Aprende que Nao Importa o quanto Vc se Importe
Aos 31 — A Vida que Escolhi Viver
Trinta e um anos.
Talvez a vida não seja uma linha reta,
mas uma coleção de caminhos
que só fazem sentido quando olhamos para trás.
Nasci pequeno demais para entender o mundo,
e tive a sorte de encontrar, muito cedo,
um lar onde aprendi que família
é, acima de tudo, presença, cuidado e amor.
Meus pais me deram mais que um sobrenome,
me deram raízes.
Meus irmãos me deram histórias,
brigas, risadas, cumplicidades
e aquela bagunça bonita
que só existe onde existe pertencimento.
E foi ali, entre eles,
que comecei a descobrir quem eu poderia ser.
Depois a vida me levou para longe daquele começo.
Vieram responsabilidades,
trabalho, escolhas, erros, acertos,
dias em que fui forte
e outros em que apenas continuei.
Vieram amores.
Vieram despedidas.
Vieram recomeços.
E, no meio de tudo isso,
a vida me confiou o maior dos títulos:
pai.
Hoje existem dois pequenos corações
que fazem o futuro deixar de ser apenas meu.
Por eles, compreendi que crescer
não é simplesmente envelhecer.
É aprender a carregar responsabilidades
sem perder a capacidade de sonhar.
É descobrir que força
não está em nunca cair,
mas em levantar sabendo
que alguém pode estar olhando para nós
e aprendendo com a maneira como levantamos.
Aos 31,
não sou exatamente o homem
que imaginei que seria.
E talvez isso seja uma coisa boa.
Sou feito das pessoas que encontrei,
das que permaneceram,
das que partiram,
das escolhas que deram certo
e principalmente das que me obrigaram
a aprender.
Sou feito da terra onde cresci,
das estradas que percorri,
do trabalho que me ensinou disciplina,
das responsabilidades que me fizeram amadurecer
e dos sonhos que ainda insistem em existir.
Tenho cicatrizes que ninguém vê
e histórias que poucos conhecem.
Mas também tenho motivos para agradecer
que nenhum passado consegue apagar.
Tenho uma família que escolheu me amar
e que me ensinou que pertencimento
não depende de origem,
mas de presença.
Tenho irmãos com quem compartilho
uma parte da mesma história.
Tenho filhos que me mostram, todos os dias,
que o futuro merece ser construído.
E tenho diante de mim
uma estrada que ainda não terminou.
Por isso, aos 31,
não quero pedir que a vida seja perfeita.
Quero continuar tendo coragem
para atravessá-la quando não for.
Quero continuar aprendendo.
Quero continuar amando.
Quero ter força para proteger
aqueles que dependem de mim
e humildade para reconhecer
quando também preciso de alguém.
Quero olhar para trás aos 40
e reconhecer o homem que fui aos 31.
E aos 50,
lembrar do jovem de 31
com carinho,
sabendo que ele ainda tinha muito a descobrir.
Porque talvez envelhecer seja isso:
não perder quem fomos,
mas carregar cada versão de nós
para dentro da próxima.
Hoje completo 31 anos.
Não tenho todas as respostas.
Mas tenho uma história.
Tenho pessoas que amo.
Tenho pessoas que me amam.
Tenho dois pequenos motivos
para querer que o amanhã seja melhor que o ontem.
E tenho, acima de tudo,
a oportunidade de continuar escrevendo.
Que venham os próximos anos.
Com suas vitórias,
suas perdas,
suas surpresas,
seus recomeços.
Eu já aprendi que a vida
nem sempre pergunta se estamos preparados.
Ela simplesmente abre a porta.
E eu, aos 31,
entro.
“Hoje, eu preciso ser claro como o sol: se você não entregar sua vida a Cristo e não nascer de novo, você não será salvo das péssimas consequências eternas que virão após a morte.”
— Anderson Silva
"Eu não tenho talento, só amor.
Não sou poeta, escritor.
Nem músico, trovador.
Só tenho saudades e dor.
Tenho sonhos de contigo e, no pesadelo da sua ausência, horror.
Eu não tenho talento, amor.
Tenho só um coração que bate por ti e, se tivesse um outro e mais um, bateriam por você até quando o universo se for.
Eu não tenho talento, só amor.
Tento ser o que sou por ti, meu amor: a lágrima que lhe banha o rosto; sou de sua face, quando tímida, o rubor.
Sou marinheiro sem porto, sem mar, Arpoador.
Para cada noite fria, para cada tormenta em sua cercania, lhe serei abrigo, lhe serei calor.
Para a sua infelicidade, quando o âmago do seu ser for gris, eu serei cor.
De tudo o que há no mundo, só posso te oferecer amor.
Perdão, minha religião: hei de abster-me, cessarei meu clamor.
Tentando afastar minhas agruras, louca paixão, minha eterna labuta, percebi algo que me causara torpor.
Escrevendo e relendo, jogado ao relento, sofrendo com o vento, percebi que: eu não tenho sequer um único talento, só amor..."
*O Uniforme da Virtude*
O jornal apareceu no meu jardim numa manhã em que eu não estava esperando por notícias.
Não era assinante. Nunca fui muito chegado a jornais, principalmente depois que descobri que as tragédias do mundo chegavam mais rápido pela internet e as mentiras continuavam chegando no mesmo ritmo.
Peguei o jornal pela ponta, como quem recolhe alguma coisa suspeita.
Levei para a varanda.
Sentei na cadeira velha e coloquei os pés sobre o parapeito. O gato estava deitado no degrau. Olhou para mim. Miou.
Parecia perguntar:
— Você vai realmente ler isso?
Não respondi.
Ele se espreguiçou, virou de costas e foi cuidar de assuntos mais importantes. Provavelmente dormir.
Abri o jornal.
Na primeira página havia um cidadão sorrindo.
Era um dos homens que ocupavam um dos cargos eletivos daquela nova cidade. O sorriso tinha aquela medida exata que os fotógrafos gostam. Nem alegria demais, nem preocupação demais. Apenas o suficiente para parecer humano.
Ao lado da fotografia, um título falava sobre dignidade humana.
Li.
O homem defendia respeito, inclusão, empatia, tolerância e todas aquelas palavras que hoje aparecem juntas com a mesma facilidade com que antigamente se escrevia “atenciosamente” no fim de uma carta.
Continuei lendo.
Não havia nada errado com o que ele dizia.
Esse era justamente o problema.
O sujeito tinha aprendido a dizer tudo certo.
Fiquei alguns minutos olhando para o papel.
Pensei que talvez eu estivesse ficando velho demais para certas coisas. Talvez o problema fosse comigo. Talvez fosse apenas implicância de um homem que já viu muita gente falar bonito antes de fazer alguma coisa feia.
Mas então lembrei que tratar alguém com respeito nunca foi o problema.
O problema começa quando a virtude vira uniforme e a consciência passa a usar crachá.
Parei de ler.
O gato voltou.
Sentou ao meu lado.
Olhou para o jornal.
Depois olhou para mim.
— É — eu disse. — Também achei estranho.
Voltei ao texto.
O homem falava sobre uma sociedade mais humana. Era uma boa ideia. Quase bonita.
Só que eu conhecia aquele tipo de discurso.
A cidade continuava cheia de gente que passava por moradores de rua sem enxergá-los. Velhos continuavam conversando sozinhos dentro de apartamentos silenciosos. Crianças aprendiam cedo que certas coisas eram vendidas antes mesmo de serem compreendidas.
E nós continuávamos medindo pessoas.
Pelo salário.
Pela aparência.
Pelos seguidores.
Pela utilidade.
Pela capacidade de nos servir.
Depois chamávamos aquilo de sociedade civilizada.
Talvez fosse por isso que a expressão “politicamente correto” tivesse adquirido tanta importância.
Não porque respeito fosse ruim.
Respeito é necessário.
O problema é quando a palavra passa a substituir o comportamento.
Trocaram a ética pela etiqueta.
É mais fácil.
Etiqueta exige apenas que você saiba onde colocar o garfo.
Ética exige que você saiba onde colocar a própria crueldade.
E isso dá trabalho.
Continuei lendo.
O político falava sobre empatia.
Eu pensei em quantas pessoas conhecia que publicavam frases sobre empatia e não conseguiam ouvir cinco minutos de alguém que discordasse delas.
Era uma coisa curiosa.
A crueldade havia aprendido gramática.
A hipocrisia descobrira o vocabulário da inclusão.
A mentira tinha feito faculdade.
E eu não estava completamente fora disso.
Foi aí que a leitura começou a ficar desagradável.
Porque é fácil apontar o dedo para o sujeito da fotografia.
Mais difícil é olhar para a própria mão.
Eu também já fui injusto.
Já tratei pessoas como inconvenientes porque estavam atrapalhando meu dia.
Já concordei com alguém em público e pensei o contrário em silêncio.
Já me calei diante de uma covardia porque falar custaria alguma coisa.
Já fui educado quando deveria ter sido honesto.
E talvez essa seja uma das formas mais discretas da hipocrisia.
Não mentir para os outros.
Mentir para si mesmo com boas maneiras.
Fechei o jornal.
Fiquei olhando para o jardim.
O gato tinha encontrado uma sombra e dormia dentro dela.
Ele não precisava escrever sobre dignidade.
Não precisava defender ninguém.
Não precisava publicar uma frase bonita.
Se alguém o incomodasse, ele simplesmente iria embora.
Talvez houvesse alguma sabedoria nisso.
A verdadeira decência nunca precisou de cartilha.
Ela aparece quando ninguém está olhando.
Quando você poderia humilhar alguém e decide não fazê-lo.
Quando poderia esmagar e prefere não usar a força.
Quando discorda sem precisar transformar o outro em inimigo.
Quando ninguém está fotografando.
Quando não existe plateia.
Quando não existe recompensa.
Talvez seja aí que começa o caráter.
Todo o resto pode ser teatro.
E o teatro sempre foi um esconderijo confortável para quem tem medo de ser visto sem maquiagem.
Voltei a abrir o jornal.
A fotografia continuava ali.
O sorriso também.
Pensei que talvez o homem da fotografia acreditasse sinceramente no que havia escrito.
Isso também me incomodou.
Porque seria mais fácil se ele fosse apenas um canalha.
Mas ninguém é apenas uma coisa.
Nem eu.
Nem ele.
Nem o sujeito que fala sobre moral enquanto pisa no outro.
Talvez o maior escândalo do nosso tempo não seja a existência de pessoas ruins.
Elas sempre existiram.
O problema é outro.
Aprendemos a vestir a roupa da virtude.
Aprendemos quais palavras provocam aplausos.
Aprendemos quais indignações rendem aprovação.
Aprendemos a parecer bons.
E, em algum momento, esquecemos de perguntar se ainda somos.
Olhei novamente para o gato.
Ele abriu um olho.
— Você tem alguma opinião sobre isso?
Ele fechou o olho.
Justo.
Talvez a humanidade pudesse aprender alguma coisa com os animais.
Eles não costumam fingir que são melhores do que são.
Nós fazemos o contrário.
Construímos discursos para esconder nossos dentes.
Chamamos isso de civilização.
Chamamos de progresso.
Chamamos de consciência.
Às vezes, talvez seja apenas medo de admitir que continuamos sendo animais assustados, egoístas e famintos por aprovação.
A diferença é que agora sabemos escrever sobre isso.
E escrever bem sobre humanidade não torna ninguém humano.
Fechei o jornal de vez.
Coloquei-o sobre a mesa.
O gato continuava dormindo.
Fiquei ali, olhando para ele e pensando que talvez eu tivesse passado a manhã inteira procurando hipocrisia nos outros para não precisar encontrá-la em mim.
Essa foi a parte que mais me incomodou.
Porque a consciência também sabe usar uniforme.
E, quando quer, sabe até sorrir para a fotografia.
Mantenha a sinceridade e a honestidade em suas relações. Aqueles que não estiverem no mesmo patamar se afastarão naturalmente, e você perceberá que nunca precisou deles.
Aflição
Sei que tens muita aflição
Não me castigues com teu furor,
Se tudo e por causa do amor
Se ainda me tens no coração
Minh' alma perturbada
Meu corpo sempre te clama
A noite enluarada
Coração que muito te ama
Seguiremos nossos sonhos
Inda que sejam tristonhos
Esquecer tudo e das agonias
Tudo por ti eu faço
Acolherei sempre em meus braços
Minha lnda de todos os dias.
Amar e ser amado é ganhar na loteria da vida…
Ter bens que o dinheiro compra e não ter com quem compartilhá-los é uma conquista ilusória…
Valorize quem tem o abraço que enlaça, o cheiro no cangote que arrepia, o beijo-estátua que te faz rir e ainda te oferece a lua…
São tesouros que só o amor conquista.
O ativismo negro é voltado para as causas políticas, e não para as ações voltadas para o reconhecimento da negritude no Brasil.
Não há maior feitiçaria do demônio do que a língua que sussurra meias-verdades. Por meio dela, ele inverte a bússola da alma: faz o justo parecer vilão e coroa o impostor com o nosso afeto.
A suprema penúria humana não reside na escassez material, mas na idolatria de um coração repleto das criaturas e destituído do Criador.
Aqueles que professam a fé cristã não devem votar em partidos que transformam a morte de inocentes no ventre em plataforma política.
O meu pecado clama por uma reparação que eu não posso dar; logo, somente Jesus, o Salvador de dignidade infinita e mérito superabundante, poderia operar a minha justa Redenção.
A mais vil obra do Maligno não é o pecado evidente, mas a intriga sussurrada. Com falsa retórica, ele envenena mentes — cegando os justos para que exaltem o embusteiro e condenem o inocente.
Nossa maior indigência não é a falta de bens, mas a alienação de Deus. Criado para Ele, o coração humano permanece inquieto e destituído de sentido até que repouse em Cristo.
Todos morremos um dia. Certas vezes quando somos jovens, não pensamos nisso. Parece-nos que o nosso dia está muito longe! Mas a morte não escolhe idades. Quantas não são as vezes, que vemos pessoas jovens partirem, quando até não esperavam isso!
Quando eu era jovem, não pensava na velhice, mas hoje com 63 anos de idade, já penso! Enfim é a vida! Sinto -me só aqui onde estou. Mas sinto a presença do Senhor! Amém!
"Não é o que a natureza concede que determina a grandeza de uma nação, mas aquilo que seu povo, com liberdade, autonomia, inteligência e conhecimento, é capaz de construir."
A higiene per se, não contribui para um coração limpo e puro.Não é que eu queira dizer que não se deve tomar banho. Um deve saber o que diz e o que pensa dizer.
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