Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
legião de nossos sentimentos
tudo pura apatia
memoráveis seres de ilusão,
entre as tempestades
um jeito sombrio de ser,
dimensões são flagelos
de perdição e agustia,
expressado num poço
de vaidades excluída
meramente,
translucida,
veras em muitos romances
perdido no teu coração.
Aonde mora o desejo?
Ele nasce numa linha tênue entre a indiferença e a curiosidade.
Brota do inexplicável, passeia pela mente, cresce na imaginação, desabrocha no corpo e nos leva.
Ao contrário do que muitos pensam ele é mais real do que os fatos, porque ele os ultrapassa
.Assim nasce a fantasia, que ganhou este nome para parecer surreal e lúdico, mas nada mais verdadeiro do que o que foi arquitetado e revisto na mente mil vezes antes de acontecer.É mais ou menos como crime premeditado, aquele mil vezes pensado antes de ser executado e tão real na mento quanto nos fatos.
O pensamento é a mais real das realidades, porque nasce do querer, o querer puro, sem limites, julgamentos, freios, culpas e críticas.
O desejo nasce não da irracionalidade e sim da racionalidade e da realidade mais profunda em nós, porém seguimos negando ou diminuindo porque se render a ele é admitir que a vida não está totalmente sob nosso controle total e absoluto como teimamos pensar.
Que se rendam os corajosos que vivem e não perdem questionando a realidade imposta pelos medíocres, que se dizem sensatos e donos da verdade que valorizam atos do corpo e preferem fazer de conta que a mente é ilusória e menos real!!
O que nasce na mente já se concretizou no corpo...
O Brasil precisa escolher entre autonomia e dependência, soberania ou submissão.
Como o viajante, diante da esfinge, a grande pergunta que temos que responder ao Século XXI é que país queremos ser e que futuro queremos ter, como Nação.
Toda essa enorme diferença de intelecto entre o homem e os demais animais, teve um forte apadrinhamento de Deus, e como todo apadrinhado, o homem também anda muito relaxado.
Mesmo que se descubra alguma verdade ruim a respeito de uma pessoa, principalmente entre aquelas que amamos, não quer dizer que todo o resto da pessoa seja mentira. Ninguém nunca é verdadeiro por completo e igualmente, nunca ninguém é mentiroso por completo.
Aqueles olhos, aqueles olhos cor de mel que não consigo esquecer, que batia o sol entre esses olhos, os olhos que não consigo esquecer, os olhos que sorriam e mostrava timidez, mas que tinha amor, mas esses mesmos olhos pararam de brilhar, ao saber que meu coração não era dono desses olhos, esses olhos que me agradava, hoje não é mais meu, hoje ele está cego ao me ver.
Na solidão da minha alma, vivida sempre dentro de mim, entre minhas costelas e desabafos, entre meus olhos e vestígios de uma fauna cinzenta, encontro coisas que sempre serão de hoje até o fim, sempre eu, meu cigarro e minha insônia.
Alguns ousam falar em Karma. É verdade que eles estão aí nos seguindo entre uma viela e outra. Mas falar em Karma é existir a possibilidade de quebrar uma roda que gira e repousa no mesmo lugar a gerações.
E durante preces a humanidade pede um novo caminho, que é lhes dado a todo dia mas eles a ignoraram em nome dos prazeres terreno. Momentaneamente mais fáceis.
E assim continuamos na roda da ignorância.
Nesse mundo tudo é transitório, nada dura mais que uma vida. Mas, há o que se eternize entre memórias e lembranças. Ainda lembro daquele sorriso, daquele abraço, daquela noite, daquele amanhecer, daquele cheiro doce ainda impregnado na alma.
Olho-te fundo a alma.
Olho na ânsia de te
Alcançar. De poder te
Abraçar entre olhares.
Quem dera te tocar,
Sentir tua pureza,
Despida de qualquer
Malicia e te amar.
Dir-te-ia tanta coisa
E silenciaria para
Ouvir-te pulsando
Docemente.
Far-te-ia sol em noite
De lua crescente
E iluminaria esse breu,
Lacuna vazia.
Não choro esse mergulho,
Essa lágrima abranda
Essa tempestade e afaga
O coração ainda alagado.
Pode até ter atração, desejo, vontade, mas se não houver aquela gostosa conexão entre almas, não rola. Entendeu?
Fazem a gente crer no agora e para sempre, sonhar com a eternidade entre amores. Talvez, se soubéssemos os fins, viveríamos mais os meios, sem a necessidade dos inícios. Será que daqui a 50 anos você ainda vai lembrar meu nome? Ou serei apenas uma vaga lembrança entre memórias empoeiradas pelo tempo!
