Amor Sem Sofrimento
As pessoas amam e se magoam, se magoam tanto que esquecem como é bom amar e arriscar no amor,
E acabam perdendo a melhor essência da vida.
primeiro voce começa com um amor, depois vem as brigas, depois a separaçao, e quando vai ver, esta sofrendo!
O amor é amor. E como ele nem sempre é só flor, você tem que aprender, você vai, que amar também é sofrer.
Até que ponto podemos permitir que alguém nos machuque? O amor e maior que tudo e todas as coisas? Será que ele é mesmo essa força tão poderosa e indestrutível? Ou ele tem o poder de nos destruir? Só sei que o amor me domina e me move, o amor me torna alguém melhor mas ao mesmo tempo me tira dos eixos. O amor me fere, me fere muito, pois muitas vezes ele não é correspondido.. E quanto a quem ama sozinho? Ouvir eu te amo não significa amar, mesmo ouvindo você pode não receber este amor, e aí é onde mora o perigo, pois as palavras nos prender e a falta de provas do amor nos machuca. Aos poucos, ao amar sozinho, seu corpo se vai, sua alma perde o brilho, seu coração perde a calma, sua saúde acaba, pois nenhum homem resiste ao sofrimento maior de todos que é o de amar e não ser amado. Procure buscar quem te quer bem, e tenha certeza, quem te ama não te fará chorar, se isto acontecer, você pode estar amando sozinho, não deixe se acabar por alguém que nem se quer é sincero em dizer que não te ama.
Como eu tive medo de me apaixonar. E o seu amor foi assim: Como o tempo, que usa a chuva e o vento pra moldar rochas, tecendo novas paisagens.
Hoje tudo que eu tenho é frio, e essa madrugada de solstício que se perdura por mil anos (...)
- Apenas Sendo
Falava de amor.
Afastou-a sem titubar,
esqueceu-a sem carecer,
substituiu-a sem pensar,
Sem alma,
sem emoção,
sem sentimento,
sem noção...
Sem piedade
Matou-a.
Na tristeza de um dia de chuva,
numa folga do respiro ansioso de Lígias e de Leucósias,
como folha morta abandonada aos ventos da vida,
pensando desencantou e como barco a vela pirou .
Com palavras sem alma,
sem emoção
sem sentimento,
sem noção
Tentou ressuscita-la
para explicar o porque.
Choro de amor
E passamos junto muita coisa
dos nossos olhares muito perdeu
fui teu no amor, a saudade poisa
hoje, no tudo se foi, tudo morreu
Sei que é outra a sua jornada agora
que a nossa paixão no tempo ficou
que o coração está em diversa hora
e que o teu sorriso por mim gorou
Assim, o destino se fez em realidade
sem piedade de nosso amor zombou
deixando na poesia muita saudade
louca, e o rastro de não mais voltou
E nesta ressequida saudade dorida
ainda no peito o silêncio do seu olhar
que insiste em não dar a sua partida
restando a solidão na alma a chorar
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02/06/2016, 12'00" – Cerrado goiano
Pra começar, a felicidade é um amor pela vida. Ter perdido toda razão para viver é abrir um abismo de sofrimento. Mesmo que as circunstâncias externas sejam importantes, o sofrimento, assim como o bem-estar, é essencialmente um estado mental. Entender isso é o pré-requisito chave para uma vida que vale ser vivida.
REGÊNCIA (soneto)
Como quisesse poeta ser, delirando
As poesias de amor, nas rimas afora
O beijo, o abraço que o desejo cora
A solidão assediou e trovou nefando
Vazios estros, de voo sem comando
Sombrios, que no papel assim espora
Os versos, sangrando e uivando, chora
Implora, num rimar sem ser brando...
Estranho lampejo, assim compungido
Que dói o peito, sem nenhum carinho
Quando a prosa era para ser de paixão
Então, neste turbilhão me vejo perdido
Onde o prazer se faz tão pequenininho
Vão... e a desilusão é quem regi a mão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
EM CONFISSÃO (soneto)
Meu amor, minha paixão (dor e o contento)
Meu fado azarão, dedo turvo na predileção
O meu devaneio vestido, e desnudo o alento
Quanto o vulgo, sentimento, pura desilusão
Santo confessor! Ao meu flagelo fique atento
Sabeis tudo, tudo.... - dos segredos do coração
Meus lamentos, em vão, desastrado juramento
Nas juras, ao luar, evolou só insensata emoção
Um cativo na noite infinita, ó noite tão infinda
Sabeis que sem afeto o mundo é uma mentira
E que rude é a lágrima que escorre tão sofrida
Eis o meu amor, quebrável, em súplicas ainda
Santo confessor! Deste desventurado caipira
Quem pode detê-lo sem pô-lo de partida? ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/03/2020, 23’13” – Cerrado goiano
O que é o amor?
uma bela porcaria...
O Amor e a Dor andam juntos no mesmo terreno!
preferível se manter no limbo.
Se não deu certo uma, não dá certo duas, se não deu certo duas, não dá certo nunca, escravo do amor foi o papel que eu fiz, paguei os meus pecados e fui muito infeliz.
Olha a mensagem que chegou
Um coração vermelho e um “oi, amor”
Logo agora que eu tava te esquecendo
Você vem do nada
Já esqueceu que me deixou sofrendo
Pela Lei
Eu não tenho que falar contigo.
Não me chama de amor.
Compreendi mas não me importo com tua dor.
Tu nunca mais serás possível abrigo.
Te odeio. Tu mentiu!
Não escutarei nada que disser
pois me causará febril
estado de ser.
Te anule e nem assim me importarei.
Só quero que cale a boca e suma!
Sou a inquebrável lei
e, tu, frágil pluma.
Enferma
Não vou voltar!
E, se voltar, não vou ficar.
Não, não, não. Tu pinicas
minha pele, como enfermidades finitas.
Se caso me curar,
longe de ti quero estar.
Tortura
Não sei porque te aguento,
nem como. Pra que serve
minha diminuição-lamento?
Tu diz me amar mas quando teu sange ferve
me torno tudo aquilo que não presta.
É falta de consideração o jeito
que me tratas. Agora a fresta
fresca aberta nas vísceras minhas dói feito
as ardentes palavras por ti proclamadas.
UM AMOR CERRADO (soneto)
Cala-se o triste olhar. Anina o sentimento
E a deslizar pelo rosto mudo, a dor vencida
No exilio tão áspero dum vazio sentimento
Em uma lágrima de choro e de cor abatida
O horizonte se põe, nublado, suspira o vento
Algente, as sensações estão assim de partida
Pura! Frutificando na paz o ardente sofrimento
E a alma incrédula, ainda, não está convencida
Das gotas do pranto, abrasador as lembranças
E pela saudade a sofrência em estreitas tranças
Amarra o peito, apouca, e pelo clamor escorre
E sob o pesar tão cavado e magro, que tortura
Do sonho e as privações dos planos, - fulgura,
A dor, do derradeiro amor que cerra. E morre.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/07/2020, 06’45” – Triângulo Mineiro
Olavobilaquiando
