Aprendi com Relacionamento
"Não deixem a relação esfriar ou ficar tudo morno. Façam do namoro um casamento e do casamento um eterno namoro."
É preciso amar as pessoas, mas para isso precisamos aprender a amar a nós mesmos. É preciso perdoar os outros, mas temos, antes, que nos perdoarmos e esquecermos os erros cometidos, exceto para não reprisá-los.
Amar não pode ser sinônimo de conflitos e sofrimentos, mas de libertação, bem estar, alegria e prazer. Da mesma forma que a busca pela espiritualidade também não pode resultar em angustias e sofrimentos: como o amor, a religiosidade, deve ser libertação.
Amar incondicionalmente é alimentar a própria alma, sem se entregar a paixões desenfreadas, conflitos e sonhos impossíveis.
Nós controlamos os alimentos que nutrem o corpo, mas negligenciamos o que sustenta os nossos pensamentos, complicamos as coisas simples e desperdiçamos o elogio, o afeto e a alegria que contagia o início dos relacionamentos, pois o milagre da vida está na harmonia da ação humana.
O amor verdadeiro não é utópico ou romântico, não é atração, desejo ou paixão,
nem sensação que cega ou oprime. O amor autêntico pode não ser eterno, mas certamente não é fugaz, efêmero ou passageiro. É apenas intenso para se vivido por inteiro.
O amor não é mágico, químico ou astrológico,
tampouco une apenas seres predestinados. É a edificação mais autêntica da relação, que se descobre verdadeiro com interação, diálogo sincero, apoio e reconhecimento, sem desprezo, ironia ou humilhações.
Amor é cumplicidade e afeto sincero,
que não se desfaz quando a paixão acaba,
que não se extingue na dificuldade,
nem envelhece ao longo do tempo,
é a expressão do olhar e do sorriso
de quem tem um sonho comum.
O amor substantivo abstrato
não tem existência própria,
sem a conjugação do verbo amar,
porque exige ação e movimento,
mais ampla que o ‘eu tem amo’,
mais além do que o ‘eu também’.
O amor se constrói diariamente,
se nutre ao longo do tempo,
se expande com a intimidade,
e se mantém com o respeito,
o carinho e a dignidade.
A relação íntima
se torna completa,
com uma porção de amor
e uma pitada de desejo,
aí se juntam a fome e a sede,
que se saciam,
mas não se consomem.
Ainda que Você pedisse que os meus olhos te olhassem, não seria necessário, porque eles te procuram voluntariamente, ansiosos, esperando seu olhar ser alinhado com o meu e te mostrar nele a minha alma sorrindo pra Você.
Ainda que esses olhos encontrem outros olhares, aqui ou acolá, no seu foi que eles viram profundidade para mergulhar. Será que seus cabelos tem tom de céu à noite em volta da lua cheia, ou tom de neve que cai no inverno e se espalha sobre as arvores? Eles querem saber.
Ainda que Você pedisse que as minhas mãos te tocassem, não seria necessário, porque elas anseiam por Você, pelo seu rosto e pelo momento em que estaremos tão juntos quanto a minha pele está em meus ossos agora.
Ainda que Você pedisse que meus ouvidos te ouvissem, não seria necessário,
porque eles amam a sua voz, e a reconhecem. Ela sobressai, mesmo em meio a muitas outras, até quando Você está em silêncio.
É no seu peito que eu quero deixar meu choro de menina.
É no seu colo que eu quero descansar.
É na sua mão que eu quero segurar quando eu sentir medo de atravessar a rua, ou a vida.
Não quero te entregar apenas uma fração de tempo, mas o todo, o m e u amor que se fez T e u.
Você, que me amou primeiro. Muito mais intensamente que qualquer palavra tente definir. Você, que é o meu melhor sorriso e um arco-íris pessoal quando não há motivo,
nem colorido aqui. Você, que trouxe um caminho e meu ensinou a caminhar; que trouxe verdade e com ela teceu meu caráter; que trouxe vida e a deu pra mim, mesmo quando custou a sua. Você,
que como um arqueiro puxa sua flecha pra perto antes de lançá-la para o alvo, puxou-me para o seu peito, para o seu coração, a fim de que eu pudesse ouvi-Lo, a fim de que hoje possa ser Você e eu.
Ainda que eu falasse o idioma dos anjos, se eu não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine...
O amor é o que sustenta. É o amor que perdoa. É o amor que faz olhar pra frente.
O amor alimenta, fortalece, cura, instiga, levanta, até ressuscita.
O amor também dá a vida.
Uma vida não pode ser cinza. Ela precisa de cor, brilho. Não pode ser sem motivação. Ela precisa de alegria. A vida também precisa de parâmetro, modelo, tanto quanto precisa de limites e regras. Mas como existir tudo isso se não tiver amor?
A vida sem o amor é como uma noite sem lua. Vazia. Escura.
Ninguém consegue seguir em frente senão pelo amor...
Ninguém perdoa se a base do perdão não for o amor...
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor de Deus nunca acaba.
Se apegue a Ele que você brilha!
Amor perfeito
O princípio eram apenas palavras,
surgiram na forma de adjetivos,
que deram forma ao desejo,
quando só o olhar se encontrou.
Depois vem o substantivo,
o desejo que também é paixão,
e pode ser avassaladora,
capaz de suplantar a razão,
quando os lábios se encontram.
Mas o amor é verbo
que exige movimento,
e quando os corpos se encontram
surgem as diferenças,
desavenças e as brigas.
Se os seres seguem juntos,
as palavras se transformam em verbos,
os adjetivos e substantivos em atitude,
porque o amor exige movimento.
O desejo surge no olhar,
a paixão nasce no corpo,
o amor se forma no coração,
mas a perfeição só existe na alma,
quando o amor se torna perfeito.
