Às Vezes

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Às vezes, entendemos mais do que aquilo que é real, compreendemos mais do que a própria realidade. Mas o que é real?


Olhamos o mundo sob a nossa perspectiva. Somos tão vulneráveis. São tantas as nossas vulnerabilidades, aquilo que habita a nossa alma e que, muitas vezes, nos deixa sem saber.


Julgamos, condenamos. Muitas vezes, assumimos o papel de juiz do mundo. Já pensou quando você é o réu? Já pensou quando você está sentado ali e todo mundo te acusa?


É preciso ter autoconhecimento para não se colocar no lugar desse juiz, para não atacar. Enfim, antes de qualquer julgamento banal, é necessário voltar o olhar para se autoanalisar, olhar para si mesmo.


Para se autoconhecer, você precisa olhar no espelho. Eu preciso olhar no espelho e ver, de fato, quem eu sou, para além daquilo que ele reflete.


Nildinha Freitas
Poeta potiguar.

Tão linda e tão meiga
Tão jovem e por muitas vezes tão madura
Tão doce e ao mesmo tempo tão amarga
Será uma forma de se proteger?
Se for espero que dê certo.
Garota que me cativou e com apenas
um sorriso de cara já me ganhou.

Teu toque , teu beijo
Teu cheiro, teu abraço
Teu sorriso, teu jeito
Um conjunto de qualidade que trabalha em harmonia, que faz qualquer um a deseja-la a corteja-lá.
Mas apenas o mais puro dos corações irá ganha-lá.

As vezes me pego pensando no amanhã mais do que adianta se corremos o risco do amanhã não chegar! Então começo a pensar no hoje, hoje te tenho perto de mim, hoje posso dizer o quanto gosto de ti, hoje posso te faz a pessoas mais feliz, só hoje posso te dizer o quanto vocee faz feliz o quanto eu sempre te quiz o quanto te quero, hoje posso gritar ao mundo que te amo porque hoje é o que estou vivendo, hoje é o que está acontecendo, o amanhã pode simplesmente não existir então não posso esperar pelo amanha. Por hoje quero você bem aqui pertinho de mim.

Já comentei algumas vezes que dizer eu te amor tinha se tornado clichê, engraçado que quanto o mas o tempo passa mas eu tenho certeza de que um Eu te amo não passa de um simples gesto de educação.

Avante

⁠Às vezes o que nos resta é a chuva e a cangalha. Então que deixemos nos colocar esse instrumento, usufruir salutarmente da benção da chuva e seguir com equilíbrio o nosso caminho, rumo à meta esperada e deleitar-se com o triunfo, o nosso objetivo.
Erga-se e caminhe; Avante...

⁠Solidariedade humana

Muitas vezes um obstáculo que é titânico, algo praticamente insolucionável aos olhos de um determinado cidadão, é tão insignificante e facilmente solucionável para o outro. Mas tem um pequenino detalhe; O ser dotado de tal habilidade possui tamanha facilidade que esquece do mais óbvio e necessário: Praticar a solidariedade!

010822

Sentir.

Às vezes a solidão é tão grande
quanto a pureza do nosso coração.
Sentimentos são passageiros,
mas nunca realmente vão.
Viver é tudo, mas nem tudo
precisamos ter.
Sorrir é essencial, mas nem sempre
estamos fazendo o certo.
Um ‘eu te amo’ é forte, porém não tanto
quanto a própria emoção.

As palavras, por mais sutis que sejam,
muitas vezes conspurcam friamente.

As frases possuem um poder colossal: por vezes curam e purificam; outras vezes, ferem com intensidade demasiada.

Falando comigo

Vou trabalhar,
desenho o percurso.

Planejo o dia,
refaço tudo.

Às vezes sou fraco,
sempre busco ser justo.

Pela manhã sou bicho,
à noite sou manso.

Suplico a Deus,
demoro a acreditar.

Quero mudar,
tento me controlar.

Assovio um canto,
escrevo um mote.

Levo pancadas,
levanto na fé.

Trabalho a mente,
oxigeno o corpo.

Penso na vida,
lembro do ontem.

Desisto no início,
mas ergo a cabeça.

Dedico meu tempo,
espero o dia passar.

Leio um livro,
aumento o som da TV.

Ajudo o próximo,
sinto-me útil.

Lembro da infância,
enxugo as lágrimas.

Este mundo muito me intriga:
o simples vira complexo e o dificultoso, às vezes, fazemos involuntariamente.

Essa Tal Modernidade

O mundo moderno é cheio de nuances que muitas vezes engolimos calados. Sábios pesquisam, experimentam e, ainda assim, não chegam a conclusões definitivas; as dúvidas persistem e, por vezes, se ampliam diante do status quo. Já os incautos do conhecimento, na linguagem criada por eles mesmos chamados de idiotas, exibem prontamente certezas ruidosas, empolgam-se com teses artificiais e chegam rapidamente às mais mirabolantes conclusões.

A dificuldade de escutar, aliada à febre da chamada leitura dinâmica, gera intelectos rasteiros, repletos de pseudorrazões. A antiga aliança entre o desejo de saber e a pesquisa praticamente desapareceu. Questionamentos naturais e concepções enraizadas na razão perderam espaço para leituras de manchetes e informações sinopsadas, que hoje parecem conter o contexto de nossa sociedade.

A crise do século XIV foi provocada por uma combinação de fatores: a crise agrícola e a fome decorrentes de más colheitas, agravadas pela Grande Fome de 1315–1317; a devastação causada pela Peste Negra, que matou cerca de um terço da população europeia; os efeitos destrutivos de conflitos prolongados como a Guerra dos Cem Anos (1337–1453); e o aumento das tensões sociais que geraram revoltas camponesas, como a Revolta dos Camponeses de 1381. Esses fatores enfraqueceram o sistema feudal e mergulharam a Europa em profunda instabilidade.

Há quem sustente que tudo isso foi consequência do afastamento do homem da religião, interpretação difundida por setores da própria Igreja medieval, então grande detentora de terras e poder político.

No presente, o estancamento do conhecimento que vivemos pode ser associado ao distanciamento da leitura didático-hedonista e à supremacia de uma tecnologia que incentiva o “saber fácil”. A antiga pesquisa, realizada em diversos livros impressos e confrontando autores e ideias, perdeu espaço para cliques rápidos que oferecem um conhecimento leve e, muitas vezes, superficial.

Ainda assim, a defesa integral da tecnologia como fonte preponderante em nosso trabalho diário será sempre minha bandeira. A utilização racional dessa ferramenta nos conduz a ratificar e ampliar substancialmente o conhecimento. A convergência entre saber empírico, ciência e tecnologia torna-se um levante do bem para a expansão maciça de nosso entendimento.

O homem, por mais maduro e plissado que seja, muitas vezes chora por coisas frugais, como as crianças.

Muitas vezes, as palavras não exprimem o que queremos dizer; portanto, é necessário um olhar ou um simples gesto para completar o nosso pensamento.

O mal que assola a sociedade contemporânea raramente é intencional; muitas vezes emerge do emaranhado informacional e das próprias mazelas da modernidade.

A verdade pode ser ridicularizada inúmeras vezes; contudo, nunca destituída de sua essência.

CONVENIENTE


(...)

Ás vezes, a gente só precisa
escolher o conveniente,
e parar de sonhar com o impossível.

Às vezes, Deus não nos mostra o caminho inteiro. Ele apenas coloca uma pequena luz no próximo passo. Quando damos esse passo, outra luz aparece. E, sem perceber, atravessamos a noite.

Estar bem nem sempre significa que tudo está em ordem. Às vezes, significa apenas que você decidiu não permitir que o caos da mente governe o seu coração.


Existem dias em que os pensamentos fazem mais barulho do que o mundo. A mente corre, cria cenários, revive dores, antecipa medos e nos convence de que não há descanso.


Mas há um lugar onde o barulho não consegue entrar.


A paz.


Ela não depende de uma vida perfeita. Não nasce da ausência de problemas, nem da garantia de que amanhã será mais fácil. A verdadeira paz nasce quando entendemos que nem tudo precisa ser resolvido hoje. Que nem toda resposta precisa chegar agora. E que o coração pode descansar, mesmo enquanto a tempestade ainda sopra.


Estar bem é aprender a respirar quando tudo dentro de você quer fugir.


É escolher a esperança quando o medo insiste em permanecer.


É acreditar que as feridas também ensinam, que as lágrimas também regam novos começos e que até os dias mais escuros terminam quando a luz decide nascer novamente.


Se hoje sua mente está cansada, trate-a com a mesma gentileza que você ofereceria a alguém que ama profundamente.


Você não precisa vencer todas as batalhas em um único dia.


Você só precisa continuar.


Porque a paz não é o fim da caminhada.


Ela é a companhia que transforma a caminhada.


E quando a paz encontra morada dentro de você, até o silêncio passa a falar de esperança.

⁠Temos que fugir às vezes, não porque somos mesquinhos, mas porque às vezes temos que dar um tempo a nós mesmos