Amor Antigo
Migalhas de Amor
E hoje vivo so por mim
De um sonho antigo desisti
De ser de alguém de ter alguém
De dividir o amor.
Eu dei o céu, o mar eu dei
E todo amor entreguei,
Só o que eu pedi para mim foi atenção.
Não quero mais viver assim
Não quero viver das migalhas do chão,
Hoje aprendi que o melhor amor,
É o meu por mim.
Acredito estar certa pois ninguem,
Sabe dar o valor que a gente tem,
Então pense nisso:
Pense em você, ame você.
Tão corriqueiro, quanto antigo, é o
Golpe da barriga pra segurar "marido".
Amor?
- Não, querida.
É caso típico em que
Filho é macumba.
O homem ficou amarrado.
Entendeu, agora, o porque ele bebe?
Ele bebe pra não ter você.
Chora.
Choram todos , na Vara de família ,
A falta de lealdade, desde o início.
O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de presença. Nada exige nem pede. Nada espera, mas do destino vão nega a sentença. O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de beleza...
Sou um antigo romântico no corpo de um homem jovem, que nasceu em um tempo onde o amor é uma dúvida cruel que amarga o coração de quem o fecha por medo de amar.
Um amor antigo ficou longe, foi como um barquinho ganhando o mar a fora, e eu sentado na beira da praia amarrado pelo meu orgulho observando esse barquinho ir embora.... Um dia esse barquinho voltou, e disse que queria que eu embarcasse no seu amor, me afirmou que apesar de tudo nunca conseguiu me esquecer, e isso despertou em mim um amor que me deixou cego diante das jangadas na beira da praia. Não pensei duas vezes e embarquei nesse amor.
Eu quero morar num farol,
amor antigo esse meu,
curiosidade que aflora a imaginação,
diante da imponência próxima,
da pequenez distante,
do medo.
Eu quero morar num farol,
lá deve ter o mais belo pôr-do-sol,
e o melhor espetáculo do anoitecer,
lá as ondas quebram agressiva e carinhosamente
sobre as pedras,
como se as tentasse tirar do caminho
pedindo permissão.
Eu quero morar num farol,
lá tem mar e luz,
eu quero ver o sol e a lua,
de cima do farol.
Eu quero morar num farol,
isolada de tudo,
com histórias pra contar
dos temores e mistérios
daquele grandioso mar.
Eu quero morar num farol,
e cessar essa tristeza,
que vem me acompanhando
e sem querer tira a beleza
De tudo que eu já vi.
A minha falta e sem nexo, ordinária sem sentido.
A falta de um amor perdido, amor antigo
Falta do errado, falta de algo meio complicado.
Falta de uma nova vida, da vida.
A falta de amores platônicos
do medo do engano, a minha falta é ordinária.
Não tem nome, não tem vida, ainda a ser titulada.
O antigo se renova no agora, pelo amor da intuição, do bem que fica, em todas às horas.
Livrai nós das (cúpulas)
Novo amor antigo
Imagem de amor antigo.
De novo volto a sentir o teu carinho,
bem perto, bem ardente.
Imaginei que os corações mudassem,
todavia o teu em nada mudou, os anos
passaram, longe ficamos, mas as coisas
do coração voltam, e vejo que és a mesma.
Nada em ti modificou.
Perto estando, nos sentindo mais, retornamos
a ambicionar o amor de ontem.
Volta o devaneio, o impacto do xodó
de antigamente.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Dias atrás me peguei pensando sobre um amor antigo. A dúvida foi "será que podemos chamar de amor?" talvez chamo de ignorância até o momento que resolvi esquecer todos os momentos bons e levar até o ponto do caos. Talvez eu apenas decidi que fosse apenas um caso, parecia eterno e duradouro. Realmente quis acreditar que aquilo seria para sempre como esperamos de qualquer sentimento bom e que nos conforta. Será que a cada amor que vai aparecer irei ter o pensamento de "aquilo não era amor, era cilada" cilada boa que se transformou na ruína. Não nasci para esse negócio de que encontramos um amor em cada esquina. Espero que esse seja aquele transformador, que inesperadamente eu me apaixone todos os dias, e que de forma delicada, eu venha até aqui para mostrar que amores não são como flores.
Tempos idos.
Amor antigo que tão perto está.
Te sinto de há muito, te vejo em
salões.
FLores em teu cabelo sempre há.
Que época é essa em que sempre
estamos.
O teu sorriso não muda, em meu
pensamento.
Agora surges, és tu eu sei.
Mas como provar que o és?
Como mostrar que a dama de flores no
cabelo dos meus sonhos, és tu.
Mistérios da vida, ao longo de anos,
e de séculos já vivídos.
Voltamos, e no amor antigo tido, eu
vejo agora que junto nesta volta estás.
Vives, outra vida, que não aquela que
tínhamos, mas a intuição mostra que
continuamos a nos amar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Um amor implícito, um amor antigo, um amor insano e sofrido...
aqui estou eu, trancado no meu quarto, escrevendo para esquecer a solidão,
estou tomando um café amargo, para combinar com essa lassidão.
Dizem que sofrer faz parte da vida, dizem que nos fazem crescer... E acabo ficando mais forte sem perceber. Queria ainda ser pequeno, com uma mente plena, queria não ter um coração partido, em um lugar onde não tem curativo, queria não ter esses anseios, queria ouvir músicas antigas e não pensar em alguém, esses são os meus desejos!
Na noite de verão, olho pela varanda o céu estrelado...
Meu coração é como esta constelação, ele brilha, mas acaba perdendo a razão...
Assim como o antigo amor trouxe para perto as tais lágrimas do mundo, um novo pode leva-las pra bem longe, talvez seja assim com os sorrisos também.
