Às Vezes
Às vezes penso em desistir, mas lembro que tem alguém que precisa muito de mim: Eu mesmo! Porque se eu não estiver comigo, ninguém vai estar.
Às vezes passamos tempo demais nos escondendo, deixando de mostrar o nosso melhor, deixando de mostrar a nossa luz. Passamos tempo demais não sendo nós mesmos.
Muitas vezes queremos interferir em algo maior do que podemos. Queremos interferir em coisas que ainda não temos uma dimensão grande para enxergar aquilo.
Será que o errado é o errado? Será que o meu certo, dentro da minha visão é o certo mesmo?
E em certos momentos precisamos admitir nossa pequenez diante dos fatos da vida. Precisamos ser humildes para aceitar o que acontece com nós e com os outros. Porque nós ainda não temos a capacidade para ver o que está por detrás daquilo. O quanto de certo está escondido por detrás de algo que ainda julgamos como errado. Não temos ainda uma amplitude para ter a visão do todo.
No intuito de ajudar podemos muitas vezes estar atrapalhando. Muitas vezes o errado é o mais certo para o outro, porque é através do errado que ele irá ter as lições que precisa ter. O amor ensina muito, mas a dor ainda traz muito mais aprendizados. A dor comove mais, a dor derruba muitas barreiras, a dor sensibiliza muito ainda.
Lembre-se sempre disso: A vida pode te ferir inúmeras vezes, você pode cair e se machucar, mas se ainda estiver de pé, você não é um derrotado, afinal de contas até os melhores guerreiros tem seus dias ruins e algumas perdas durante sua jornada...
Mas é o fato de se manter de pé durante os dias ruins que nos dá a chance de se reerguer mais forte ainda!
Muitas vezes a questão não é enxergar o que ainda não foi visto, mas de aceitar aquilo que está sendo mostrado.
Às vezes é necessário ir ao fundo do poço muitas, muitas vezes, não para sofrer mas para se ter respostas.
Às vezes a cura é uma palavra chamada aceitação. Aceitar o que nós somos, o que nós temos e o que nós vivemos.
Muitas vezes nós continuamos presos em relações porque esperamos que o outro seja aquilo que ele não pode ser, esperamos que o outro faça aquilo que ele não pode fazer. Continuamos sofrendo não por culpa do outro, mas por nós mesmos. Pela nossa falta de percepção, pela falta de consciência e principalmente pelo ego, pelo o orgulho em aceitar que o outro nada mais é que ele mesmo.
Às vezes a gente sente uma canseira muito grande, mas não é algo físico e sim emocional, no fim a vida é pra quem é forte, a gente cansa das pessoas, o mundo é um lugar sujo e hipócrita, se as pessoas soubessem andar por si só a religião seria ineficaz, na curta passagem de tempo gastam seus dias construindo bombas e armas para destruir outros homens que criam guerras, acredito no bem tanto quanto acredito no mal, mas essa linha tênue esta dentro da cabeça humana, o egoísmo tem nos levado ao poço pela ganancia de devorar tudo, o que é bom é para si e as migalhas é do próximo, até nossa felicidade é egoísta enquanto sorrimos com um banquete, devemos esquecer das crianças famintas em baixo desse céu azul, há muita dor para um lugar especifico, somos cachorros na volta da mesa, aqui o inferno real se chama pobreza, a fartura é dos céus vem de cima, almas abandonadas acompanham sonhos perdidos, enfrentamos monstros internos, tem dias que esse cansaço destrói o meu eu, cavalo de troia que habita e se instala nos meus pensamentos, é o retrato do espelho humano da ignorância, o reflexo desaba o que todos dias eu tento reconstruir, a guerra e contra a carne e suas cicatrizes, sou arvore enraizada sobrevivendo a era de machadadas, e minhas partes amputadas formam folhas onde a poesia é descrita, tempos modernos são minados de retrocesso.
Ser bom nem sempre é o melhor. Muitas vezes o bom acaba fazendo mais sacrifícios. Sustentar um ego bom acaba sendo muito exaustivo. A escolha não é entre ser bom ou mau, mas de ser você.
Muitas vezes a missão mais difícil é justamente a de deixar as coisas como elas estão. O aprendizado maior é o do não interferir.
E o maior aprendizado que podemos aprender é o de transformar aquilo que muitas vezes é visto por nós como algo velho em novo, todos os dias.
As vezes Sou trágico como Shakespeare pois tenho que admitir a vida não facilitou muito, então Caio e blasfemo e amaldiçou e é um direito meu , mas essa cena logo passa pois levo comigo a certeza louca de um talvez de dias melhores , e nesse instante analiso pois tudo tem um porque nessa vida , seja ela a favor ou contraria me levando a conformidade e mas uma vez me fazendo crê que tudo nessa vida são resultados de ação e reação ,mesmo quando são involuntárias a nossa vontade..
