coerência.
Aprendemos a defender a nossa pátria com o coração e com a razão, por isso, não podemos atinar em jogos de interesses alheios, de cujos fundamentos desconhecemos, pois, devemos colocar a razão em primeiro lugar e só depois deixar vir ao de cima o nosso emocional.
A fome e o desemprego têm levado muitas famílias a decretarem estado de pressão aos Governos, mas, a questão que não se cala, prende-se com o facto de, muitos os membros das famílias, nada fazerem para melhorar a sua condição de vida.
Cada povo mergulha no mar das suas próprias dificuldades, mas, este mergulho, tem de se transformar em progresso sócio-econômico na primeira oportunidade que os povos tiverem.
