Amor entre Almas
E o sol, mais uma vez, invade minha vida... Força seus raios entre as frestas das portas e janelas, me pega de jeito e sai acariciando minha pele, esquentando e, malandramente, depois de aquecer tudo, convida pra sonhar ... Mas, eu entendi, eu sei...Foi diferente, foi por ela! É só pra lembrar que, agindo sempre assim, eu nunca vou me esquecer dela! ☀
-Apenas, uma questão de escolha!
Tenho valores não exercitados entre os próximos.
Tenho sonhos ridicularizados e ironizados e descobri, com certa amargura e tristeza, que eles não sabem sonhar, voar; pelo menos da forma que faz bem, que nos leva a uma constante e gostosa viagem no tempo buscando resgatar, sempre que necessário, a criança cheia de delícias que deixamos pra trás!
Só uma dica: citar uma frase entre aspas sem citar o autor, não te livra de processos por plágio ou roubo de propriedade intelectual.
Vou segurando o tempo entre as mãos
Respiro lentamente... e canto todas as canções que vivi
Porque a vida nada mais é que um punhado de canções
Umas que riem e outras que choram!
DIVISÓRIA
A madrugada representa para mim, a divisória entre o desgaste do que se passou e o preparo, a reposição de energias que temos que ter para esperar sempre o que está por vir... Igualzinha a leitura de um livro: viramos, repetidamente, as páginas mas o conteúdo seguinte é sempre uma surpresa!
Sempre assim: um círculo vicioso mas jamais com momentos iguais!
Anoiteceu
Agora minha conversa
É entre a Lua e Eu.
Vai lá querida Lua
Diz a ele que estou aqui à sua espera
Que meu tempo é curto
E que eu o desejo muito.
Vai Lua! Anda depressa !
Não deixe que nenhuma outra abrace seus olhos,
toque em seus lábios
e beije o seu lindo sorriso.
Falta pouco pra eu enlouquecer sem o seu amor .
Corre Lua!
Diz a ele também
Que estou ansiosa pra vê-lo
Nem que seja pela última vez!
Só dessa vez!
Dizem que a vida é viver sempre em equilíbrio entre o bom e mal, mas eu não sou trapezista, quero viver no extremo da felicidade e do prazer!
Sergio Fornasari
A voz do silêncio...
O silêncio na voz...
Amargo se é ausência de nós
Entre lágrimas que torturam
Rasgam por dentro o sentir
A voz do silêncio...
Acetinado o afago de sons
por palavras que murmuram
entre si, suaves pétalas de fogo
Nada.
Entre o vazio do nada
e quem está cheio de tudo,
encontra-se uma ambiguidade.
Em um nada de nada, tem algo,
em um cheio de tudo, há também o nada.
E se o nada anula o tudo, o cheio de tudo é farsa.
Quando algo está no nada, não há o nada.
E quem é o nada que nada fala?
Quem nada fala, não é esperto.
E quem tudo fala, fala nada.
Ao falar tudo, encontra-se o nada,
e basta apenas um sinal negativo para criar a força contrária.
E com nada, faz-se uma bagunça.
O que prova que precisamos, somente,
de nada. E quem somos nós?
Nada.
Ele:
E foi assim, no sorriso fácil entre nossas conversas melífluas, que você encantou quem a observava...
Ela:
E foi assim, na leitura de um livro, que você encantou quem o observava...
Irmãos! irmãos! amemo-nos! é a hora...
É de noite que os tristes se procuram,
E paz e união entre si juram...
A distância entre verdadeiros amigos jamais existirá. Eles sempre estarão unidos em pensamento. Se sentires a brisa tocar em sua face, são os meus lábios tocando em seu rosto, pois o amor e carinho que tenho por você meu amigo é eterno e verdadeiro !
"Viagem irreal"
No tempo sem fim, sem inicio e sem meio;
as batatas brotavam entre nuvens carregadas,
os crocodilos andam de aviões movidos a lenha,
o zumbi ultrapassava paredes vaporosas e as cigarras
na frente do espelho enfeitavam-se para a nupcia mortal,
crianças brincavam de papai e mamãe sem engolir a hóstia sagrada;
hóstia sagrada não se engole mesmo,
caixões ocos levando outros caixões ocos dentro de outros caixões ocos,
sem alças e sem pregos,
fumaça com as cores do arco-iris evaporavam-se de chaminés subterrâneas e seguiam ao encontro de pessoas carentes, ardentes de amor,
um metro de esperança ainda pulsa nas entranhas do ser vivente, que insiste em manter-se vivo, mesmo que suas forças tenham sido acorrentadas e marcadas com ferro de propriedade privada,
e do solo brotam raízes quadradas, que levada ao quociente, não chegam a um denominador comum perfeito,
mentes pagãs que mentem numa insistente tentativa de alterar a já escrita registrada na página amarela do dicionário linguístico;
o ultimo tiro, a ultima bala risca o espaço entre o cano e o alvo em preto e branco em forma de surrealismo pintado por Miró,
A faca encravada no coração transforma a dor em profundo suspiro.
Adeus dia, adeus noite, adeus elementos da natureza pulsante.
Não há cambista, nem bilheteria. Não há ticket, nem passaporte. O Céu é de graça e pela graça. Entretanto, falsos bilhetes estão sendo vendidos pelo mundo. Não caia nessa armadilha. Seja esperto. Não tente comprar aquilo que já está sobre o tapete da sua porta. Ouça o toque da campainha. Batidas incessantes desejam entregar-lhe a encomenda. Não passe horas, espiando pelo olho mágico. Abra a porta. Receba o presente. Abrace o Entregador (que vale mais do que a própria entrega).
