Arte
A arte narcísica gera comparações para rivalizar, assim induz o outro a acreditar que você a odiava.
O poder para muitos, infelizmente, é um jogo de tabuleiro; ego na arte do convencer, do ludibriar..DSM 5 cluster B.
A arte da manipulação começa com o colocar uns contra os outros e o lucro é daquele que sugeriu tal feito.
A arte que não se cala
- Biografia
Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo.
Acredito que o aprendizado floresce quando é regado com afeto, imaginação e brincadeira. Por isso, faço da ludicidade a minha forma de ensinar — e de tocar corações.
Nas palavras, encontro um abrigo.
Escrevo sobre o amor, a vida, os relacionamentos e a superação — temas que me atravessam e me inspiram.
Minhas frases são pequenos espelhos da alma: falam da intensidade dos sentimentos, da beleza que existe na simplicidade e da importância de enxergar além das aparências.
O amor, em suas múltiplas formas, é presença constante.
A vida, vejo como um ciclo de aprendizado e recomeço.
Nos relacionamentos, busco a delicadeza da conexão e o valor do respeito.
Na superação, encontro a força de seguir mesmo quando a alma se cansa.
E nos olhos, descubro portais — janelas que revelam o que as palavras, às vezes, não conseguem dizer.
Escrevo para quem sente.
Para quem busca sentido.
E para quem, assim como eu, acredita que há beleza em recomeçar — e poesia em cada olhar que se abre para o mundo.
A Beleza que a Profundidade revela
A arte reflete nos seus olhos, a sua beleza fica em exposição, mas a parte mais bela é invisível aos olhos: uma divina composição cuja admiração precisa de profundidade, de uma percepção que não se limita à superfície. Cada detalhe dela é importante, a partir da sua essencialidade, que torna a simplicidade em algo fascinante.
ela é arte,
daquelas que não precisam de moldura,
porque até o mundo parece mais bonito
quando ela está nele.
Que seja dela a arte, as vísceras, e tudo aquilo que em mim se contradiz; seja dela a ambição que me devora, e o coração que nunca mais se quis.
Seja dela o reino que me invento, as conquistas, a glória e a euforia; sejam dela os versos que lamento, e a tardia luz da minha alegria.
Seja ela o canto derradeiro nos dias em que a tristeza me consome; e a canção que há de erguer-me inteiro, quando a glória novamente me der nome.
Seja ela, somente ela, sem princípio, sem razão, sem fim; pois, entre tantas coisas que há no mundo, que seja dela tudo o que há em
mim.
— Allamerk Benne
A arte deles
No silêncio,
eles criam mundos,
onde lágrimas caem sem ruído profundo,
mas transformam dor em algo fecundo,
e fazem do invisível o seu segundo.
São vozes que nascem na sombra,
ecos de quem nunca se dobra,
palavras que queimam e não se escondem,
memórias que sangram e não se afogam,
e verdades que na alma respondem.
Cada verso é um espelho partido,
reflexo do caos vivido e sentido,
do grito calado, mas não esquecido,
do sonho ferido, mas renascido,
do ser humano em busca de sentido.
Bob Marley foi voz e não silêncio,
foi luta, foi fé, foi renascimento,
foi reggae a quebrar o sofrimento,
foi amor em constante movimento,
foi história além do momento.
Clarice Lispector foi pensamento,
foi existir dentro do próprio tormento,
foi silêncio que grita sentimento,
foi alma em constante desalinhamento,
foi verbo que rompe o entendimento.
Fernando Pessoa foi fragmento e inteiro,
vários em si, num só passageiro,
Alberto, Ricardo, um mundo inteiro,
um ser que se fez verdadeiro
no jogo complexo do seu roteiro.
Frida Kahlo pintou a própria dor,
fez do sofrimento a sua cor,
do corpo ferido, um grande valor,
e da fragilidade… força e vigor,
do caos interno, expressão e amor.
Van Gogh mergulhou no sentir profundo,
transformou tormento em um novo mundo,
cada pincelada, um grito fecundo,
cada traço, um abismo imundo,
mas também luz em segundo.
Lupita Nyong’o trouxe presença e voz,
Chimamanda fez pensar por nós,
Malala lutou contra o algoz,
e Martin Luther King sonhou por nós,
mostrando que a coragem vive em nós.
Porque a arte deles não é só criação,
é identidade, é libertação,
é cicatriz que vira canção,
é dor que encontra redenção,
é eternidade em formação.
Eles não foram apenas passagem,
foram essência, foram linguagem,
foram ruptura, foram viagem,
foram mais do que simples imagem,
foram alma em transformação.
E nós…
somos o reflexo dessa herança,
somos a voz que ainda avança,
somos a dor que se lança
e encontra na arte a esperança,
num mundo que insiste em cobrança.
Porque no fim,
não somos apenas o que vivemos,
nem só o que aparentamos,
mas tudo aquilo que sentimos
e tudo o que deixamos.
E quando o corpo se apagar,
e o nome deixar de ecoar…
Será a arte a continuar.
A arte maior é o jeito de cada um.
Vivo pra ser feliz, não vivo pra ser comum.
O artista pode ser politico mas se tiver sensatez e princípios, sua arte é sempre livre, atemporal e universal.
A arte e a cultura não estão condicionadas à classe social, etnia ou credo; sujeita-se às manifestações de um povo que preserva seus costumes e respeita sua gente.
A arte não transforma ninguém de uma hora para outra; muda o jeito de olhar, e às vezes isso já basta para começar uma transformação.
O cangaço marca a história que o tempo guardou, a arte que o sertão reinventou e a cultura que o Nordeste eternizou, revelando a resistência de um povo em meio às lutas, aos conflitos e às invasões que atravessaram um tempo de coragem, violência e contradições.
