Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Mil vezes me ferro, me estrepo porque no embate entre minha razão e a minha emoção a emoção sempre prevalece. Tento mudar, sei que não devo me deixar levar pelos sentimentos, mas minha racionalidade é cega.
Ontem faltou energia elétrica no prédio onde moro. Entre 26 moradores apenas 4 puderam ter seus apartamentos iluminados. De repente o invejoso chegou e percebendo que seu apartamento não tinha luz começou a esbravejar inconsolado: "se não houver luz para todos não haverá para ninguém!..." Quer dizer, se todos ficassem no escuro ele não se sentiria no desconforto...
Francis Iácona in Memórias do Muquifo
Existem inúmeros motivos para eu não estar mais entre vocês, amigos. Mas também existem inúmeros para eu estar.
Existem dúvidas gigantescas, que mesmo não podendo esclarecê-las, eu gosto de perguntar. Perguntar para quem fica ou vai... Quem passa.
Uma das certezas de quem duvida, de quem pensa e é fiel a si mesmo, é a loucura. Não me preocupo com isso, acho que me orgulho.
Eu ainda me pergunto que roupa o noivo veste na manhã seguinte a lua-de-mel. Me pergunto sobre as paixões daquela moça que passou por mim, com seu afagante perfume. Me pergunto sobre o tango que Carlos Gardel escreveu, e o que pensou quando o fazia. Me pergunto sobre as belezas que eu deixei passar e como aquela música mexe com borboletas no meu estômago.
Eu tenho milhões de motivos para morrer. E vou. Mas na hora que meu corpo falecer por completo, e minha mente, também. Enquanto isso, sou apaixonado pelos bares, as moças com suas belezas e medos exclusivos, por meus cigarros, meus recém chegados, meus recém ausentes, minha dívida com o mundo, meus erros, meus acertos, dúvidas, paixões, transas, foras, lágrimas, sorrisos, por todas as porcarias dessa vida, por todas as poesias dolorosas que eu sinto...
Comparação entre namoro e eleição
A campanha eleitoral assemelha-se a conquista de uma namorada da seguinte maneira:
Suponhamos que exista uma miúda que é muito concorrida, essa miúda é a população.
Destacaremos apenas três candidatos o primeiro o carinhoso, o que quer coisa boas, o que almeja bons ideais com a miúda. O segundo o que quer ficar com a miúda mas ainda não está bem preparado pra algo sério. E por ultimo, o terceiro o pegador o que só fica com a miúda por divertimento e não quer nada sério ele é só um sabotador e é mais convincente de todos talvez seja porque a miúda seja muito ingénua ele sempre sai vencedor e deixa os outros pra trás.
È mais ou menos isso que acontece nas eleições. Pra melhorar a percepção tome nota: o primeiro é o presidente da Renamo o segundo é o presidente da MDM e o terceiro é o presidente da Frelimo.
Logo quer ser vencedor em Moçambique? Seja frelimista a força da mudança.
Errando que se aprende, entre tropeços e caminhos cheios de pedras, o melhor estar por vir pois, andando com cuidado é devagar para não se ferir...
Ah, Saudade!
Caminha e, ao mesmo tempo, levita entre os nossos momentos e sai salpicando falta pelos caminhos!
O dente de leite se foi
Agora surge um espaço
entre a criança e o jovem.
Com o tempo nascera
um modelo geométrico branco
Em uma parte da boca, com
o nome gengiva.
O que são dez dias sendo que os segundos entre um beijo e outro seu parecem eternos?
O que são milhares de quilômetros se por um momento a distância entre a minha e a sua mão enquanto caminhamos pode parecer uma imensidão?
Eu me permito sentir sua falta, mas não morrerei de saudade só para poder te ver de novo.
Quando vivemos EM SOCIEDADE (seja entre amigos, família, bairro, cidade, país ou o próprio planeta), a preocupação primária deve ser sempre o "RESPEITO ao PRÓXIMO, à INDIVIDUALIDADE e DIGNIDADE de todos", nossas diferenças vão de raça, crença, gastronomia... NINGUÉM É IGUAL!
NENHUM ser humano é obrigado a viver EM SOCIEDADE, mas se optar em viver está OBRIGADO a saber lidar com estas diferenças, esta DIVERSIDADE, necessitamos APRENDER E PRATICAR o respeito a nós mesmos e ao próximo, pois que nossas ações AFETAM diretamente a sociedade que ESCOLHEMOS para viver, trago comigo este ensinamento desde criança na seguinte expressão: “nosso direito COMEÇA QUANDO O DOS OUTROS TERMINA, da mesma forma que TERMINA QUANDO O DOS OUTROS COMEÇA”!
Devaneios de mulher
Entre o céu e o inferno, lá vem Teresa, correndo ela salta, dá rodopios no ar, corre solta, abre as asas a voar.
Antes mesmo de aterrissar, vê Osvaldo... Corre louca, Pula a cerca, tropeça no vento, empurra a gaivota, cria chifres se põe a cantar:
‘’Osvaldo quando te vejo troco o céu por um desejo’’...
Nasce então os devaneios de mulher.
Aprendi com Frei Ignácio de Larranaga a diferença entre peregrino e turista e escrevi um texto quando fiz o Caminho de Santiago de Compostela: “APROFUNDANDO A FÉ NO CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA (França, Espanha e Portugal)”, que está publicado neste espaço, no qual digo: “[...] o peregrino não sabe nada: aonde vai dormir nem o que fará no dia seguinte; que fadiga, incerteza e insegurança são o pão do seu cotidiano; e que ele tem uma meta mas não consegue vê-la claramente. [...]”
Ao começar a me envolver, mesmo indiretamente, com a situação dos desabrigados em geral e daqueles que são vítimas de desastres naturais, esta minha visão se ampliou e, hoje, acrescento: O peregrino e os desabrigados não sabem nada: aonde vão dormir nem o que farão pra frente. Ao bater o cadeado de sua casa em estado de desabamento, ao deixá-la pra trás, quem assim o fez não está saindo para uma viagem de férias mas para uma viagem sem volta à casa que foi o seu lar. Para muitos e/ou para crianças que não estão conscientes da dimensão do desastre natural (enxurrada, terremoto etc) a mudança é como uma aventura de Sessão da Tarde na TV.
