Às Vezes

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as vezes ficar louco é preciso
para arrancar o ciso que dói,
prefiro viver vilão
que morrer herói...

OUTONOS


Às vezes o amor parece belo
Às vezes é um elo com a dor
Às vezes tudo perece
E fica só uma flor
Marcando juras de um amor eterno
Presa entre as páginas
De um caderno perdendo a cor

Às vezes nada disso acontece
E a noite fica vazia

Às frases bonitas se calam
Se perdem na monotonia


Então os poemas não acontecem
As canções se perdem na nostalgia

As flores murcham entre espinhos

Nos outonos das nossas utopias

⁠Às vezes o momento é tão difícil
que a nossa única certeza é uma dúvida, o que já é uma razão para acreditar

Desde que me conheço, os olhos me chamam antes de tudo. Eu os desenho, os observo — e por vezes juro que os escuto, porque falam mais que a boca e carregam histórias que um cérebro inteiro talvez não caiba.
Fascinam-me como galáxias: cada olhar é um mundo distinto, às vezes repleto, às vezes vazio.
Acho que a maior dádiva é poder observar. Observar me dá vontade de viver: detectar minúcias, e desvendar outros olhares, torcendo para que alguém queira desvendar os meus também.

Há convites cuja recusa não é ausência, mas um refinado exercício de lucidez.
Às vezes, a melhor companhia é o silêncio escolhido, longe dos ruídos que já não acrescentam paz à existência.
Um vinho seco, a lua suspensa no infinito e a serenidade de não precisar estar onde a alma não deseja permanecer.
Há uma elegância quase filosófica em afastar-se, por vontade própria, de tudo aquilo que perturba o espírito.
Nem toda solidão é vazio; algumas são territórios de reconstrução, discernimento e liberdade.
Porque amadurecer também é compreender que presença não significa pertencimento, e distância nem sempre significa perda.
Existem noites em que contemplar a lua vale mais do que frequentar ambientes onde precisamos diminuir a nós mesmos para caber.
O silêncio, quando voluntário, reorganiza pensamentos que o excesso de vozes costuma dispersar.
E assim, entre um gole e outro, descobrimos que preservar a própria paz também é uma sofisticada forma de sabedoria.
Afinal, há recusas que não nos afastam da vida — apenas nos aproximam de nós mesmos.

Tem coisas que a gente sente tão forte que as vezes é melhor guardar em silêncio.🔇

Aquele amor recíproco e verdadeiro.
Às vezes é só a vontade de se sentir amada do jeito certo.🤌🏿

Às vezes é melhor omitir a verdade! A revelação pode gerar confusão! Tamanha é a ilusão!

Nunca esqueçamos: muitas vezes o coadjuvante pode brilhar mais que o astro principal, basta manter a chama acesa!⁠

O relógio da vida não atrasa, nem adianta! Ele “bate” apenas duas vezes! Ao despertar e ao adormecer! No crepúsculo e ao alvorecer!⁠

Tia Luíza!
Agradeço-lhe por entrar na minha vida,
Agradeço-lhe pelas inúmeras vezes que a senhora me enxergou melhor do que eu sou,
Agradeço-lhe por ensinar-me o preço verdadeiro dos bens úteis à vida,
Agradeço-lhe por todas as coisas boas que vivemos,
Agradeço-lhe por seus carinhos, sua ternura e sua compreensão
Agradeço-lhe pela paciência, pela confiança e pela dedicação de seu tempo a mim,
Agradeço-lhe por todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar,
Agradeço-lhe pela sua capacidade de me olhar devagar, acreditando que a pressa poderia atrapalhar a minha vida,
Agradeço-lhe por cada olhar carrancudo, por cada palavra má, por sempre me falar a verdade,
Agradeço-lhe por me ensinar com seu jeito coerente e otimista a enfrentar a vida,
E se por acaso faltou agradecimento, perdoe-me!
Oh meu Deus! Se eu tiver crédito com o Senhor ainda, por favor dê à tia Luíza, paz, saúde e alegria de viver!
Obrigado meu Deus!
Obrigado Tia Luíza!

O Melhor Brinde da Virada
Às vezes, os sonhos mais simples exigem muito esforço.
Naquele ano, o peregrino fez alguns bicos como motorista para juntar um dinheiro extra. Seu objetivo era passar o réveillon na praia com sua esposa e um grupo de amigos. E conseguiu.
Durante a viagem, mantinha seus hábitos. Levantava-se cedo, ia à padaria comprar pão quentinho e preparava o café da manhã para todos. Depois, enquanto os amigos aproveitavam o mar, o sol e as conversas, ele caminhava de uma ponta à outra da praia. Para o peregrino, caminhar era, também, uma forma de agradecer pela vida.
Na última noite do ano, após o jantar, todos se vestiram de branco, pegaram suas taças e seguiram para a praia. O ambiente era de alegria e expectativa pela chegada da meia-noite.
Sempre observador, o peregrino percebeu um casal trocando um beijo longo e apaixonado. Cutucou discretamente a esposa e perguntou:
— Meu bem, você gostaria de ganhar um beijo igual àquele?
Ela sorriu e respondeu:
— Claro que gostaria!
Com um olhar maroto, ele disse:
— Então espere só eles terminarem... que eu chamo o rapaz para lhe dar um igual!
A gargalhada foi tão grande que o grupo só percebeu a chegada da meia-noite quando os fogos já iluminavam o céu.
Naquele instante, o peregrino teve mais uma certeza: a verdadeira felicidade não está nas coisas caras, mas nos momentos vividos com quem amamos. O trabalho tornou possível a viagem; a amizade encheu os dias de alegria; e o bom humor fez daquela virada de ano uma lembrança inesquecível.
Peregrino Nino Carneiro

Às vezes as pessoas que escrevem romances podem ser tão pedantes e centradas em si. Eu nunca fui fã dos livros. Nunca pediria um autógrafo para um autor. Eu sou um não-leitor muito orgulhoso.

Pra que correr? Que pressa é essa? Quantas vezes corri, corri e não saí do lugar. No atoleiro, a melhor opção são os passos largos e firmes.

Calçadas ao mundo.
Andamos sobre concreto, mas muitas vezes tropeçamos na própria indiferença. Calçadas que deveriam ser caminhos, setornam muros que se erguem sem aviso.
O cadeirante encontra barreiras, o cego tropeça no invisível, o idoso sente o peso do mundo que outros ergueram sem perceber.
Não é só pedra ou cimento, éfalta de olhar, de cuidado, de consciência.
O ego sobe alto, enquanto a empatia fica no chão.
Cada passo é responsabilidade, cada gesto é construção. Não fique esperando só pela prefeitura da sua cidade. Seja você a pessoa que fará a diferença, será que você vai esperar
Seu filho, sua mãe ou alguém que você ama sofrer para fazer a calçada acessível?

Ainda Respiro


Às vezes a dor aperta tanto que nem sei dar nome a ela. E há momentos em que a vida pesa como se meu peito não coubesse mais nada.
Mas então lembro: mesmo no fundo do abismo, há um sopro que insiste, há uma luz que não se apaga, há um Deus que me segura quando eu já não consigo.
E entre o “quero desistir” e o “ainda estou aqui”, existe um milagre silencioso que me segura, me mantem viva: eu respiro e enquanto eu respiro, ainda há caminho.

As vezes eu só queria sorrir, quando tudo não estivesse bem.

Às vezes, olho para o espelho e sinto que ele conhece alguém que eu ainda não encontrei. Vejo um rosto, mas nem sempre me reconheço nele. Passei tanto tempo procurando valor na superfície que esqueci de escutar o que existe por baixo dela. Talvez a morte do ego não seja perder quem somos, mas deixar partir quem nunca conseguimos ser. Talvez só depois disso a gente consiga olhar o próprio reflexo sem pedir que ele nos diga o nosso valor.

03.08.2026

"Muitas vezes o ser humano, acostumado com as mazelas da vida, assusta-se com a possibilidade real de um mundo melhor."

“O nome muitas vezes não diz nada. Nas sociedades atrasadas o sobrenome manda em tudo.”