Amor e Morte
O verdadeiro amor tem o final mais incrível, não porque a morte separa a alma da carne, mas por que temos a oportunidade de uma existência repleta de momentos humanizados, afinal a morte sempre foi inevitável, mas o medo em vida sempre foi conhecido como covardia; E covardes nunca vão compreender o amor, pois amar além de si é nosso maior ato de coragem em vida.
(...)O poeta é tão forte que ele escreve sobre a dor,a alegria,o amor,a morte,o medo,o vazio e a solidão que em seu mundo vaga. - Pois ele é a verdade e a mentira escrita que nem mesmo o tempo apaga!
As palavras ganham vida, quando falamos elas na força e no poder do amor. Mas, produzem a morte, quando falamos e manifestamos diáriamente toda a nuance do nosso interior corrompido pela maldade.
Nós não temos poder sobre a vida ou a morte. Diante de tanta sabedoria, tanta beleza, tanto amor, não é seguro confiar? Eu confio profundamente na vida. Procuro sempre agir em união com ela. Daí vem toda a minha força. (...) Sinto-me de bem com a vida. Compreender como as coisas são, jogar fora as ilusões, traz mesmo alívio e paz.
Enquanto o meu Senhor Jesus Cristo, se deu à morte, por amor aos outros. Muitos em nome de um deus, matam os outros. Jesus Cristo ama e amou aos outros, os do "partido de Deus", matam os outros. Jesus Cristo ama toda a humanidade, salvando-a da morte. Ele não matou mas morreu por os outros. Ele não se suicidou, deixou-se morrer, tão somente porque muito amou.
Que medida seja o amor a ceder a alguém antes que a inconformidade ocasione uma morte intencional a alguém..
Entre o amor e a morte, tenho medo do amor pós Jesus ensinou que o amor e eterno e quando não correspondido deixa marcas eternas, a morte é apenas um sono profundo.
As pessoas costumam dizer que ninguém morre de amor,mais também não dizem o quão perto da morte podemos chegar.
É como sonhar acordado... Se eu escrevesse sobre o nascer e o pôr do sol, sobre o amor e a morte, sobre toda a imensidão da dor e da alegria, isso faria de mim um poeta?
Não, não quero suas flores, não desejo seus aplausos, nem seu reconhecimento. Tudo me parece tão desconexo e tenro nesta manhã. Mas ainda assim não desejo suas flores, e não tente cruzar esta linha, pois você já a cruzou antes, já cruzou várias vezes.
Não, não me faça chorar, não nesta manhã tão solitária, é como se eu houvesse perdido minha juventude e, não, você não entenderia. E por favor, também não me faça sorrir, deixe-me apenas em total apatia.
Não me veras mergulhar nesta manhã nem em euforia, nem em agonia. Apenas leve-as daqui, suas flores, elas me lembram de como perdi parte de minha juventude. São memórias, são flashs inconsistentes, lembranças de um tempo melancólico.
Isto pode ser uma revelação à luz da manhã, bem como isto pode ser uma maldição de um longo período noturno. São muitos invernos, são sementes que nunca desabrocharam, são anos que se perderam em meio a imensidão de noites muito longas e dias muito curtos.
Às vezes vejo que ainda estou preso, nesses dias tão vazios, nessas melancólicas manhãs que trazem todo um vazio que gostaria de apagar, ou não sei ao certo, se gostaria de apagar ou ressignificar, enquanto isso sigo escrevendo...
Talvez algum dia aceite suas flores, mas este dia não será hoje. Se esse dia chegar, será um dia como hoje, uma manhã, onde tudo estará igual, mas tudo estará tão diferente, será um novo nascer do sol, que dissipa e ressignifica todo o vazio de tudo aquilo que não posso alterar, trazendo um sabor completamente novo, ao mesmo tempo antigo, com o velho gosto de minha doce infância, e um frescor gostoso de uma nova juventude.
Pode ser que nesse dia seja tarde demais, tarde para agradecer os aplausos, tarde para sentir todo seu reconhecimento e mais tarde ainda para aceitar suas flores, é o preço que terei que pagar, por ter me mantido durante tanto tempo preso a esses tempos mortos, é o preço que tenho pagado...
São as flores que trazem tristezas, os anos de dor e os dias de glória, são as lágrimas e os sorrisos daquele que escreve, sobre um tempo que se foi, sobre um tempo que ficou aqui e agora. Apenas não me peça para prometer nada, apenas não me peça qualquer coisa que exija sacrificar mais do que já sacrifiquei, apenas deixe-me aqui a sonhar acordado nesta manhã.
O que eu quero
mesmo é um
AMOR, pra ser
A MORada da minha
paz, ver A MORte da solidão AMORtecer
a dor do peito e livrar
A MORdaça que inibe o grito: Quero Amar!!
É, o AMOR cabe em qualquer lugar!
Sombras do passado
Aos dezesseis anos, um amor profundo,
Roubado pela morte, um destino cruel.
Perdi a fé, o amor, a confiança,
Me larguei no mundo, sem direção.
Me tornei o que odiei, um assassino fardado,
Largado pela corporação, sem apoio.
Encontrei-me na saúde mental, um refúgio,
Onde vozes, ansiedade, e carinho, eram o remédio.
Pensei que me curei, mas errei novamente,
Confiei em amigos, que se tornaram inimigos.
No enterro, palavras de ódio, um aviso,
"O próximo será você", a dor retornou.
Erros se acumulam, a terapia me chama,
Choro, esvazio, mas a dor permanece.
Em um coração quase curado, a sensação,
De falta de pertencimento, uma ferida que não cicatriza.
A dor assombra, um fantasma do passado,
Um lembrete de erros, de amor e perda.
Mas ainda há esperança, uma luz no fim,
Um caminho para a cura, um novo começo.
"O que separa a vida da morte, o amor do ódio e a paz da guerra são palavras ditas sem entendimento e discernimento. Por isso, devemos ser sábios e prudentes para não perdermos o que construímos com a imprudência de nossas palavras."
O desejo é fadado à morte,
o amor é destinado à vida.
Satisfazer um desejo é matá-lo,
amar é, simplesmente, viver.
