Coleção pessoal de allany_rodrigues
Voltando para mim...
Ás vezes, eu parecia deslocada na minha própria vida. Eu me sentia como se nada pertencesse verdadeiramente a mim. Talvez não pertencesse mesmo. Talvez tudo não tenha passado de uma aprovação. Uma mera aprovação, para ver do que eu seria capaz de aguentar. Ou seria apenas uma aprovação para o meu caráter. A resposta para isso é complicada, pois, ela pode vir em forma de um impulso. E eu não quero isso. O que eu quero, é o que eu tenho. Eu tenho coisas instáveis, claro, por que nada na vida é estável, tudo absolutamente tudo vai mudar... É a lei da vida. Para algo nascer ou florescer, outro tem que morrer de uma forma completamente horrível, mas linda para quem olhar com cuidado. Nós só damos valor a algo na vida quando perdemos. Quando não temos mais o olhar ou o amor que tanto nos hipnotizou antes. Quando não encontramos mais nada do que nos proporcionamos aos outros, resta-nos uma só coisa. Mais nada a fazer. Por isso digo, quando perdemos alguém em nossa vida, um alguém que não sentirá tudo o que já sentiu um dia por você, saiba que não há nada à fazer. Basta-nos procurar mais a frente o sentimento que nós foram negados. Quem sabe você encontre alguém... Um alguém que te amará como eu nunca pude. À dias eu estava com essa dúvida que consumia o interior de minha mente. Como eu podia fazer tanto mal a mim mesma? Como? Como eu alimentava coisas e, paranoias que certamente não eram verdade? Como eu ERA TÃO CRUEL COM A MINHA MENTE? Talvez eu até saiba a resposta, mas nunca terei a coragem de dizer. Eu só posso dizer que, pelo bem da minha mente e da minha 'eu' me encontro em um estado de alívio. Alívio. Alívio depois de tudo o que passei. Talvez eu devesse apenas aproveitar minha vida. E usar todo os meus pensamentos e sentimentos para algo melhor. Algo melhor do que ficar eternamente me torturando em um limbo de dor e sofrimento constante.
Espero que você
tenha os porquês
da sua vida respondidos.
Por que a minha vida,
está afundada em um poço tão fundo
que não é capaz de ver os raios do sol.
Quanto mais, para responder perguntas
sem solução...
Prisão Ventral
É meter metanfetamina na veia
e dizer adeus a quem me deseja todo o mal
Ansiedade vem, ansiedade vai
Ansiedade aperta o peito, rumina a alma
Justamente aqui, correndo daquilo
que sempre sorriu pra mim
O sonho de liberdade
é um nó na realidade
Daqui eu não saio nunca
Não vou aguentar
Já não aguento mais
Adeus, adeus, porquê, meu Deus?
Quantas vezes eu morri sem ir?
Preso no mesmo corpo cansado
sem nunca conseguir fugir
Apesar dos problemas e distrações
tudo continua o mesmo
Drogas, álcool — nada me liberta
do sofrimento eterno
que corrói a minha mente
