Às Vezes
O mal que assola a sociedade contemporânea raramente é intencional; muitas vezes emerge do emaranhado informacional e das próprias mazelas da modernidade.
CONVENIENTE
(...)
Ás vezes, a gente só precisa
escolher o conveniente,
e parar de sonhar com o impossível.
Às vezes, Deus não nos mostra o caminho inteiro. Ele apenas coloca uma pequena luz no próximo passo. Quando damos esse passo, outra luz aparece. E, sem perceber, atravessamos a noite.
Estar bem nem sempre significa que tudo está em ordem. Às vezes, significa apenas que você decidiu não permitir que o caos da mente governe o seu coração.
Existem dias em que os pensamentos fazem mais barulho do que o mundo. A mente corre, cria cenários, revive dores, antecipa medos e nos convence de que não há descanso.
Mas há um lugar onde o barulho não consegue entrar.
A paz.
Ela não depende de uma vida perfeita. Não nasce da ausência de problemas, nem da garantia de que amanhã será mais fácil. A verdadeira paz nasce quando entendemos que nem tudo precisa ser resolvido hoje. Que nem toda resposta precisa chegar agora. E que o coração pode descansar, mesmo enquanto a tempestade ainda sopra.
Estar bem é aprender a respirar quando tudo dentro de você quer fugir.
É escolher a esperança quando o medo insiste em permanecer.
É acreditar que as feridas também ensinam, que as lágrimas também regam novos começos e que até os dias mais escuros terminam quando a luz decide nascer novamente.
Se hoje sua mente está cansada, trate-a com a mesma gentileza que você ofereceria a alguém que ama profundamente.
Você não precisa vencer todas as batalhas em um único dia.
Você só precisa continuar.
Porque a paz não é o fim da caminhada.
Ela é a companhia que transforma a caminhada.
E quando a paz encontra morada dentro de você, até o silêncio passa a falar de esperança.
Às vezes vestimos em nós um pesado casaco de pele,
não por vaidade… mas por silêncio.
Quando o mundo deixa de nos ouvir,
aprendemos a nos esconder dentro de nós mesmos,
como se fosse mais seguro desaparecer
do que insistir em ser visto.
Helaine Machado
Viver no Brasil, às vezes,
é sorrir por fora
enquanto algo grita por dentro.
É um país hospedeiro,
bonito na vitrine,
mas desigual nos bastidores.
De um lado,
os que limpam o chão,
que acordam cedo,
que carregam o peso do dia nas costas.
Do outro,
os que decidem,
que discursam,
que pouco sentem o peso da própria decisão.
A diferença não é só de dinheiro —
é de tratamento,
de respeito,
de humanidade.
Quando a lei alcança uns,
vem pesada, fria, sem escolha.
Quando toca outros,
vem leve, quase gentil.
E assim,
entre celas lotadas e salas refrigeradas,
o povo aprende a sobreviver —
não a viver.
Mas ainda assim,
no meio dessa revolta toda,
existe algo que não conseguem tirar:
a voz.
E é ela que, um dia,
pode mudar tudo.
Helaine Machado
Nem sempre milagre é cura,
às vezes é força pra continuar.
É o peito apertado, ainda assim de pé,
é o choro baixinho que insiste em não parar.
Helaine machado
Porque às vezes a alma precisa
parar, respirar, se refazer…
pra lembrar, no meio do caos,
que viver também é se acolher.
Helaine machado
Quantas vezes assistimos a vida passar,
como quem olha pela janela,
sem tocar, sem sentir,
sem realmente viver?
Memórias não nascem do acaso,
elas florescem
onde houve entrega,
onde houve tentativa,
onde houve verdade.
Helaine machado
Ser protagonista
nem sempre é estar no centro,
às vezes é só não desaparecer
dentro de si.
E quando possível —
sumir…
não do mundo,
mas das máscaras
que nunca foram nossas.
— Helaine Machado
A vida é como um lápis de cor —
às vezes gasto, às vezes novo,
às vezes quebrado na ponta
de tanto insistir no mesmo traço.
Tem dias de azul tranquilo,
céu aberto dentro do peito,
e outros de cinza pesado
que parecem não ter jeito.
Helaine machado
A vida não pede licença —
ela chega, ensina, marca,
às vezes com mãos suaves,
às vezes com golpes que rasgam a alma.
Cada dor carrega um segredo,
cada queda sussurra uma verdade,
mas só entende quem aceita
que aprender também dói.
Há lições que queimam por dentro,
que a gente tenta negar, fugir, esconder…
mas quando, enfim, as abraçamos,
elas deixam de ser feridas
e se tornam armas silenciosas.
Helaine machado machado
Gatinha
Helaine Machado
Gosto de ser sua gatinha,
macia no toque,
frágil às vezes —
ou talvez só escolha.
Encosto no seu ouvido
e deixo escapar um “miau”,
baixo, lento,
quase um segredo.
Recatada…
como quem veste auréola,
mas não se engane:
minhas garras sabem falar.
Elas marcam,
arranham o que invade,
enlouquecem quem tenta
ultrapassar o limite.
Há um doce no meu veneno,
um perigo no meu carinho,
um convite sutil
pra quem ousa chegar perto.
Sou sua gatinha,
se eu quiser.
Sou sua cachorrinha,
se houver respeito.
Mas experimente faltar com ele…
e verá
que nem todo carinho
vem sem defesa.
— Helaine Machado
morte nem sempre chega em silêncio.
Às vezes ela cresce devagar
dentro dos olhos cansados,
nos sonhos abandonados,
na parte da alma
que desaprende a sentir.
Há mortes invisíveis
que ninguém enterra.
A da esperança,
a da inocência,
a daquela versão nossa
que um dia acreditou demais.
Helaine machado
Palavras são leves como penas,
voam sem direção, sem explicação.
Às vezes pousam suaves no coração,
outras desaparecem antes mesmo de criar raiz.
Há palavras que acariciam a alma,
como vento calmo em tarde silenciosa.
E há aquelas que o tempo carrega,
perdidas no céu da indiferença.
Porque dizer é fácil ao vento…
difícil é sustentar o peso
do que foi prometido ao coração.
Helaine machado
Veja o mundo
com olhos que ainda sabem sonhar.
Nem tudo é dor,
mesmo que às vezes a tristeza fale mais alto.
Há beleza escondida
no nascer do sol,
na chuva tocando a janela,
no abraço que chega sem aviso.
O mundo também é feito
de recomeços.
De pessoas tentando sobreviver
às próprias batalhas em silêncio
Helaine machado
"Às vezes, parar não é desistir do caminho.
É dar à alma o tempo necessário
para reencontrar a direção."
— Helaine Machado
Temos que fugir às vezes, não porque somos mesquinhos, mas porque às vezes temos que dar um tempo a nós mesmos
Às vezes, o desejo de mudar o mundo nos faz olhar tão longe que deixamos de agir onde nossos pés já pisam.
