A Vida é uma Loucura
ACRÓSTICO À ELA
A nossa loucura aqui começa
Nós somos sempre céticos.
Dessa enorme loucura.
Roubaste Minh ‘alma
Enquanto jazia
Adormecido nessa loucura fria.
Nicola Vital
LOUCURA
Sob a cúpula, um conglomerado de pecadores bebe o sangue do perdão. Só Allonso, que não peca à vida.
Com suas leis à mão decide quem deve ou não. E, ao final da leitura, o suprassumo venda a razão ante o triunfo dos loucos.
Loucura mesmo é quando eu era pequeno toda vez que andava de carro as árvores passavam correndo por mim.
A loucura é como "o fim de um grande buraco", um grande abismo. A genialidade esta no lado de fora desse buraco ou abismo. Bom... estou travado na saída desse buraco...
Quando você se sentir no delicado abismo da loucura, lembre se que seus momentos mais tristes serão apenas isso, "momentos tristes". No fim você se levantará e cantará com vitória por não estar mais no delicado abismo da loucura. Tenha em mente que algumas coisas não podemos controlar, basta aceitar, o tempo toma conta do resto.
Diante dessa loucura que muitos chamam de solidão,
Me encontro como um violão sem afinação,
Embora sem perfeito tom, ainda sai algum som.
Por mais louco ou solitario eu seja,
Encontro nisso uma razão feliz pra viver.
Muitos consideram felicidade algo distante da infelicidade.
Assim como muitos consideram felicidade viver em pura infelicidade.
Como sempre é questão de opnião e não me importo com sua opção,
Se te faz feliz, no minimo será bom pra mim.
Desistir
Você terá muitos motivos para querer desistir, ouvira de muitos que você é loucura ou sem noção.
Mas só você sabe o que te move, o que te impulsiona e o que fez chegar onde está!
Então, não de ouvidos a aqueles que por covardia não tiveram ousadia suficiente para ser e fazer diferente.
Esteja onde estiver, use seu maior escudo, a fé! E aconteça o que acontecer faça de sua maior arma o amor.
Seja leal a seus valores e princípios, mas não seja ignorante para deixar de aprender, tão pouco um tolo que se permite submeter.
Lembre-se que o amanhã talvez nem exista, então mantenha foco no seu presente, observe os detalhes nas entrelinhas da vida, agora neste instante dentro de você seu coração está batendo enquanto os de muitos irão parar, não importa o que você esteja passando, Deus está contigo, então seja grato a tudo, porque tudo o que temos está no agora, por onde passar leve consigo a paz, e um sorriso, se mesmo assim ainda houver em ti aquele no na garganta, o aperto no peito, pare respire fundo, ouça seu coração e oencontre a essência do verbo gratidão.
Re Pinheiro
Compreendo e praticamente cobiço a sanidade das pessoas comuns, mas meu amor maior é pela loucura do viver.
Loucura é alguém menosprezar a nossa inteligência, achando que a gente não sabe de nada, no entanto a gente até acha graça porque já sabe é de tudo.
Vontade, vaidade, ambição, loucura.
Quem nunca teve uma crise de Deus? Quem nunca quis que as coisas fossem diferentes de como elas são? Quem nunca acreditou ter a convicção e a razão das coisas? Será que é errado pensar ou agir assim?
Pois bem, em breve observação e para que possamos entender este pequeno ponto de vista que será demonstrado, peço que façamos uma analogia simples. Veja uma criança recém-nascida, ela é pura e frágil, totalmente dependente dos cuidados dos adultos que a cercam. E esses adultos, serão responsáveis por ensinar essa criança, sobre a vida, as dificuldades e facilidades que ela irá encontrar em sua jornada.
Ora, se pegarmos um recipiente vazio e limpo e, colocarmos coisas sujas dentro dele, o que acontecerá? Da mesma forma, se colocarmos coisas limpas e puras, o que acontecerá com esse recipiente? Assim somos nós, ou seja, somos produtos das mais variadas experiências, acumuladas no cotidiano, seja através da observação, da experiência prática ou até mesmo das influências recebidas por outras pessoas.
Em muitos casos, somos meros replicadores de ideias e conceitos, que já nos foram passados em tempo de outrora. Hoje, falta ao ser humano, uma maior capacidade de analisar os fatos sem ser movido pelas paixões. E é muito difícil, principalmente no campo comportamental, dissociar emoção e a razão, ou equilibrá-las.
Quando lá no título me reportei a “vontade”, falo da vontade de produzir, falo da vontade construtiva, da vontade em realizar algo em prol do bem-estar ou do bem comum. Mas, temos que tomar cuidado para que essa vontade, que é benéfica, não se transforme em ações e/ou sentimentos maléficos.
Tentarei ilustrar com um pequeno exemplo: Imaginemos que alguém ao assistir o noticiário, seja surpreendido com uma reportagem que traz pessoas passando por extrema necessidade, e aquela reportagem sensibiliza a ele. Em razão disso, ele começa a ter a vontade de poder fazer algo para aquelas pessoas, para amenizar o sofrimento delas.
Ele inicia em seus pensamentos, um plano de ação e, neste plano idealiza várias frentes de trabalho, seja uma campanha de arrecadação, um evento beneficente, uma doação, enfim. Até aqui, sua vontade em ajudar o próximo será com certeza salutar, benéfica e digna de louros e reconhecimento. Imaginemos o sucesso dessa ação.
Tendo as ações alcançado o seu objetivo e, com a demonstração do resultado positivo às outras pessoas, virão dessas os efusivos agradecimentos e elogios. E esses despontamentos positivos com certeza lhe farão bem e lhe trarão um conforto, mas, se esses elogios lhe “subirem a cabeça”, opa, problemas virão.
É possível que em decorrência desses problemas o doador comece a se achar como uma pessoa acima das demais, devido a sua ação de beneficência e, comece a acreditar que é o salvador da pátria, um ser iluminado que mesmo diante das dificuldades existentes, salvou pessoas em um momento de dificuldade, começa a ser escravo de suas ações e, a cegueira de seu comportamento o fará se fartar de vaidade. Essa vaidade fará com que esse ser não enxergue as ações de outras pessoas, ou se caso ocorram, sempre a sua ação será a mais necessária, a mais útil, e por que não a melhor. Torna-se um ser, caritativo por fora e para os outros, mas, escravo de si mesmo, torna-se dependente do brilho e dos aplausos e inicia uma busca frenética por reconhecimento.
Essa vaidade desmedida, se mistura com a ambição. Ambição, que apesar de dar frutos, podem serem estes oriundos de uma árvore ruim. Este ser começa a buscar formas para alimentar sua vaidade, entrega-se de corpo e alma, pois tal qual um vício, já não consegue viver mais sem os elogios, muitas vezes imerecidos, mas buscados a qualquer custo.
E as ações? Mesmo que pequenas, serão por ele exaltadas, como se essas fossem capazes de mudar o mundo em que vivemos. E quando se chega a esse ponto, podemos dizer que esse ser atingiu um certo grau de loucura.
Loucura essa que tem como remédio, os afagos, sorrisos e elogios de outras pessoas, fica esse ser dependente total do reconhecimento alheio. Acredito que já tenhamos conhecido alguém que fora acometido por esse “empoderamento” e não vive sem ele, em alguns casos é o famoso ser que “não larga o osso”, “não desocupa”, “não sai da cadeira”, ou seja, o tempo passou, e ele ficou preso nas alfaias das grandes virtudes pretéritas.
Um ser dominado pela vaidade, ambição e loucura, penso que facilmente possa ter crises de Deus, se achando superior as outras pessoas, acreditando que somente suas ações são as corretas e verdadeiras e, que o caminho a ser trilhado, deve ser traçado por ele, afinal ele é o norte iluminado.
Devemos ter cuidado sempre, e se possível, policiarmos nossas atitudes, revendo como as nossas ações estão ecoando em nosso ser interior. Temos que ter a lucidez de avaliar cada sentimento e saber qual devemos deixar florescer, e qual devemos tratar como erva daninha.
Concluo dizendo que somos seres alimentados pelas nossas próprias expectativas e ambições, elas de certa forma nos conduzem pelos diversos caminhos da vida. Lembrando que todos os dias colocamos algo em nosso recipiente e, prevalecerá o que de maior quantidade tiver. O ensinamento do Nazareno ao dizer que não se deve tocar trombetas diante de ti, nos é um ensinamento prático, ou seja, não é necessário que as ações sejam declamadas e cantadas em verso e prosa por si mesmo. Se busca reconhecimento, apenas trabalhe, e o faça em silêncio, não soe as trombetas, o reconhecimento virá de forma espontânea, natural ou até mesmo divina. Se não vier, não há problema, pois afinal, você estará trabalhando em prol de algo maior do que você mesmo e, sua recompensa certamente virá.
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