Às Vezes

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Às vezes é preciso se perder no chão,
errar o passo, calar a razão,
rasgar o mapa, mudar de direção,
pra ouvir o eco do próprio coração.
O mundo chama isso de confusão,
mas é a alma pedindo revisão.
Quem nunca caiu fora do lugar
vive certo… sem nunca se achar.

Às vezes o diferencial é não se perder de si para caber no outro.

"Até a lua precisa se esconder às vezes, e mesmo assim continua iluminando a noite."

Pra não esquecer quem eu sou,
eu marquei na pele.
Três vezes.


Duas.. memória viva.
Coisas que eu criei,
vivi,
fui.
Pra nunca mais duvidar
da minha própria história.


A terceira é guerra.
Um símbolo marajoara,
tribal,
cravado no dedo..
porque pra mim,
dedo é rota.
Caminho.
Direção.
Escolha.
E agora eu sei,
sem hesitar:
pra onde eu não volto.

A felicidade é brisa:
chega sem anúncio,
toca o coração,
nasce, às vezes, da alegria de outro —
consciente ou não.
Passa por nós
e, quando é verdadeira,
leva consigo a tristeza.
O resto
é apenas vento de fora.

Permita-se sentir; depois pensar.

A tecnologia é uma porta inquieta,
tantas vezes chamada de belicosa,
porque cada geração insiste em dizer,
em tom solene:
“são esses jovens da era tecnológica…”
Mas há nisso uma falácia antiga:
a de tratar o novo
como se fosse sempre o agora inaugural,
sempre jovem,
sempre feliz.
A tecnologia não nasce hoje —
ela apenas muda de forma.
Feliz é aquele
que, pela sabedoria do tempo,
permite que a vida o refine.
Pois não é a era que amadurece o homem,
é o homem que, ao atravessar as eras,
aprende a usar
o que chega
sem se perder no brilho do instante.

No conflito,
o silêncio
às vezes
é cansaço.
Não cura —
pausa.
E quando for possível,
permanecer.

Às vezes a gente só queria que voltasse a ser como era antes. Mas também pensamos por que mudou?

Chamaram-me Macaco um milhão de vezes, e nunca me abalei.
Mas bastou que eu chamasse um deles de Macaco uma única vez para que o próprio macaco se sentisse profundamente ofendido. Que ironia.

⁠Ela é várias ao mesmo tempo
que consegue ser única,
às vezes, é extrovertida,
há momentos em que é mais reservada,
aprecia um pouco de loucura,
entre suas condutas sensatas
por isso que tentar decifrá-la
é uma verdadeira aventura
diante de uma personalidade tão rara.

Não aceita e não se importa
em ser limitada principalmente
por quem não a conhece de verdade, que só sabe
de algumas falhas, de alguns fatos,
sem saber de suas lutas,
de como foi moldada por certas circunstâncias, que suas vitórias
não vieram de uma maneira fácil,
foram frutos de muita perseverança.

Sendo assim, é uma linda mulher profusamente interessante, inspiradora, doce, intensa,
cativante, uma benção do Senhor
com um amor ardente
que precisa ser conquistado
com muito fervore nutrido constantemente.

Numa parte equilibrada da minha preciosa infância, assim como muitos outros, algumas vezes, cheguei a ter o sonho ingênuo de poder estar viajando numa nuvem voadora, passando por vários cantos a qualquer hora

E ir até grandes alturas pelo vasto azul do céu tranquilamente, respirando um ar puro, a brisa suave tocando com leveza a minha face, os fios dos meus cabelos, voos sem nenhuma hostilidade, livres e intensos

Ainda conseguir encontrar-me com um dragão grandioso, imponente, bondoso, bem na minha frente, tendo muitos momentos mágicos bastante diferentes de outros, que eram tão reais na minha mente, o sonho de serem verdadeiros

Um pouco de ingenuidade motivado por meu espírito aventureiro que já se manifestava naquela fase, sendo facilmente provocado desde cedo, um jeito que usava para alegrar a visão da minha realidade com a minha imaginação que até hoje permite fazer o mesmo.

Ah! Lua, às vezes, aparentas saber e talvez, até saibas⁠ o momento certo de aparecer, de mostrar a tua forte luminosidade, a qual é muito oportuna, principalmente, se eu não estiver muito bem, quando o meu silêncio tem algo a dizer, pois o meu coração sente-se abraçado como se o meu desabafo recebesse a tua atenção, uma ouvinte compreensível, o esplendor de uma paixão saudável, sensação acolhedora, emoção inconfundível, uma das formas de Deus falar "Busque se acalmar que estou sempre por perto, agora nesta noite, contemple este belo Luar, um dos meus grandes feitos".

O Banho que Renova o Corpo e Traz Fôlego ao Espírito

O meu espírito às vezes recupera o fôlego, enquanto o meu corpo recebe um banho de vitalidade durante aqueles raros momentos oportunos — que geralmente são breves, mas sempre memoráveis — Graças ao Zelo Divino, que se faz presente com as suas benesses incalculáveis.

⁠Se mundo pudesse te ouvir,
te apreciar,
lembraria que, às vezes,
vale mais o sentir do que o falar,
que o sentimento é uma das formas mais sinceras de se expressar.

⁠Às vezes, seguimos
por um caminho de sobrevivência
com pouca visibilidade
em meio às inseguranças e incertezas
e pior quando esquecemos
que não sabemos todas as verdades,
que muitas são as nossas fraquezas,
porém, pra nossa felicidade,
O Senhor pode nos dá clareza
para que não venhamos a nos perder
na nossa própria vaidade.

⁠Penso, se possível, faço
às vezes, o inverso,
nem sempre sou sensato,
esmoreço, canso, entristeço,
entretanto, recomeço, me refaço,
pra novos começos, próximos passos.

⁠Às vezes, é necessária
uma pausa na realidade
pra poder se preservar
pra não se entregar à insanidade
e não ter mais como voltar.

Quem cala nem sempre consente, às vezes, quem se cansa se cala, o cansaço da fala e da mente, então, assim acontece e uma decisão é tomada, quando o silêncio parece ser mais conveniente, a voz prontamente se cala.

Desafiante, muitas vezes, mal compreendida e a sua prática pode ser muito preocupante, todavia, de qualquer forma, poderosa é a arte do silêncio por evitar aquelas discussões desnecessárias, falas desprovidas de bom senso, exposições realizadas livremente sem nenhum fundamento, ou seja, nada que seja conveniente

Muitos não se importam com o seu desabafo, nem todos merecem saber dos seus sonhos, projetos, dos seus bons resultados, muito menos dos seus erros, portanto, seja alguém silencioso com quem achar necessário, muito cuidado com quem vai compartilhar e com o que vai ser compartilhado para depois não ter que lamentar

Na maioria dos casos ao meu ver, é mais comum se ouvir “Estou esperando o momento certo para falar”, entretanto, saber o tempo de silenciar também é importante, quiçá, seja até mais difícil, pois a vontade de se expressar o que se pensa ou aquilo que se sabe a respeito de algo pode ser irresistível, o que torna a arte do silêncio admirável.

Algumas vezes, ele aparece. Não é anunciado, não pede licença. Surge em tardes frias, em noites sombrias, silencioso, mas com a intensidade de um grito interno. Eu o chamo de O Vazio.

Sentir O Vazio é sentir a morte por dentro — mas não aquela morte física, simples e final. É uma morte diferente, mais sutil, mais antiga, que insiste em me lembrar de algo que eu já fui, de algo que já senti em outros lugares e tempos. É como se minha existência, fragmentada e atravessada por cicatrizes antigas, estivesse sendo revisitadas por sombras que o presente não consegue alcançar.

Quando O Vazio chega, não estou no tempo. Estou fora dele. Não é uma sensação que se possa controlar, ou mesmo compreender completamente. Ele se apresenta segundo suas próprias regras, segundo sua própria vontade. E, quando vem, parece sussurrar que meus passados — não apenas o imediato, mas todos os que deixaram marcas — têm algo a me dizer.

São cicatrizes que ainda latejam. Memórias que não pertencem mais a este instante, mas continuam a pulsar no corpo da alma. Não é daqui. O Vazio me remete a algo distante, quase irreal, perdido no tempo e no espaço, mas que insiste em permanecer. É a prova de que a experiência humana não é linear, e que o que fomos, mesmo quando esquecido, ainda vive dentro de nós, às vezes em silêncio, às vezes com a força de um choque inesperado.

Talvez O Vazio seja um portal para o que ainda não compreendemos de nós mesmos. Talvez seja um aviso, um chamado ou apenas a lembrança de que a alma carrega impressões de lugares e tempos que o corpo jamais atravessará novamente.

No encontro com O Vazio, aprendemos algo essencial: que a vida não se mede apenas pelo que fazemos ou sentimos agora, mas também pelo eco das feridas antigas, pelo rastro dos nossos passados que insistem em conversar conosco.

E, quando ele parte, resta a consciência de que fomos visitados por algo maior do que a dor momentânea: fomos confrontados com a própria eternidade da memória, com o peso do que já fomos e, de certo modo, com a promessa de que ainda somos.