Às Vezes
Os olhos revelam o que as palavras muitas vezes não conseguem expressar. Quem ama de verdade aprende a reconhecer, em um simples olhar, a alegria, a saudade, a esperança e o carinho que mantêm vivo um relacionamento. São esses pequenos detalhes que tornam o amor mais intenso, verdadeiro e inesquecível.
A vida machuca de um jeito que, às vezes, parece impossível entender.
É difícil acreditar que um dia eu fui aquele cara cercado de amigos e amigas. Sempre existia alguém para conversar, dar risada, sair, pedir um conselho ou simplesmente estar por perto.
O tempo passou... cada um seguiu o seu caminho. E eu fiquei.
Hoje, quando preciso desabafar, não encontro ninguém. O silêncio virou minha companhia, e a solidão pesa tanto que, às vezes, parece sufocar.
Tenho certeza de que já fui o motivo do sorriso de muitas pessoas. É triste olhar para mim agora e sentir que me tornei uma das pessoas mais tristes que conheço.
Nunca imaginei que a solidão pudesse doer tanto. Tem dias em que parece que ninguém percebe a minha ausência, como se eu tivesse desaparecido aos poucos, sem fazer falta para ninguém.
Às vezes sinto que fiquei para trás. Enquanto todos os meus amigos seguiram em frente, eu acabei sozinho.
Cadê todo mundo?
Será que ninguém mais sente a minha falta?
Essa pergunta não sai da minha cabeça. Ela ecoa todos os dias, junto com uma solidão que aperta o peito e machuca o coração.
É estranho lembrar que um dia eu estava cercado de pessoas e, hoje, o silêncio parece ser a única companhia que ficou. Nunca imaginei que a ausência dos outros pudesse pesar tanto.
Só queria sentir, nem que fosse por um instante, que ainda faço falta na vida de alguém.
Encerrando mais um ciclo e começando do zero. Passei por isso diversas vezes, mas sei que agora é diferente. Mais madura, finalmente adulta e sabendo muito bem o que eu quero para mim. Não faz mais sentido deixar que tudo aquilo que me contaminou durante esses anos permaneça em minha vida. É um novo tempo, um novo caminho que estou construindo. Novas pessoas, novos sentimentos, lugares e sonhos. Dessa vez, eu não vou cometer os mesmos erros. Já passou o tempo em que eu era apenas uma adolescente conhecendo a vida e tomando decisões erradas e impulsivas. Agora é a hora de tomar um rumo. Aprendi muito sobre a vida, sobre as pessoas e principalmente sobre mim. Dessa vez, vou conhecer o mundo e viver de maneira mais consciente. Agora é o momento de tomar decisões difíceis, porém corretas.
Às vezes, três ausências apagam anos de presença. A memória de alguns é mais curta que a amizade que dizem ter.
Nem toda paz faz silêncio. Às vezes, ela apenas ensina você a não responder ao caos.
Pepita de Oliveira
Nem todo afastamento é perda. Às vezes, é a vida reorganizando o que já não fazia sentido.
Pepita de Oliveira
A mente cria histórias
Nem tudo o que sentimos corresponde ao que está acontecendo.
Às vezes, sofremos mais pela interpretação do que pelo fato.
A mente preenche silêncios, imagina intenções, cria finais antes que a história aconteça.
Por isso, conhecer a própria mente não é aprender a pensar mais.
É aprender a duvidar de alguns pensamentos.
Nem todo pensamento merece ser acreditado.
Pepita de Oliveira
O que você vê nem sempre é real. Distinguir entre o verdadeiro e o falso às vezes é só uma questão de tempo e paciência.
"Quantas vezes ainda vou amanhecer? Não sei. Já vi o sol nascer milhares de vezes sem contar nenhuma delas. Hoje penso que talvez o tempo não passe; talvez ele fique parado, silencioso, esperando que nós passemos por ele. E enquanto passamos, colecionamos amanheceres que um dia se tornam lembranças."
Às vezes, um único olhar, perdido entre tantos outros, torna-se a centelha que reacende sonhos, fortalece corações e devolve sentido à caminhada. Por isso, jamais subestime a delicadeza de um gesto: aquilo que para você passou despercebido pode ter sido, para alguém, o instante mais luminoso de toda uma vida.
Por vezes, a mentira seduz não por ser mais bela do que a verdade, mas porque a verdade exige uma coragem que ainda não possuímos. Furucuto, 2026
Te amo duas vezes...
Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.
Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.
Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...
Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.
Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.
Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.
Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.
Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.
Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.
Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.
Entre o toque e o cuidado
Às vezes, não é sobre o outro…
é sobre o preconceito que mora dentro dele —
ou dentro de quem o protege.
Eu nunca soube ver “deficiências”.
Vejo energia.
Sinto presença.
E, quando a minha energia encontra a do outro,
nasce em mim um gesto simples:
um abraço,
uma palavra,
um carinho que não pede explicação.
Mas o mundo anda na defensiva…
e o afeto, que deveria ser leve,
vira invasão aos olhos de quem tem medo.
Eu não me aproximo sem caminho.
Sempre há um antes —
uma convivência,
um silêncio compartilhado,
um laço invisível se formando devagar.
Outro dia, me disseram:
“Ela é adulta.”
E aquilo ficou em mim.
Voltei para dentro,
revisei meus gestos,
me procurei nas minhas intenções…
e encontrei o mesmo de sempre:
carinho.
Porque com todos é assim —
e de todos, o carinho voltou.
Mas, ainda me contive.
Segurei o gesto.
Guardei o abraço.
Mesmo sentindo que, às vezes,
quando o afeto não é recebido,
não é recusa…
é proteção de alguma dor.
Depois, veio a confirmação:
existia, sim, um cuidado ali,
uma história sendo tratada em silêncio.
Mas eu não desisto.
Nunca desisti de ninguém.
No Natal, prometi um abraço.
Antes que dissessem outra vez
o que ela já não era criança,
eu disse o que eu era naquele instante:
“Eu gostaria muito de receber "esse" abraço…
mas, já que não é possível,
então eu apenas dou.”
Porque amar, às vezes, é isso:
não esperar retorno,
não medir resposta,
não endurecer o gesto.
Só ser.
Talvez o mundo confunda idade com sentir.
Mas nem todo corpo acompanha a alma no mesmo tempo.
Há quem tenha trinta…
e um coração de oito,
delicado, sensível,
ainda aprendendo a confiar.
E há quem force encaixes,
rótulos, aparências —
como se crescer fosse caber
em uma forma pronta.
Mas sentir…
sentir nunca obedeceu calendário.
E eu sigo assim:
Me aproximando com cuidado,
respeitando limites,
mas nunca deixando de oferecer
o que há de mais bonito em mim —
o afeto. 🌛☀️
Nunca permita que seus pensamentos abalem teus objetivos. Muitas vezes eles são como nuvens nebulosas que fecham o tempo.
Guarulhos vê seus filhos decolando do aeroporto porque aqui, muitas vezes, o sucesso não encontra pista pra pousar — e quem sonha alto, acaba tendo que partir.
EduardoSantiago
