Às Vezes
🌙 O Ato de Humanidade
Às vezes, nos perdemos em nossas próprias dores,
sem saber pra onde correr,
sem perceber que o amor também se mostra
no simples gesto de ficar.
Quem não larga tua mão
é parte do milagre.
E quando quem caminha contigo
precisa de ajuda,
tua dor encolhe,
e por um instante
teu olhar se volta pro outro.
Fechei os olhos e me vi sozinha.
Abri... e o coração ainda batia.
Estou só,
mas dentro do peito
existe um universo inteiro.
Às vezes, a maior força está em sentir o outro.. Mesmo quando o mundo inteiro parece distante. 🌌
Ela é pequena e brava.
Às vezes parece que dendê corre nas veias.
Em outras, é leve e doce feito mel.
Mel da cor dos olhos que dei sem perceber.
Índia pequena.
Moça maluca.
Imprevisível, difícil de decifrar.
Em outra época, eu te daria o mar e o mundo. 🌊
Hoje não.
Hoje aprendi a fazer algo mais raro:
ficar.
Observar.
Sem posse.
Sem pressa.
Sem promessa.
Às vezes é preciso se perder no chão,
errar o passo, calar a razão,
rasgar o mapa, mudar de direção,
pra ouvir o eco do próprio coração.
O mundo chama isso de confusão,
mas é a alma pedindo revisão.
Quem nunca caiu fora do lugar
vive certo… sem nunca se achar.
Pra não esquecer quem eu sou,
eu marquei na pele.
Três vezes.
Duas.. memória viva.
Coisas que eu criei,
vivi,
fui.
Pra nunca mais duvidar
da minha própria história.
A terceira é guerra.
Um símbolo marajoara,
tribal,
cravado no dedo..
porque pra mim,
dedo é rota.
Caminho.
Direção.
Escolha.
E agora eu sei,
sem hesitar:
pra onde eu não volto.
O mundo dá voltas.
E às vezes a vida devolve em silêncio
aquilo que o orgulho jurou que nunca perderia.
Nem toda saudade significa que a pessoa precisa voltar. Às vezes ela só marcou território dentro da memória.
Ser humaninhos adoram transformar defeito em identidade mística. Astrologia às vezes vira crachá de irresponsabilidade afetiva com planetas decorativos.
Eu me perco todo dia.
Às vezes nas lembranças,
às vezes no mercado tentando lembrar por que entrei ali.
Tem dia que me perco em gente errada,
em conversa inútil,
em saudade reciclada igual pote de sorvete virando tupperware.
A verdade é que viver é isso:
um grande “cadê meu equilíbrio emocional?”
enquanto a gente procura o celular
com o celular na mão.
Mas sigo.
Porque até GPS recalcula rota,
e eu não vou perder a chance
de me achar mais gostosa, mais forte
e um pouquinho mais surtada amanhã.
Às vezes o corpo e a alma só pedem
pausa, não solução. Não é sobre força ou coragem, é sobre permitir-se descansar, mesmo que seja só por hoje, mesmo que seja no silêncio ou na solidão.
Às vezes a ausência fala mais alto que mil mensagens.
Quem estava, mas não estava de verdade, mostrou seu lugar: O vazio.
Quem troca presença por conveniência, cedo ou tarde, sente o peso do que perdeu.
E eu sigo inteira, quem quiser me encontrar, que venha.
O resto… aprende na falta.
Às vezes não existe “o que aconteceu”.
Existe só alguém que escolheu ir embora sem conseguir sustentar conversa adulta de encerramento.
Às vezes, a maior perda não é quando alguém vai embora. É quando você conquista aquilo que tanto queria e descobre que a realidade não tem o mesmo brilho da esperança... Nós, Humanos passamos metade da vida correndo atrás de portas fechadas e a outra metade olhando para dentro delas pensando: "era só isso?".
Permita-me, um testemunho... Às vezes erramos por não fazer das circunstâncias difíceis, um tempo de oportunidade para fazer um convite ao Mestre do Amor...
- Jesus, senta aqui - ocupe estes lugares vazios... Vazios de fé, esperança, amor, propósito, alegria, entusiasmo... O tempo urge - e Cristoespera que este convite seja feito: "Eis que estou à porta e bato - se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo." Apocalipse 3.20.
Abrir a porta para Jesus é dar passagem à libertação, curas de vidas enfermas, graça , salvação... Porque Cristo é libertador - e é assim que Ele quer ser recebido.
