Arte
A arte é fazer uma simulação. É fingir que se sabe o que não podemos saber. Assim, se cria. Compartilhar é o segredo, é dar muito mais do que recebemos, é se doar por sermos senhores de si.
Ser Designer é: Dominar a arte de criar o que só existe na mente, de quem ainda nem sabe o que quer.
Estrutura cultural...
Mais valia ainda depois de muitos anos a arte expressa o abismo social.
Muitas vezes a crédito da existência
Torna se objeto transformação da pobreza extrema.
O deslumbre do realismo ressoa no Iluminismo, enquanto a arte cubista aflora conceitos, experiências e linguagens no ambiente. As cores — vivas, mortas ou sombrias — despertam sensações e revelam dimensões para a contemplação do quadro, expondo a alma do artista.
Metáforas, sombras e dimensões notáveis oferecem a noção psicológica do pintor no instante exato da criação. A cada renovação, damos livre-arbítrio à evolução existencial, que reluta contra a superficialidade em busca de um olhar profundo, mesclando sensação e percepção.
A imersão dos valores éticos na cor deforma o sentido e instiga a surpresa; é a transição do espectro visual para o mosaico cubista, moldando uma realidade alternativa. Torna-se, assim, o reflexo instável da entropia humana, congelado no tempo.
Uma cadeira de balanço ou o olhar de uma velha mulher transpõem o tempo e o espaço, reluzindo nas rachaduras da tinta, no ar pesado do chumbo e na terra misturada à pigmentação. A geometria do mosaico cubista se renova e aflora. O espírito renascentista surge em palavras lançadas como imagens em uma folha seca.
Olhos fixos, perdidos e focalizados emanam uma energia massiva no contraste dos contornos, evoluindo para sombras desfocadas que traduzem o primor da época. Esta obra-prima busca o equilíbrio emocional na dobra das pinceladas, evocando o ar rústico da arte barroca. Erguem-se muros de cores abstratas numa fonética dramática: aqui, o autor à beira da loucura cortou a própria orelha; ali, outro pintou sua musa. A arte ressoa da loucura à própria existência magnânima.
Instável, assimilada como reflexo da entropia do tempo, a arte viaja através das eras — assim como meus escritos. Muitas vezes vejo cenários para os quais evoluímos por um simples pingo: a assinatura da própria arte.
A tinta respira enquanto o thinner ou o solvente secam. A ação do catalisador e a secagem revelam um processo lento e doloroso, pois a obra exige constante retoque e reconstrução; muitas vezes, a evolução existencial da arte é apenas o sentimento do artista registrado em seu diário visual.
— Por Celso Roberto Nadilo
A Alquimia das Cores Assimiladas
Por Celso Roberto Nadilo
A arte nasce da transformação da matéria e da alma. O amadurecimento da tela ganha vida no banho de chá preto ou chá mate, onde pinceladas de café coado imprimem uma sensação envelhecida e escura — uma atmosfera gótica construída pelas sombras do preto e por um tom sóbrio e único. A camomila, quando diluída com gotas de limão, provoca a expansão de um amarelo corrompido pela acidez. A consciência expande-se diante da pimenta, que realça no vermelho uma tonalidade singular, viva e irrepetível. A tela pode até se desgastar no manuseio e na interação dos elementos com a composição, enquanto o fogo esmorece as cores assimiladas e sela a secura de cada camada.
Imagine uma obra assim: o chumbo diluído na tinta confere a originalidade de uma cor única, tornando-se a própria assinatura da composição. Elementos vegetais incorporam-se à tela — como a urtiga e a palma —, trazendo uma seiva viscosa que, misturada a vernizes, inova a textura com o brilho sutil de um olhar. Fios de ouro sintético ou o próprio pó de ouro conferem à obra-prima um toque de riqueza, enquanto, muitas vezes, o sangue e o suor do próprio artista se fazem presentes na matéria.
O estado psicológico do criador transborda para a pintura. É a filosofia da especulação ambiental e a oscilação da temperatura expostas nos traços, revelando os desequilíbrios do desempenho artístico. Tudo pode começar num esboço simples — no caderno, no papel-manteiga ou na riqueza do papel-carbono que nos permite duplicar a ideia. Uma folha seca de árvore integra a composição da arte renascentista, atravessa o cubismo e alcança a arte abstrata. Na abstração e nas metáforas, dá-se livre-arbítrio à criação, permitindo até a pureza da arte infantil com tinta nos dedos, onde o desespero e a angústia tornam-se nítidos, marcando o despertar da genialidade.
O vermelho que salta aos olhos denuncia a violência ou a dor superada — estigmas cravados na tela. As ferramentas ditam o ritmo: pincéis de crina de cavalo ou cerdas sintéticas alteram drasticamente a textura, do traço mais espesso ao mais fino. Linhas e panos integrados à obra podem ser costurados à mão ou à máquina, enfatizando o caráter tátil da criação.
Nas mãos do artista, o produto bruto toma forma na mistura do zinco, das ligas metálicas, dos tijolos decompostos em pó e até dos cristais ou diamantes moídos, que elevam a pureza do desenho. A colagem de fragmentos de outras obras transcende a imagem original, construindo um perfil visual próprio. Afinal, nem tudo na história da arte esteve à vista de todos: Monet expôs sua pintura, mas manteve seus esboços guardados no segredo do ateliê. Da mesma forma, latinhas de refrigerante ou cerveja, derretidas ou transformadas em pó para se fundirem à tinta, trazem à obra as inovações e as marcas da nossa própria época.
A arte enfeitiça porque é o reflexo direto da história, da vida e da essência de quem a cria. O respeito aos mestres reside na forma como escolhemos lembrar e perpetuar a sua arte.
Na arte teu sono meu sonho.
Aberto meus pensamentos fragmentos de meus sentimentos.
Longis meu sonho cobra o preço terminal de alma perdida por amor definho em teus lábios sois o amanhã...
Tão profundo quanto mares deste mundo pujante floresce no meu coração...
Frio na escuridão dentro do corpo mantém a vida.
Para nuvens do céu encontrei o sol mais nunca o toquei pois minhas asas de cera derretem sobre mar repouso do seu lados espero anoitecer para cantar o luar te ver na madrugada.
Você vale ouro ...nunca deixe que digam que vc não é especial ... vc é relíquia.. obra de arte esculpida por Deus...não aceite menos . .. nao viva de migalhas ... não implore atenção, afeto ... nunca desça do salto alto .. levanta cabeça, se vista de alto estima ..vc é poderosa ... e nao precisa provar nada pra ninguém... Deus já te fez vencedora ..
A tecnologia muda a forma de fazer arte, mas a essência humana continua a mesma. Uma ferramenta não substitui a visão, a história ou a sensibilidade de quem cria. No fim, o valor de uma obra está nas escolhas, nas intenções e no que o artista consegue transmitir — não na ferramenta que ele usou para chegar até ali.
O barro que foi feito para se moldar....
Para esculpir... para fazer arte....
Ontem e a 3 anos atrás ceifaram vidas...
A mesma mão do homem que constroi.. esculpe.. faz arte....
Essas mesmas mãos destroem....
O Barro é vida... hoje é morte..
Culpa da ganância... culpa da desordem...
Culpa da irresponsabilidade... culpa da falta de respeito com as pessoas...
Ontem fui luto.. a 3 anos atras fui luto..
E enquanto a vida for tratada com desprezo..com descaso... continuarei sendo luto...
Fecham os olhos... fingem que se importam...
Mas a vida é um sopro... até quando? Até quando? Até morrer mais inocentes nas mãos dos sem carater..
Será mesmo que a vida VALE alguma coisa?
Pra esses poderosos que se acham donos de tudo... a vida não vale nada..
Hoje sò meu silêncio...
#Luto Mariana
#luto brumadinho....
Não há nada mais bonito que uma arte nascida de uma dor genuína. Por isso "artistas torturados" costumam ser gênios em suas artes.
- Marcela Lobato
O cangaço marca a história que o tempo guardou, a arte que o sertão reinventou e a cultura que o Nordeste eternizou, revelando a resistência de um povo em meio às lutas, aos conflitos e às invasões que atravessaram um tempo de coragem, violência e contradições.
“ O seu Ser é precioso.
Olhe para a natureza,
olhe para a arte
e veja o reflexo
da sua própria
Beleza.”
A vida é uma arte contínua, repleta de emoções, alegrias, tristezas e outros sentimentos que ajudam na trajetória da viagem cotidiana. Sendo que a única certeza é que o amanhã só pertence a Deus!
