Ando
De procurar-te, ando perdido!
De procurar-te, ando perdido,
De perdido, ando cansado
De a toda a hora ser traído
Pelo que tenho procurado!
Fará sentido ou é inglório,
Pedir o que tenho pedido
E esperar que o peditório
Não vá por onde tem ido?
Mas se for, alguém me dê
Um alqueire de coragem
Pra pedir como quem vê
No deserto uma miragem!
Profetas Papaloni
Certas tolas manadas de burlados credores
Carregam profetas ilusionistas em andores
Que amestram uma tal curvada humanidade
Num certo pasto d’uma reles fraternidade!
Dizem cuidar d’um tal rebanho espremido,
Da ovelha que lá foi e não devia ter ido,
Como a que não sabe por onde tem andado:
Se submissa, a pecar ou a roçar o pecado.
Papaloni é ser um tal pastor engenheiro
De questionável fé e duvidosa salvação,
Que através de um tal medo aduaneiro,
Cobra ao mundo uma certa contribuição,
Porque uns dão um desatento dinheiro
A uma irmandade atenta à desatenção.
Às vezes ando por ai querendo ter a chance de te encontrar, mais de tudo não adianta, deixamos as vezes de nos expressar e com isso acabamos sem querer afastando as pessoas que gostam da gente, é tão simples expressar o que sentimos do que tentar explicar. Por que será que o amor não tem um significado, onde a qualquer momento podemos lembrar e não cometer o mesmo erro de sempre.
Será que é tão difícil falar do amor sem se emocionar ou é mais fácil amar uma pessoa e esconder dela seus sentimentos, as vezes fico a pensar que certas coisas não devem ser compreendidas e nem decifradas.
Certos momentos sentimos uma covardia tão grande em nos expressar, que as vezes a pessoa está tão perto que parece está invisível, e os olhos já não enxergam mais, portanto mesmo assim o coração não deixa de sentir o que verdadeiramente nos faz bem.
Até mesmo minhas publicações me dizem que ando na contramão do caminho trilhado por grande parte da humanidade pois que, ao me aplaudir, a maioria rende homenagem a textos que eu detesto lembrar tê-los escrito.
'EU'
Ando descalço no mundo genuíno.
Não porque o abracei,
As terras temporárias são forasteiras.
No meu amplexo já cansado,
Diluo a espera.
No branco sem destino,
Na latência de sentimentos,
A fluorescência ofusca-me,
Assombra-me.
Sou migalhas de um pobre na dor que não cura...
Invento psicanálises nos dias perturbadores.
Adentro o espírito infértil vaga fortuito,
Probabilidades casuais,
Sedento de anseios como as infinitas variáveis no espaço,
Sem cabanas.
Sou inesperado,
Duvidoso,
Eventual tal qual os olhares distantes que se abraçam demorado...
As sátiras deixaram-me,
Corro feito louco,
Sem domicilio.
Abraço o improvável como se abraça os mares.
Os tantos mares que moram em mim,
Chegando tempestuosos,
De súbitos,
Embaçando a ficção aflorada.
Na incerteza,
Crio outros mundos,
Terras ditantes,
Aconchegantes para aliviar as dores.
As dores que outrora,
Tornaram-me identidade,
Sem essência,
Ou analogias...
Ando apaixonado
Não pela vida
Pois essa foi sempre traiçoeira
Não pela noite
Que me deixa só toda manhã
Também não amo a poesia
Pois esta é feita
de pensamentos, palavras
e lembranças
nas quais pouco eu penso
Eu ando apaixonado
Pelo som do silêncio
Silêncio no qual vivo agora
Que ignora a voz do vento astuto
Atento ao coração
Pois hoje
Quando ele chora, eu escuto
No silêncio das coisas que ora penso
Mando embora toda e qualquer tristeza
Mas quando a tristeza vem
Ela também chega em silêncio
Me abraça, enquanto acordado
Explica e justifica
O sentido dessa vida
Nós dois nos viramos de lado
Abraçados, não dormimos
Dormitamos
Sem ouvir qualquer ruído.
Edson Ricardo Paiva
Eu ando muito cansado
de viver neste mundo
tão carente de verdades
Este mundo tão lotado
da ausência de qualidades
Um mundo feito de olhos grandes
e almas cada vez mais diminutas
Um mundo de cabelos bonitos
Ornamentando cabeças vazias
Um mundo onde há poucos maestros
e muitas batutas espalhadas
Essa gente toda
Tornou-se uma orquestra horripilante
Será que fui eu quem mudou
Ou esta coisa que se escuta
Vem mesmo da Humanidade
Será que este mundo deixou de ser
Um lugar bom de se viver
Como a gente o via antes?
Talvez sejam apenas os meus ouvidos
Me fazendo ouvir
O Céu se rachando,
Temporais de vidro,
A antiga pureza se vendendo
em troca
de umas poucas moedas
Um mundo de poucas vitórias
e muitas...muitas quedas.
Pegadas na areia
Marcas dos meus pés
Pés que marcam por onde andei
Ando sem preocupar com as marcas
Marcas que marcam meu caminhar
Caminho que muda a todo instante
Eu me perdi
Faz tempo que eu ando
Perdido na vida
Não me sinto culpado
Este mundo é um grande labirinto
Portanto, estamos perdidos
Sem saber que o melhor que fizemos
Foi o fato de não termos lido
O aviso que havia na entrada
Dizendo que poucos de nós
Vão querer encontrar a saída
Mas um dia, a saída nos encontra, isso é fato
Contra o qual, ninguém pode fazer nada
Mas há sempre a opção
De deixar uma boa risada
Apagando o ruido da dúvida
Que essa vida tem fim
Mas que nada foi perdido à toa.
Edson Ricardo Paiva.
Não ando só… Tenho um Deus da Vitória que escreve minha história sistematicamente. Que a inveja vire pó!
MATURADO
Ando assim ancorado
Me sentindo parado
E a vida ao meu lado
Me vai dando recado
Não ficar preocupado
Nesse tempo poupado
Um amor maturado
Haverá ter chegado!
MORTO VIVO
Olá meu amigo cérebro
Preciso falar contigo
Eu ando meio colérico
Que tu sejas meu amigo
Se ando meio famélico
Uma luz ao que preciso
Pra não ficar cadavérico
Que eu não fique um mendigo
A esperar o meu féretro
Verdadeiro morto vivo!
Ando cansada de gente perfeita, com síndrome de Poliana, nunca se pode sentir a essência dessas pessoas, estão sempre fazendo o jogo do contente.
" Ando por aí sem ao menos saber aonde quero chegar...são caminhos desenhados pela mão do tempo neste espaço chamado viver."💞
"...ando te observando...sua delicadeza...pele branca avermelhada...macia...sua boca é um convite a se deliciar por seus lábios...seu cabelo dança ao vento...seu corpo é um tormento de sensações...um vulcão em ebuliçao...te abraço...e em meus braços vou me perder...e nós seus me encontrar...te amar...beijar...posso viver...morrer...nos seus braços...é meu fim...meu começo...meu desejo...simplesmente meu desejo...ter você...sentir e se entregar na suavidade dos seus beijos...vêm...chega de mansinho...e com muito carinho...vamos unir nossos destinos... nossa eternidade."💞
Distribuindo
sorrisos,ando
à encantar
os corações
mais frios...
Mas,por trás
desta frieza,desta casca...
Eu sinto que
há amor,eu sinto o amor...
Exalando
um perfume
como
a mais
bela Flor.
PIEGAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Ando meio sem mim, vou tão sem quem
que me deixo espalhado por aí,
sempre além da verdade que me cerca
no vazio entre olhares e semblantes...
Tanto alguém, mas nenhuma sensação
de viver um instante para sempre,
ter o meu coração impulsionado
a pular as janelas dos meus olhos...
Quem mereça meus versos mais piegas
pelo amor que derrama seus poemas
entre temas que o íntimo derrete...
Pra poder me sentir aceso e vivo,
só preciso de alguém que dê um curto
no circuito afetivo do meu ser...
AVISO PRÉVIO
Demétrio Sena - Magé
Ando nesses excessos pré-datados;
abraçando emoções em alta escala;
meus estados de alma se misturam
onde o corpo já cumpre aviso prévio...
Uma vida completa nos momentos
da mais ampla ilusão de se viver,
quando meus sentimentos gritam alto
no silêncio da minha realidade...
Vivo tudo em um nada latejante,
viajante no cosmo dos limites
desta bolha que julgo ser o mundo...
Porque tento pescar todo meu antes
e meus dias distantes do futuro
que não tenho, mas quero antecipar...
... ... ...
#respeiteautorias Isso é lei
