Às Vezes
Nem sempre quem recebe mais atenção é quem gera mais impacto. Muitas vezes, os verdadeiros heróis vivem sem aplausos. Eles não procuram reconhecimento. Apenas fazem o que precisa ser feito.
Às vezes eu olho para o mundo e sinto um peso difícil de explicar. Abro as notícias e encontro guerras. Entro nas redes sociais e encontro agressões. Vejo pessoas humilhando outras por diversão, animais sofrendo por crueldade, famílias destruídas por egoísmo, e me pergunto: em que momento nos afastamos tanto daquilo que poderíamos ser?
Muitas vezes sentimos vergonha de pertencer à humanidade. Não porque somos perfeitos, mas porque enxergamos o abismo entre o potencial humano e a realidade que construímos. Somos uma espécie que fala de amor enquanto pratica a indiferença. Que pede paz enquanto alimenta conflitos. Que sonha com um mundo melhor, mas frequentemente espera que outra pessoa faça o trabalho necessário para transformá-lo.
Mas existe algo que merece uma reflexão ainda mais profunda.
Quando dizemos que o ser humano só pensa em violência, talvez estejamos olhando apenas para o barulho. A violência faz manchetes. O ódio viraliza. A crueldade chama atenção. Mas quantas pessoas silenciosamente ajudam alguém todos os dias? Quantos resgatam animais? Quantos dividem o pouco que têm? Quantos choram ao ver o sofrimento de um desconhecido?
Às vezes caminhamos pela rua e vemos um rosto que parece familiar. Por alguns segundos, nossa mente tenta encontrar uma resposta. Já vimos aquela pessoa antes. Temos certeza disso. Mas de onde?
Então percebemos que o tempo passou.
Os cabelos mudaram. O rosto mudou. O corpo mudou. A forma de se vestir mudou. E, muitas vezes, até a expressão mudou. Aquela pessoa que um dia reconhecíamos instantaneamente agora parece uma estranha carregando apenas alguns traços de alguém que conhecemos no passado.
É curioso pensar nisso.
Passamos anos acreditando que conhecemos as pessoas, mas a verdade é que ninguém permanece exatamente igual. O tempo trabalha silenciosamente em todos nós. Ele modifica nossa aparência, nossos pensamentos, nossos sonhos, nossas crenças e até a maneira como enxergamos o mundo.
Talvez o mais impressionante seja perceber que isso não acontece apenas com os outros. Acontece conosco também.
A pessoa que fomos há dez anos não existe mais. Talvez nem a pessoa que éramos há dois anos exista. Continuamos carregando o mesmo nome, algumas lembranças e certas características, mas estamos em constante transformação. Somos versões temporárias de nós mesmos.
Por isso, às vezes, encontramos alguém que foi importante em determinado momento da vida e percebemos que já não sabemos mais quem aquela pessoa é. E ela também já não sabe quem nos tornamos.
Não existe necessariamente tristeza nisso. Existe apenas a realidade da existência humana.
A vida não foi feita para permanecer imóvel. Ela se movimenta. Ela muda cenários, muda caminhos, muda pessoas. Algumas permanecem próximas. Outras seguem por estradas completamente diferentes. E tudo isso faz parte do ciclo natural das coisas.
Talvez seja por isso que o autoconhecimento seja tão importante. Se o mundo muda, se as pessoas mudam e se as circunstâncias mudam, precisamos aprender a acompanhar nossas próprias transformações. Precisamos, de tempos em tempos, perguntar a nós mesmos quem estamos nos tornando.
Porque enquanto tentamos reconhecer os rostos que o tempo transformou, existe uma pergunta ainda mais profunda esperando por nós:
Será que reconhecemos a pessoa que vemos hoje no espelho?
A vida passa. Os anos passam. As pessoas passam. E talvez a verdadeira sabedoria não esteja em tentar impedir as mudanças, mas em aprender a crescer junto com elas, aceitando que tudo está em movimento e que é justamente essa impermanência que torna cada encontro, cada memória e cada fase da vida tão valiosos.
Às vezes, a busca pela profundidade exige que a gente pare de aceitar o que é apenas superficial. Se a relação não te atravessa, ela só te ocupa.
Às vezes a gente acha que alguém se afastou, mas a verdade é que fomos nós que, com o desleixo, apagamos a existência dela na nossa vida.
"Cuidado com aquelas pessoas, que elogiam-te demasiadamente. Pois muitas vezes, certos elogios estão consequentemente ou inconsequentemente cheios de inveja e ressentimento."
---Olívia Profeta---
"O que for para ser seu, permanecerá ao seu lado...se não for ,deixa ir. Pois muitas vezes, é um livramento divino,do universo e de seu destino,querendo apenas proteger-lhe ,de pessoas do mal."
---Olívia Profeta---
"Muitas vezes, necessitamos engolir alguns sapos,lagartos e algumas cobra,para seguirmos a nossa vida da melhor maneira possível ."
---Olívia Profeta---
As vezes você está perto de encontrar o ouro que tanto precisa e perde por não conseguir fechar a boca.
Às vezes, o recomeço vem depois da fase em que a gente só segura o barco pra não afundar – e isso já é muito.
Desperdício de energia todas as vezes que olha para onde o outro está em vez de procurar o que te faz vibrar
O ontem é página virada! E como num bom livro que não se vive uma mesma história duas vezes, na vida devemos olhar sempre adiante. Pois olhando para trás o mínimo que pode nos acontecer é tropeçarmos.
Tal qual uma árvore somos definidos muitas vezes pelo que se vê. Belos galhos, saborosas frutas e encantadoras flores. Enquanto que, tudo isso, são alimentados e sustentados por fortes e vigorosas raízes, sendo a base de tudo.
O pior luto é aquele em que sepultamos uma parte de nós mesmos. O que muitas vezes é necessário pra que continuemos vivos.
"Se a vida às vezes te coloca na base do precipício é porque Deus sabe de sua capacidade em escalar".
