Ando
Parei pela metade, nunca fui até o fim, ando sem paciência até pra mim, estou sóbria, pela primeira vez consciente do que escrevo, mas sei que quando eu bebo eu esqueço, que eu amo ela, e isso é horrível.
Não faço muitos estragos, eu só fico quieta, observando tudo, sem muitas revoltas adolescentes para comentar, mas é isso que sou, uma coisa totalmente sem interesse nenhum, por nada, só no conhecimento, porque por enquanto, é a unica coisa de valor que me restou.
Não ando muito bem para escrever,mas tem dias assim;dias em que não achamos a palavra certa que queremos dizer;dias em que tudo parece mais difícil;dias de silêncio.Mas isso não quer dizer que estamos alheios ao que se passa ao redor, apenas que estamos observando mais do que nos expressando com palavras.
Tem dias assim.
Ando sentindo falta do que antes não sentia. Mas tem certas horas que não sei como falar. Sabe quando tudo parece tão errado e sem motivo?
Hoje me bateu mesmo aquele tédio e tristeza, e eu vou navegando nessa substância sem vida que se chama o nada. Vou me jogando nesta coisa sem nome que está me queimando por dentro.
Me sinto sem medo de nada, só daquilo que existe em mim.
Só daquilo que não encontro mais aquí dentro."
Desanimo.
Ando me odiando muito, o tempo tá passando rápido, e eu não faço nada. A unica coisa que me resta é escrever, porque é a unica coisa que me faz sentir-me útil. Eu ando meio que viciada em literatura e café, como se no mundo eu só existisse para ler e escrever e tomar café, e depois ir dormir.
Não sei mais cantar, desaprendi o jeito. O violão que me fez fazer estória com alguns amigos, hoje em dia, está jogado num canto todo empoeirado e desafinado sem utilidade nenhuma.
Desaprendi o jeito de querer também. Nunca mais pedi nada, nem um abraço de reconciliação, talvez.
Agora posso dizer que nem triste estou mais, estou sóbria, não sinto mais nada. Eu só não quero desaprender o jeito de como se escreve.
É difícil.
É cansativo.
Alias [...]
sinto que não tenho mais o que escrever.
Tudo isso que me acontece é uma loucura em minha mente. Não sei nada ao certo e ando no muro. Sei que amo, sei também que me iludo.
A linha é tênue, como eu.
Os afagos não são gratos,
nem os amassos
apertados.
Ando em pedaços
descalços
no asfalto.
Escalo montanhas,
arrasto trilhos,
carrego ninhos.
E ao mesmo tempo
em que brilho,
me ofusco.
A linha continua tênue, como eu.
- Seguindo eu mesma, sendo eu mesma, sendo de mais pra mim
Por que ando parando com essas, esses, se assim posso dizer seres que são meus vizinhos
Donos, ladrões, vespas, sangue sugas, que sugam, sugam algo inabitável dentro de mim
Eu mesma !
Agora eu só ando pelos becos diagonais que o sol nunca toca,
como o clarinete de anjos esquecidos num abismo desmiolado.
Quanto mais se esquecem de mim, mais me lembro de viver.
Pois a cada passo que ando fico mais perto do meu destino, não deixarei ser influenciado por esses perversos que almejam e lançam brasas, ocultam serpentes e devaneiam espinhos.
há vida de ventos e tempestade de furacões! Não consola meu espírito, mas nunca me deixa-me sozinho.
Eu não bebo, obrigado. Ando bastante embriagado ultimamente de tédio, solidão, saudade, medo, esperanças, de você.
Querido Leandro
Por esses dias ando cheia de saudades...
Não consigo me manter calma!
Busco lembranças, vasculho a memória, vejo fotos de infância, ouço seu riso de criança, sua voz de adolescente, lembro seu olhar de homem maduro...
Lembro do primeiro dente que caiu... Dos desafios que venceu... A emoção de cada filho que nasceu... Saudade de ver, tocar, sentir, conversar e compartilhar...
Meu primeiro filho, homem feito, bonito, uma vida pela frente, tanto sonhos a realizar...
Dizem que só se tem saudade do que foi sentido, mas há saudade também do que nunca foi vivido!
Momentos que não aconteceram, abraços que não foram dados, palavras que deveriam ser ditas.
Penso que não tive tempo e o momento certo...
Mas eu ia dizer, eu ia abraçar, eu sei...
Perdão por não ter feito, achei que tinha ainda muito tempo. Não sabia que o nosso tempo era curto...
Queria acreditar em outras vidas, outros tempos... Tipo assim, pra sempre, outra vez...
Mas não acredito, o que passou aqui, aqui ficou...
Não sei como recomeçar, continuar... Às vezes parece que consegui, finjo que consegui... Consigo enganar muitas pessoas, preciso enganá-las, elas não entendem e não tem que conviver com minha dor. Isso é meu, sou só eu e você. Mas tem momentos que eu preciso falar, escrever, gritar...
Sinto que as pessoas pensam: Lá vem de novo, essa mãe chorona... Ela só sabe falar nisso? Isso já passou...
As pessoas querem ouvir piadas e coisas engraçadas, queria deixar isso tudo para trás e não falar mais nisso, mas isso é constante em minha vida, não tem como conviver comigo sem de vez enquanto me ouvir falar ou chorar. Não sou tão boa artista assim... Não consigo enganar todos o tempo todo. Alterno entre dias bons e ruins, estou nos meus dias ruins, logo passa...
Ando morrendo um pouquinho cada manhã ao me levantar...
dores,saudades,medo e sem querer aceitar o meu hoje.
Eu ando te vendo em cada esquina, em cada beco da vida. Passei a te enxergar em outras faces, te sentir em outros cheiros. E até o seu gosto, ainda não sentido, já foi impregnado em mim. Tantas declarações eu já preparei, e tanta ilusão sem querer, busquei. Eu sei, tá se tornando uma doença essa possessividade pelo que nem é meu. Mas talvez eu nunca te disse, você é a única doença que eu gosto de ter.
Ando todos os dias mergulhado na aflição, porque as perdas me rodeiam eles torturam meu coração, e friamente aos poucos elas me matam.
Palavras são levadas pelo vento
eu ando perdido no tempo
e você aí querendo fugir
Fugir deste sentimento
tirar eu dos teus pensamentos
não está nem aí para o nosso amor
Mas pode deixar
se esse romance acabar
eu vou ficar legal
mas pode deixar
eu prometo a você
que não vou ficar mal
eu te amo
eu te quero
mas tenho amor próprio
pode acreditar
curto tanto o seu jeito
e aceito seus defeitos
eu não vou chorar
com o fim desta união
foi muito linda nossa relação
foram muitos momentos bons
que levarei em minhas lembranças...
