Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Gastamos muito tempo cuidando do corpo com banhos, perfumes, cremes e enfeites, mas não temos tempo nem paciência para cuidar da grande confusão da nossa mente.
Imagine você no colégio assistindo uma aula de português. Entra um professor de matemática e começa a dar aula. Ele sai e volta o de português. Ele para e entra um de geografia. Ele mal começa e entra um de química. Estanho isso? Pois é o que fazemos durante nosso dia enquanto tentamos realizar múltiplas atividades ao mesmo tempo. Como algo assim poderia dar certo? Pois é dessa forma que desperdiçamos os nossos dias na modernidade. Pode mudar o que for, mas o nosso cérebro ainda pede uma coisa de cada vez e se desgasta enormemente cada vez que temos que mudar de foco e recomeçar. Ao contrário da eficiência que quem faz isso julga ter, a única coisa possível é acumular erros, lapsos de memória e chegar a exaustão no final do dia.
COMO O TEMPO E O VENTO
Onde eu vejo uma borboleta,
Branca, amarela ou violeta,
Deleite eu sinto em admirar,
Sua beleza me faz lembrar,
Não me deixa te esquecer,
Me faz sentir perto de você.
Quer você esteja aqui
Ou lá do outro lado do país,
Livre como uma borboleta,
Como você sempre quis.
Assim como o tempo e o vento,
Aparentemente tão banais,
Podem até mesmo esculpir
Rochas colossais
Cada borboleta que passa,
E não importa o que eu faça,
Faz meu sentimento aumentar
E em você me faz pensar,
Me instiga e provoca,
Meu coração toca.
Fim.
Ivan F. Calori
Não gaste o seu precioso tempo fazendo algo que lhe trará resultado nenhum enquanto poderia usá-lo para fazer algo benéfico.
Lembre-se, o tempo espera ninguém.
A sabedoria e a experiência vêm com o tempo, observe nos filmes de artes marciais que quem instrui é sempre um Senhor oriental gente boa, de cabelo e barba branca com um nome meio difícil.
Victor Thales P; de Limas
Aqui estou
Mas nem tanto assim
Disperso
E sem fim
Um completo incompleto de mim
Nos pensamentos
perto
No coração
a lacuna
E o tempo
perde-me
Ou talvez
Eu perca tempo
Mexe, remexe, embola e desliza por entre os fios a passar,
Do que eram feitos todos os fios agora eu vou lhes contar:
Teceu o vento com tempo, rigor e esperança finas linha da vida,pequenas e entrelaçadas, elas sempre seletivas .
Mexe, remexe bola na peneira
Quem vem por ela passar?
Passou àquela moça a mais bonita que tinha naquele lugar,
Passou também aquele rapaz, ficou preso,mas voltou na segunda remessa do barro e logo tornou a escorregar;
E ela não para sempre trabalha para coisas boas selecionar.
As vezes é dura, e as vezes é mansa
Nos pondo a questionar, mas não questione pois nela só passa o que tem de passar.
Trabalha em conjunto com a saudade, trazendo alguns grãos de volta ao peneirar.
Mexe, remexe olha a correria tirando mais alguns de lá,
O rapaz que controla essa peneira tem o mais puro coração, a Cristo o chamam e Ele trabalha com essa terra sem nada esperar,
Foi lá no monte e pegou mais um punhado de terra,desta vez de outro lugar.
Que rica mistura e leveza ela tinha depois da peneira passar.
Tão leve e bela cada vez que ela passa essa terra há de se tornar,
Leve porém não menos forte
Pois as partículas hão de se juntar
Formando a montanha firme e forte
Tão forte,que pode até se moldar.
Um dia será um vaso
Mas antes,bem antes, muita poeira ainda há de passar.
Quando estou entre os jovens busco semear opções novas de procura. Afinal não existe modelo algum igual nenhum para cada qual se encontrar e ser feliz como tanta gente diz.Na maioria das vezes, acabo percebendo que fico falando sozinho como se eu estivesse pagando na mesma moeda, tudo que não escutei, da mesma maneira quando eu era tão jovem. A sede de viver, de experimentar, ousar e transgredir os velhos caminhos, ensurdece e é próprio da aceleração do jovem que engole a vida, de polis besteiras sem ao menos saborear como se a fome de vazio estivesse incomodada e atrasada de tanto, tantas vezes em esperar. O tempo certo e lugar adequado é e são medidas da maturidade durante a juventude todo momento é o frenético movimento certo de tudo viver, sem pensar mesmo sofrendo e se machucar.
O tempo, foi criado para nos disciplinar!
O livro, foi criado para nos ensinar!
E aprender no tempo certo!
Mas quando eu morrer
Eu gostaria de voltar
Eu gostaria
Para escutar tudo o que você tinha a me dizer e não teve coragem
É tão difícil enquanto estamos vivos
Mas quando eu morrer
Eu gostaria de voltar
Para escutar todas as canções que você vai cantar
Faz tanta vergonha enquanto estamos vivos
Por que a morte é tão difícil
Mas solta as amarras dos que ficam vivos?
A morte não é poesia.
A vida de quem fica.
Mas quando eu morrer
Como eu gostaria de voltar
Para receber sua visita
Descobrir como você conseguiu
É tão complicado tempo enquanto estamos vivos
Quando eu morrer
Eu gostaria de verdade de voltar
Para escutar as suas recordações
É tão difícil lembrar enquanto estamos vivos
Mas quando eu morrer
Eu não vou poder voltar
Então escrevo isso
Para que quando eu morrer
Você saiba que de alguma forma eu sei
Se arrependimento levasse,
Eu já teria ido;
Se arrependimento matasse,
Eu ja teria morrido.
Se arrependimento fosse felicidade,
Eu Seria bem feliz;
Pois hoje me arrependo,
De tudo que não fiz.
Canta o homem,
a sua passagem
que o tempo não muda,
e saudando a vida,
vai bebendo de sua taça de sonhos
Tento entender como funciona e porque
Ele é assim, silencioso, angustiante. Ele é
Meu herói meu inimigo, minha luz escura
Parece imutável, puro, eterno, único e
O que ele faz é mágico é libertador é lindo.
Você sozinho não podia abraçar o mundo, podes até tentar, mas é inviável.
Agora deixe o individualismo de lado, segure minha mão, irei segurar em outra mão, outra mão em outra mão .... E assim, um coletivo, um conjunto de pessoas podemos sim abraçar o mundo e fazer melhor!
Desist'ância
Por que será?
Já não sinto mais saudades...
Saudades de certos, errados, passados,
que passaram num passo. Num poço. Num passo em falso, de mágica...
Ficaram de lado, em meio a tanta bagunça
Se entulharam, pegaram poeira e mofo
Morfologicamente, ainda são parte de mim,
Mas os desprezo, ou guardei muito bem a ponto de que, nem eu, quero encontrá-los.
