Vozes
Se o silêncio silencia-me?
... Nunca
Do lado de dentro
Há retalhos e retalhos de memórias
Vozes de corpo inteiro
Ao leme
Antigas e atrevidas
Agrilhoam-me os pensamentos.
Adorável chuva
A chuva…
Lava a alma…
Leva tudo…
Quando chove ouço sons que não são vozes,
são apenas o tino que tranquiliza, me ensina a viver.
Escuto vozes me chamando para ir até o final dessa luta. Essas vozes me deixam com medo, estão me deixando louca!
Sua produção deve sempre ser alvo de avaliação exclusivamente tua e não dos demais. As vozes que ecoam no pensamento dos povos, é objeto pessoal. Os que ecoam nas palavras, é objeto do criador, não da criatura. Portanto, não o importa o que você faça, sempre haverá alguém pra depreciar o que tu produziste, pelo simples fato da incompreensão e ausência de separação, do que compete a este, ou aquele.
Aquelas vozes na minha mente voltam a me contar segredos teus,
minha renuncia te faz sofrer, meu carinho te faz sentir o peso da
culpa; não há otimismo em mim, não esta noite, ela trouce a dor,
mas eu não temo, não me ajoelho, e nenhum gemido se libertará
diante das feridas que abriste, eu não desisto de ser teu herói, o
amor não me abandonou; a força pra continuar é drenada do que
sinto, então não sou forte, forte é o amor em mim.
Ela passava, seguia sempre rumo a seu esconderijo.
Lugar claro, com muitas vozes e muitas idéias,
frequentado por muitos e de todos os tipos.
E era assim, se mostrando que ela se escondia.
Sensação de poder no mundo de força coletiva.
Ordem maior sendo derrotado por "vozes".
Medo enfraquecendo os mais "poderosos".
Realização em total desvaneios,
por aqueles do topo da cadeia dos "soberanos".
Pegamos lacunas e usamos para beneficios para o patriotismo verdadeiro.
VOZES NO DESERTO ( Diante de um Mundo Novo a ser criado... __Canto de Consolo !...) :Sempre há ( boas ) vozes soando / no deserto !... / Seus __ ecos...__ / são imortais !...
Demagogia?
As vozes dentro de mim ecoam suas falas.
Estou constantemente numa encruzilhada de decisões:
Isso ou aquilo, certo ou em vão.
Nada é eterno,
Posto que partícula nada absoluta.
Minha mente, tão pouco resoluta,
Insiste em minha indecisão.
Aprisionado por vozes de gigantes
Vou me transformando num marionete.
Apesar disso, minha consciência,
Um pêndulo suspenso em meus delírios,
Liberta o que eu respiro do espiar constante
Da autarquia de meu próprio pensar.
Não se pode dizer sim àquilo que em vão
Escorre entre os dedos para o chão.
Libertar a mente é a semente
Que plantada em campo fértil
Germina e produz frutos,
Outrora amargos,
Agora, doces.
Se a minha mente
Agora isso me aduz
Só mesmo tais palavras
São promessas
Que seduz.
Benditos os que aprenderam a ouvir desde cedo as vozes vindas de dentro...
Acredito que os maiores e verdadeiros conselhos vêm da nossa força interior, do nosso fiel e guardião coração.
Esse sim! Não falha, e se falha trás consigo grandes aprendizados!
Gemidos numa noite de domingo madrugada
Lágrimas em gotas em pingos são enxugadas
Vozes soadas com gritos em doses meio falhadas
Abraços em amigos que trazem uma palavra.
Parei de ouvir as vozes dos anjos cantando em minha cabeça...
E as borboletas não estão mais em meu estomago.
Parei de sentir aquele sentimento que me consumia
totalmente mas ainda assim me preenchia e me
fazia o ser mais feliz!
Confissões.
O escritor é um homem que se desdobra em múltiplas vozes para atender a necessidade de comunicação dos fantasmas de sua cabeça.
As histórias que ele conta podem ser meras fantasias ou sólidos desejos reprimidos.
Em geral o homem das letras é um amante da solidão e do café e está sempre sonhando com sucesso e fama.
A primeira coisa que um escritor pensa quando escreve é dialogar com os outros intelectuais, de preferência seus heróis, depois disso é que ele imagina seus leitores.
ABENÇOA TAMBÉM
Diante das vozes dos braços que te amparam na enfermidade, coopera com os instrumentos da cura, abençoando a ti mesmo.
Em qualquer desajuste orgânico não condenes o corpo.
O operário há-de amar enternecidamente a máquina que o ajuda a viver, lubrificando-lhe as peças e harmonizando-lhe os implementos, se não deseja relegá-la à inutilidade e à secura.
Abençoa teu coração. É o pêndulo infatigável, marcando-te as dores e alegrias.
Abençoa teu cérebro. É o gabinete sensível do pensamento.
Abençoa teus olhos. São companheiros devotados na execução dos compromissos que a existência te confiou.
Abençoa teu estômago. É o servo que te alimenta.
Abençoa teus pés. São apoios preciosos em que te sustentas.
Abençoa tuas faculdades genésicas. São forças da vida pelas quais recebeste no mundo o aconchego do lar e o carinho de mãe.
Eis que Deus te abençoa, a cada instante, no ar que respiras, no pão que te nutre, no remédio que refaz, na palavra que anima, no socorro que alivia, na oração que consola...
Junto das células doentes ou fatigadas, não empregues o fogo da tensão, nem o corrosivo do desespero.
Abençoa também.
