Agora
MULHER PÃO
Tudo o que é mulher me fascina.
Pobre amante que fui na rota ida,
Assaltam-me agora ilusões à partida
Como se fosse o pão da vida,
Tornado alimento único desta sina.
Porque professo tão incerta doutrina?
Quero apenas e tão breve confessar
Que se não houvesse mulheres de amar
Na verdadeira entrega de par em par,
Eu teria já morrido à fome na rotina.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 25-01-2023)
LEVANTAI-VOS
Erguei-vos, ó almas massacradas idas,
Levantai-vos agora de mastro erguido
Como o pau das caravelas das investidas
Que vos roubaram a liberdade sem sentido.
Que heróis seriam agora os matadores,
Homens sem estrada,
Sem rumo,
De uma bravura louca, exacerbada?
Apenas peças de xadrez seis,
Dos reis e gentes de outras greis,
Em aventuras mesquinhas
Na mesa jogadas ao acaso
Decidido o abate no xeque-mate,
Dos negros, índios e raças de outros sóis
Idas brancas, tostadas e mongóis.
E assim , pergunta um poeta ao mundo:
Será que o descobrir é mais profundo
Que achar por sorte das encruzilhadas
Terras havidas, nascidas e já achadas?
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-02-2023)
VAZANTE
O rio.
O Douro.
O meu tesouro.
Está agora
E por hora,
Na vazante.
Nem se nota por instante,
Na ribeira
Desta praça primeira
De gritos
E de apitos
Aflitos,
Nas gargantas
De tantos pregões
Das mulheres de colhões.
De flores vindas do horto
À falta de melhores
Neste granítico Porto
De abrigo
Que dá castigo
Para quem não torcer
Como eu torço
Com a couve do meu troço.
(Carlos De Castro in Há Um Livro Por Escrever, em 22-03-2023)
PRAIA DA NOSTALGIA
Só te vejo agora pelas tecnologias
Que me mostram marés cheias
E outras tantas coisas vazias
Num vazio tão triste de ideias.
Corpos pequeninos na praia distante,
Que já foi só nossa nas noites frias
De gente comigo, na areia escaldante.
Que saudades quando nela eu indo
Na cíclica maré da baixa-mar,
Tanta areia havia para levantar
Milhões de castelos para albergar
Os amantes dos amores proibidos.
Agora, após longos anos idos,
Ainda te amo, mas de forma estranha,
Praia de areia do mar dos meus sentidos,
Eras a menina dos olhos meus,
Quando a tua beleza era tão tamanha
Que até um dia foste pintada por Deus.
(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever)
OUTONO SEM COR
Dantes, eram cores e terra em sono.
Eram paletas de inebriar no outono.
Agora, não sei porquê,
Ele já não pinta nem dorme
Nem come com fome.
Será que ele vê
O mundo mais estarrecido,
Que já nem folhas deixa no chão,
Quase todas tombadas no verão?
Que outono este, tão distraído…
E eu que queria tanto pintar
Talvez mais até borrar
Uma tela,
Simples, singela,
Com cores mágicas de encantar.
A minha musa inspiradora
Do outono multicor,
Sumiu-se farta da pose,
Nervosa pela neurose
Do mau pintor
Plebeu,
Que sou eu.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 26-09-2023)
O VENTO A ÁRVORE E A CASA
Tarde de sábado.
A depressão do tempo castigava.
Agora, chamam depressão
Ao tempo mau que faz.
Porque não!?...
Mas o vento é sempre rapaz
E as árvores também femininas
Quanto velhas mais meninas.
Com a diferença que o vento
Tem agora mais lamento
E as árvores amém,
Nestas tardes sem ninguém.
O vento soprava,
A árvore balançava
Sobre a humilde casa.
Era aí que ele habitava,
Um homem pobre,
De rosto nobre.
Invocou os deuses dos ventos
E dos contratempos
A ver se a borrasca amainava.
Qual quê!?...
O vento insistiu,
A árvore caiu
E a casa humilde ruiu.
E ele deixou de acreditar
Nos deuses dos ventos
E contratempos.
Abriu os braços e pôs-se a voar.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 29-10-2023)
NATAL DA REVOLUÇÃO
Natal. Que revolução
Vai dentro de mim, agora:
Porque não veio o nevão
Da neve cinzenta de outrora?
Falo pelo país de mim,
Gente pobre e tão feliz,
De ser pobre e mesmo assim,
Numa esperança sem raiz.
Mesmo sem o tal nevão,
Do frio da nostalgia,
Eu prefiro ser chorão,
Que profeta da idolatria.
Haverá Natal de conceito
Sem aquela representação
Dum presépio tosco e feito,
Pela minha própria mão?
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 09-12-2023)
DEFECAÇÕES DE OUTRORA E DE AGORA
Eu era um poeta
Pateta
Sem saber
Como defecar a poesia.
Agora, que julgo saber,
Escrevo sem ser poeta
Só de ver e ler
Como escrevem a poesia,
Defecada,
Com cheiro
Por inteiro,
A nada.
Salvam-se alguns da fornada.
Quase como fúnebre elegia,
A mim, só me apetece dizer:
Ó arte da fantasia
Do pensar e escrever,
Minha irmã poesia,
Diz-me: se és tudo, ou nada!
(Carlos de Castro, in Há um Livro Triste Por Escrever, em 23-09-2024)
MISTÉRIOS DE VIDAS
Só agora soube, soube mesmo agora -
Não ser o tal - o outro, quando nasci;
Enganei a mãe e meu pai pela vida fora,
Face à razão de uma vida que já vivi
E desta outra minha que tão triste chora
Por aquela já passada que nunca senti.
(Carlos De Castro, In Há um Livro Triste Por Escrever, em 15-05-2025)
Quando você se der conta de como a vida é passageira, entenderá o motivo do "agora" se chamar "presente".
Você errou e errou novamente
nunca será tardeeagora
você já aprendeu o caminho
tenha força e humildade
que tudo vai dar certo
,,,Eu quero plantar contigo agora o amor
Quero ver nascer nossa canção Nagô
Borboleta que pousou na esperança
Cantando o amor, colhendo a flor
Provando o sabor, égua do calor,,,
Se você se esqueceu
É porque não é importante!
Se você não correspondeu
Retiro-me de agora em diante!
Não consigo mais ver a luz
No que vinha do fim do túnel
Agora escuridão me conduz
Sigo tateando a esperança
O mundo está um caos
Há falta de agua como de amor
O ar poluído fede
E as toda criatura está em dores
Homem animal racional
Trouxeste a escuridão
Ser humano desumano
Destrói sua própria espécie
Predador destruidor e inconsequente.
Não percebe que irá se autodestruir?
Por que tem uma mente doente
Só resta uma esperança
Que venha por nós,
Um ser superior,
Deus!
Quando nossos caminhos se cruzarem, então é porque ao atalhos que pegamos se unem agora somente em uma direção a Deus, provando que as doutrinas que escolhemos estavam certas quando apontaram esses caminhos
Agora voltamos a viver.
Acabaram as estrelinhas, elas viraram estrela-cadente e voltaram aos seus corpos originais!
E agora uma poesia rs..
Ela não dorme pq a bagunça q ela é causa inquietação na alma rs..
Na verdade problemas além disso tb ahaha
Mas ela sonha e sonha acordada
Que um dia o amor a encontre e a aceite com toda sua bagunça interior mas que queira entrar e ajuda la organizar
Que vele seu sono nem q seja por um momento
Que a abrace com intensidade
E que as despedidas nunca sejam um adeus
Que seus traumas sejam lembranças passadas e tão longe de serem lembradas
Que a Felicidade seja uma morada constante.
Na vida não temos garantias de nada, por isso, viva o hoje ,o agora com toda força e alegria do seu coração!
Enfim, viva a vida, o agora, o presente, deixe o passado para trás,guarde as doces lembranças,o futuro dependerá unicamente das nossas escolhas feitas hoje!
