Amor entre Almas
Sois a melodia que toca na vitrola...
Entre o canto mais lindo do rouxinol sois minha vida...
Sois amanhecer de todos os dias...
A febre que envolve seu corpo no meu braços...
Até que horas seja tarde para qualquer um...
Entre as velas do candelabro tem luz do seu olhar..
Mesmo no fogo da lamparina sinto o mel de lábios...
Devassos instantes que dizer de um rádio velho ouvia suas novelas.
Como canto do sabia fechava as portas de casa....
Via as crianças brincando com dois copos e um barbante... Se tinha fofocas como comadres das esquina...
Fogão a lenha era luxo na cidade se falava de modernidade...
De linda palavras pronunciadas com requinte...
Assim era a felicidade num estado de sonhos.
No fundo, vivemos em uma sociedade onde existe uma espécie de combate entre o mundo público das leis universais e do mercado; e o universo privado da família, dos compadres, parentes e amigos.
"A diferença entre Propósito e Missão."
De forma objetiva: a missão define aquilo que deve ser cumprido para que o propósito seja realizado.
Deixo escapar entre os dedos, a ilusão protectora de servente da vida, porque o mundo deseja a cordialidade, quando a crise se agudiza.
Respiro entre o sopro das tuas forças nasais e fortifico a minha vivência, mesmo quando não estás por perto.
A diferença entre sofrimento humano e sofrimento animal é esta. O bichinho sofre e não tem a menor idéia do porquê. E nós podemos (na medida em que podemos), dentro da própria experiência do sofrimento, tirar uma imagem da nossa dignidade, de seres que têm acesso à verdade. E isto é o máximo que podemos conseguir nesta vida.
A diferença entre aquele que perde, e aquele que vence nas batalhas da vida. Está unicamente na sua resiliência, diligência e determinação diante de cada dificuldade. E não na omissão pessoal por ignorância, que o levará ao circulo vicioso dos seus próprios erro em cada situação.
Entre amigos e bens da vida....
Em muitas ocasiões optei pelo meu julgamento pessoal sobre as pessoas, situações, teorias e bens da vida.
As pessoas, possuem relacionamentos interpessoais positivos e negativos, dependendo de com quem se relacionam. Já houve oportunidades de estar sentada entre duas pessoas dissonantes. Acreditem, essas pessoas, eram minhas amigas intensamente.
Um dia de domingo, na porta da casa de um parente comum a nós três, um deles queixou-se sobre o outro.
[A queixa], a queixa que me fazia era voraz, de uma dureza tremenda. O grande problema, é que percebi, que partiu de um "diz que me diz". Algo mais ou menos assim " uma delas teria participado de uma festa na residência na casa de seu anti-afeto e o outro queixou-se um parente por afinidade do primeiro que ele foi e não levou a cerveja, que era além de tudo "mão de vaca".
A minha pessoa amiga vociferava, em sua própria razão, que levou as cervejas, mas que a outra pessoa não viu, pois não tratou com a outra, pois não se falavam. [ALGUÉM ESCUTOU]
Algumas pessoas escutaram, o que possivelmente foi uma autodefesa, pois não foi uma conversa em sigilo, foi um desabafo e uma justificativa pública.
Passados alguns dias.... A parte contrária, me perguntava de maneira sútil, se houvera aquela conversa, e eu respondi que sim! Um sim exclamativo!
E em seguida reputei, jamais vou levar para você qualquer desalinho raivoso que tenha partido entre vocês e vice-versa. Querendo ou não, eu gosto de ambos de maneira indistinta, e a minha responsabilidade afetiva, era ouvir, entender, calar-me e esquecer. Outrora, havendo a oportunidade de acertar as arestas diante de um mal entendido, eu o faria.
No entanto, o mundo não é composto apenas de pessoas responsáveis e conscientes. Questionaram a ambos, por qual motivo eu calei-me diante de ambos. Nem remediei perante a ele e nem levei a situação a ela. Pergunto: Qual seria a postura mais adequada?
A melhor postura, seria deixar ele terminar de falar e levar a ela?
Acredito, que a fidelidade possui os limites impostos pela lealdade e do bom-senso. Caso, eu tivesse optado por levar a informação, ela não seria fidedigna, teria uma versão minha ser e haveria ruídos. Consequentemente, haveria uma baixaria generalizada, e possivelmente eu seria a mola mestra dessa confusão.
O emissor de uma comunicação, ele dá a sua parcialidade aos fatos. Não existe imparcialidade informacional. Toda vez que contamos uma história, ela tem nossos olhares e perspectivas, assim, ainda que eu amenizasse e racionalizasse o estrago poderia ser fatal.
Quem nunca escutou sobre os efeitos nocivos de uma fofoca ou de uma fake News?
Naquela situação, optei por um julgamento racional dos fatos, deduzi que o informante dele -queria assunto e saber sobre a festa, jogou uma isca e causou uma confusão. Já informante dela jogou uma isca podre, para saber a resenha e de quebra queimar meu filme.
O que eu fiz, como eu não ouvi todos os lados. E já não me comunicava com ambos há um tempo, dei a ambos o meu direito ao silêncio. Contudo, mediante aos atos detrativos, quando da arguição dela, disse que melhor seria uma conversa franca e sem ressentimentos, ao outro, fui curta e grossa: Da mesma maneira que não levo a ele o que você desabafa, não levo dele para você.
Não é uma dúvida shakespeariana: Contar ou não contar, eis a questão?
É NATURAL: Dois ouvidos para escutar e uma boca para falar. A matemática diz: Cale-se (grito).
Assim, sobre as pessoas, cheguei à conclusão de que, importa o que elas são comigo e não com os outros. Acerca das situações, apenas, vivenciando-as para emitir um juízo pessoal de valor. Os produtos compro conforme meu gosto e paladar, afinal, já cantava chorão “Nem tudo lhe cai bem. É um risco que se assume. O bom é não iludir ninguém”.
E sobre o enredo crônico narrado, sigo com o poeta citado acima: “As vezes faço o que quero, e às vezes faço o que tenho que fazer”. Julguem-me, porém, com razão e parcimônia.
Entre falar mal ou falar a verdade,prefira falar sempre a verdade,doa a quem doer,você tem que ser verdadeiro caso contrário vai causar um mal entendido, se não for verdade não fale...
as árvores que oferecem os ramos às criaturas nascidas entre o sol que raia neles, transformam a natureza ainda mais bela, como se fosse um poema d' amor, apagado de palavras, mas rico de chilreios....
Lábios de sonho
Há poucos dias te vi, permanecestes
presente em mim.
Tudo entre nós recomeçou a fluir mais
solto, estavas mais feliz.
Nos falávamos pelas manhãs, contavas
os teus receios, e eu os teus desejos.
Senti então que mais franca estavas,
as conversas iam se modificando.
A cada segundo uma revelação eu ouvia.
Não sei se fostes clara demais, ou se
amar te assusta.
Então, te escondestes entre as montanhas,
que cercam teu ninho.
Pela manhã não aparecestes, senti falta,
voltei a ser sózinho.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
TRÁS-OS-MONTES
Entre o calor infernal
E a geada invernal
De abandono e saudade
Nos copos de vinho bebidos
Com a alheira na brasa
Doí a indiferença em desagrado
Neste caminhos feito pelas pedras
Que vou pisando neste reino maravilhoso
Converso comigo,
não tem ninguém aqui,
não sobrou ninguém,
estou sozinho entre
a luz que é você e
o oposto que sou eu.
Queria que você estivesse aqui,
iluminando o ambiente
com teu sorriso,
clareando meus olhos
com os teus olhos verdes,
me deixando alto
com teus lábios.
Uma coisa que ninguém nos falou, baby
como seria e quanto tempo ainda nos resta,
nos encontramos como amantes solitários
em busca de amor,
esperamos pelo futuro com um pingo
de esperança que no caminho
ele nos encontre.
Eu me atiro de cabeça no rio,
por suas correntezas você me guia,
eu me atiro de cabeça e mais uma
vez estou afundando,
no que?
Minha esperança é te encontrar
no final, antes de encontrar
o fundo.
A natureza em festa.
De janeiro em janeiro entre o verde e brigadeiro sem som de orquestra sinfônica observo a natureza em festa ouço canto das maritacas sabiá na laranjeira, canário da terra, tico tico, pássaro preto, azulão, no meio do dia ouço cachorro latir caçando prea mateiro vejo lagarto saindo da toca o piá em cima da goiabeira no galho do eucalipto um balanço de improviso alegra o dia da gurizada sem celulares x-box internet as criancadas conhecem o lado bom da vida desfrutam do pé de jabuticabeira, graviola, gabiroba, laranjeira ,coco, cereja, pessego, bananeira no cair do relento fim da tardezinha refrescar o corpo com saltos na represa em um passe mágica tudo se transforma ao lado da fogueira cantigas contos até os espíritos se manifestam na copa do eucalipto um galho verde se quebra sem explicação dando brecha para imaginação na roda de amigos uma estória pede passagem a cada novo conto um mais assustador que o outro já nas margem da represa vejo a lua beijar e dar brilho deixando o espelho d'agua todo dourado no zum zum dos pernilongos, mutucas, vaga-lume, no silêncio da noite uma briga boa no molinete, pesco tucunaré, corvina, barbado, dourado o ar fresco e a diversidade faz relembrar minha infância vejo as galhos das árvores em sintonia com o vento como é maravilhoso ver a natureza em plena transformação...
Gilson de faria
05/01/2021
Dos poderes públicos não há que esperar entre nós reformas que atinjam os perigos sociais; é da propaganda dos médicos, que poderá resultar algum proveito para o grupo humano.
Vacinas estragar…
Não consigo entender a um vacinar;
Entre nós quem já esteve infectado;
Devido a tal estar imunizado!
Não consigo entender esse estragar.
Não consigo entender um tão falhar;
Por parte de quem as tais administra;
Por ordens da competente ministra;
Que temos à saúde a administrar!
Porque andarmos por cá a estragar tais;
Por erro político é um feito;
Que muito caro a nós irá ficar!...
Por tanto vacinar inda faltar;
Logo ser grande a falta de respeito;
Havida em esses pobres animais.
Com uma profunda pena dos tais;
O vento
Navegando no infinito
Disperso entre 7 mares
Guio meu singelo barco a vela
Rumo a um destino desconhecido
Qualquer que seja, só o vento importa,
E junto, o peso em que si carrega
Ouvinte de tantas histórias
Guardião de tantas memórias
Declarações de amor
Gritos de dor
Se acumulando em mesmo canto
Mesmo conto
Mesmo ar, mar
E nesse instante
Sua força é tanta
Sua intensidade espanta
E em sua constante frieza pergunto:
É possível existir tamanho sofrimento
Pra ter atormentado tanto meu querido vento?
