A Inteligencia Nao se Mede
Nosso amor está surdo, mudo, cego e paralitico. A nossa música já não toca mais nas rádios. Eu preciso te dizer adeus, agora, e não me arrepender mais por isso. Vai ser melhor assim. E quando você cair por si, eu sei, vai me ligar nas tardes de sábado. Vai tentar mudar o que já não existe, vai tentar ser mais ou menos bom em duas semanas e voltar tudo como era antes. Sinto muito em dizer que meu tempo já acabou. Não quero saber o quanto terei que chorar, me indagar e pensar o quanto nós somos infelizes e insistimos nessa infelicidade. Eu não quero mais isso pra mim. Olha, não me liga mais. Não venha tentar colar um vaso de cristal. Já não há cura. Não há mais como cicatrizar as nossas feridas. Como tocar em cordas partidas?
Ass: aquela que buscou sua outra metade,
mas não a encontrou em você.
(Carta ao futuro ex-namorado)
Se eu falo, não me escuto. Se me olho no espelho, não reflito. Escrevo e simultaneamente recupero meus sentidos.
Eu não quero pensar na última frase que deixarei soar pelos meus lábios. Nem no último ‘’eu te amo’’ e nem na última despedida dolorosa. Nem no último olhar de ternura, muito menos última compra totalmente desnecessária que me trouxe sérios arrependimentos. Não quero pensar na última ligação, na última saída e na última coisa errada que já fiz. Não quero pensar no último adeus. E provavelmente, não quero pensar no último texto. Mas se, de fato, esse fosse meu último texto, eu iria em paz. Porque mais uma vez usei a escrita como a forma de me encontrar, sendo exatamente do jeito que eu idealizo, quando mais uma vez, me arrisco. Verdadeiramente humana. Sendo eu. Eu posso me ver. Como um espelho. Escrevo e me vejo, a partir daí, sou escrita.
(Se esse fosse o último texto)
Mas ainda, prefiro a emoção. Os sentimentos. As particularidades. Tudo que eu não posso ver e tocar, mas posso sentir. Eu gosto de um desafio. De poder imaginar, ter essa liberdade de me surpreender comigo mesma. Porque as coisas mais complexas dessa vida, eu resolvi escrevendo e quero que continue assim até o fim dos meus dias. E olha, este texto é mais ‘’um dedo de prosa’’ do que algo realmente significativo. Mas é um texto e sei que se não fosse o mistério oculto do que sinto aqui dentro, eu não conseguiria chegar nem no primeiro parágrafo.
A escrita por muitas vezes me trouxe respostas. E diferentemente do meu organismo, o meu coração continua sem imunidade. E eu até prefiro que seja assim. Porque essa falta de proteção me permite a chegar a experiências imprevisíveis e inimagináveis. Permite-me ‘’ser’’ e, sobretudo, ser escrita.
Escrever.
(Um dedo de prosa)
Avesso
Se não te tenho, enlouqueço. Se me distraio, me esqueço.
Queria saber qual é o endereço para essa felicidade que não tem preço!
Ah o apreço! É minha alma que anseia por aconchego.
E sabe que desde o começo, você me vira do avesso.
A gente não se conheceu numa balada, nem através de recadinhos de amigas. A gente não foi pra nenhuma rua escura, nem para lugares distantes pra descobrir o que é ter alguém pra amar. Ele foi ao meu encontro, e eu fui ao encontro dele. Sem nenhuma pretensão ou planejamento. Ele estava ali, o tempo todo. Morava na mesma rua que eu, mas nós nunca tínhamos nos falado. Era lindo, aliás, tinha o sorriso mais bonito que eu já vi. E ficou mais lindo ainda, depois que nos demos o nosso primeiro beijo. E hoje, depois de tantos anos, eu ainda olho para ele e procuro entender como nosso amor foi acontecer. Mesmo depois de tantos beijos dados, brigas, choros, declarações, cobranças e momentos de emoção. Eu ainda não entendo como ele passou a ser a minha metade. Então, parei de ficar me questionando sobre isso e apenas viver esse amor, sem olhar pra trás.
(O cara)
eu tento fingir que as alucinações não me assustam, mas... Bem lá no fundo, sei que estou desesperada e com medo.
ADEUS CIRCO
Se Drummond estivesse errado
Não teria ficado um pouco dele
Aqui em mim
“Às vezes um botão. Às vezes um rato”
Ficou um risinho calado
Um fato histórico
Ficou um pouco de mágica
De circo
De carnaval
Lembranças tão coloridas quanto distantes
Um pouco dos (mala)bares
Um pouco dos rituais
E juntando tanto pouco
Fica um tantinho mais.
AMOR VERDADEIRO
O amor, quando verdadeiro,
não morre dentro da gente.
O levamos quando partimos.
Ele morre com a gente.
Olhe para o lado, muitas vezes a pessoa mais importante das nossas vidas anda ali. Fazer isso não é perder seu horizonte, mas sim estendê-lo para além do longe, onde apenas o amor nos é capaz de guiar.
A religião não atrofia o cérebro, as pessoas de cérebro pequeno se escondem atrás da religião. As lei de Deus esta baseado no amor na bondade e principalmente no respeito mutuo. Mas gente que não compreende essas coisas estão em todos os lugares , mas infelizmente muitos ainda se escondem dentro da igreja.
Não invista mais no outro e menos em tí para não se mau dizer amanhã que deu tudo de si sem obter o merecido valor .
Se a vida lhe der coisas boas aproveite-as , se lhe der coisas ruins aprenda e se não lhe der nada faça ela te dar.
