Abro a Janela
RENASCER
De João Batista do Lago
Ao abrir a janela
o velho jardineiro desfaleceu:
o jardim fora assaltado
as flores e as rosas eram murchas,
sem vida e esquálidas.
Os olhos do velho jardineiro,
cansados, choraram a dor do mundo:
nenhuma flor, sequer uma rosa
para beijar; nem mesmo um só buquê para dar.
O cheiro da rosa, e da flor, ficaram apenas na memória.
[…]
Antes que o dia finde,
o velho jardineiro tornará à luta;
e mesmo com olhos marejados
e com mãos calejadas
renascerá flores e rosas: toda vida sorrirá.
Hoje a chuva não caiu
A cor do céu se abriu
Desde que abri minha janela e reparei com cautela
Os fins de tarde mais demorados
Os sorrisos mais largos
O dia mais longo que o esperado
E eu fã desse céu pouco alaranjado
Onde a lua se destacou com toda a sua cor.
Hoje ao abrir a janela, contemplei com certo espanto a aurora em luz e cores e, foi nesse instante tão cheio de magia que um raio do sol me tocou e refletiu em meus olhos cheios de beleza, o amanhecer de um novo dia.
Lembrar de você é como abrir uma janela em meu quarto voltada para um campo florido, onde as flores exalam os mais preciosos perfumes.
Hoje ao acordar
Abri as cortinas da janela
Vi e ouvi a chuva
Perguntei a Deus
Se estava chorando
Pela minha dor
Talvez...!!!
E agradeci a Ele
Por secar minhas lágrimas
Com as suas.
Acordei cedo, abri a janela, vi os pássaros cantando, os raios de sol entre as flores se espremendo, o aroma de café no ar se dispersando e no rádio minha música favorita começava a tocar. Foi então que percebi quão afortunado eu era. A felicidade estava nas coisas simples.
abri a janela
eram 06:06 da manhã
estava nublado
mas o céu estava tão lindo
como se as nuvens estivessem com raiva
e elas só queriam chorar
~Luna
Acordei quinta de manhã
Abri a janela, sentir o vento bater em meu rosto
As folhas das árvores caiam
O sol se abria e a Luz se estendia
Quando o vento sopra forte a janela vai se abrindo,vejo uma nuvem lá no céu e a sua imagem para mim sorrindo.
Quando alcanço as estrelas é que eu te sinto aqui,o amor não tem fronteiras e mesmo distante posso te sentir.
Suas palavras são tão reais e eu eu gosto de te ter,e quero você perto de mim até o dia amanhecer…
Eu amanhecera meio triste,
Mas ao abrir a janela e me deparar
Com aquele dia escandalosamente lindo,
Corri e pedi desculpa pra Deus, afinal não foi
A primeira vez que cometi este erro por causa
Deste meu jeito tão sem jeito, por eu deixar um
Pequeno defeito dominar, domar, cegar e anular
Meus grandes acertos, efeitos e feitos bem feitos!
Guria da Poesia Gaúcha
Acordei bem antes do primeiro raio de sol...
Abri a janela... gosto de ver as casas com suas luzes semi apagadas...
Ao longe como lamparinas enfileiradas... sumindo... sumindo...
E quando olhei um pouco mais para o alto
eis que vejo a lua já tristonha se despedindo...
quase despida de cor...
mel ((*_*))
Como começar um bom dia?
Acordando sem pressa
Ouvindo uma suave melodia
Abrir a janela e sentir o calor que o sol erradia
Olhar para você e perceber que em silêncio me olhava e sorria.
A madrugada é um poeta
Que não me deixa dormir
Dorme com a janela aberta
Nem precisa abrir
Infinito mundo
Um pequeno lugar
O dia passa num segundo
A madrugada sempre passa devagar
Modificar os roteiros. Trocar as fechaduras. Abrir a janela e deixar o sol entrar. E amar, amar sobre todas as coisas.
Acordar pela manha bem cedo...
Abrir a janela, ver o céu azul intenso.
Sorrir para vida sem medo...
Tomar uma bela xicara de café e escrever em tudo o que eu penso.
Céu azul, grama verde...
Eu falo aqui do sul, clima de inverno dia lindo...
Que bom poder acordar mais uma vez nessa manha de domingo!
08:25 am
16/05/2012
"Assim como todas as manhãs, acordei com aquela imensa vontade de abrir a janela e sentir o sol bater no meu rosto. Porém, bem antes de abrir os olhos senti um calor estranho que se acomodava por todo meu corpo. Algo incomum, e que não era incômodo, pelo contrário, me aquecia, confortava. Era tão límpido, tão puro, que me impedia de ver, mas apenas sentir. Nesse momento percebi que bastava deixar ele nascer dentro de mim. Levantei, vesti-me e saí; era minha caminhada de todo dia... As mesmas pessoas, o mesmo local, e as atividades de sempre... Numa visão diferente de tudo que eu já tinha experimentado ali, comecei a ver com os olhos de um cego, ouvir com os ouvidos de um surdo, falar com a voz dos mudos... E a partir desse instante, em todos os dias os sorrisos que eu retribuía tomaram sentido também pra mim."
-Aline Lopes
A grandeza de um dia
Quão grandioso é esse sol na janela do meu quarto á brilhar, abrir os meus olhos e escutar o canto dos passaros, que vem á me despertar
Os segundos, minutos e horas vão ao longo do meu dia acompanhar. A geleira do vento vai até me desanimar.
Eh triste chegar ao inverno e ver os galhos á secar, mas sei que ao anoitecer a vitória de mais um dia viva írei conquitar.
E quando olhar aquela lua com as estrelas ao seu redor a brilhar
saberei que ao feichar os meus olhos um lindo sonho talvez eu venha alcançar!
Hoje abri a janela do meu quarto e dei de cara com um cenário diferente.
Há tempos eu não fazia isso. Há tempos que não observava esse cenário, nossa... como mudou.
As árvores cresceram.
Algumas pessoas que, antes habitavam o terreno, não estão mais lá. Está tão diferente...
Às vezes é assim: ficamos trancados nesse quarto, nesse nosso mundinho, sofrendo com dores antigas, rindo com palavras bonitas, porém vazias, enquanto lá fora tudo se transforma.
O que não havia nasce, o que nasce cresce, o que cresce muda...
Hoje percebo que não foi só esse terreno que mudou. Eu também mudei junto com ele.
Talvez eu não possa afirmar que o verde do mato que cresceu de forma grandiosa, seja a mesma quantidade de esperança que há dentro de mim.
Talvez aquele lixo acumulado no canto do quintal, seja o mesmo lixo que eu acumulo dentro de mim: sentimentos e desejos que não me fazem nem nunca me fizeram bem.
Talvez aqueles galhos de árvores que cobrem o telhado da casa, sejam os mesmos galhos que eu uso para me esconder de tomar certas decisões que precisam ser tomadas e que, por algum motivo, eu ainda não tomei.
Talvez aquele montezinho de areia e rocha que eu avistava dessa janela e que agora não está mais lá, sejam as mesmas barreiras que eu venho destruindo aqui dentro de mim.
Talvez as pessoas que foram embora da casa, sejam as mesmas que eu deixei partir enquanto estava trancado nesse quarto.
Mas talvez essas novas pessoas que, hoje passam por esse quintal, sejam as mesmas que eu estou me permitindo conhecer.
E talvez um dia, elas também irão embora, assim como as outras.
Tudo mudou. Menos a janela.
Ah, essa continua igual. É claro que a poeira foi acrescentada à moldura dela, mas ainda sim, é ela.
Tudo muda. Tudo se transforma. Tudo passa. Querendo a gente ou não.
Mas algo permanece. Sim, a janela.
Aquela janela continua lá, no mesmo lugar, às vezes, esperando apenas ser aberta. A janela das lembranças.
