Vozes
Título: O Vazio que Ecoa.
Ouço ecos em meu peito,
não de vozes, mas do nada.
Silêncio que pesa,
um grito contido na madrugada.
Preenchi-me de ausências,
fiz do espaço meu abrigo.
Mas até o vazio tem peso,
e agora o carrego comigo.
Se há algo que se acumula,
não é presença, mas ausência.
E quanto mais tempo passa,
mais forte a sua sentença.
FORÇA E LIBERDADE
No oitavo dia de março, um grito ecoa,
De todas as vozes que a vida entoa.
Entre sombras de dor, um sol a brilhar,
A luta é constante, não podemos calar.
Violência, assédio, feminicídio, fardo pesado,
Mas na força da mulher, um mundo é mudado.
Desafios diários na jornada sem fim,
Ser livre para amar, ser quem se é, enfim.
Na correria do dia, o estresse a pesar,
Mas cada passo dado é pra se libertar.
Dona de si mesma, com coragem e amor,
A liberdade é um canto que ressoa em flor.
Lutando pela valorização do que faz e por ser,
Sem medo ou culpa, ela aprende a viver.
O risco existe? Sim! Mas não vai recuar,
Pois a essência feminina é força na luta.
Neste dia especial, vamos celebrar,
Cada mulher guerreira pronta pra lutar.
Pelas que vieram antes e as que virão depois,
Um mundo mais justo é o nosso sonho atroz.
Que a liberdade floresça em cada coração,
E que o respeito seja nossa canção.
Hoje e sempre, vamos nos unir,
Em cada passo dado, vamos persistir .
Como líder, você deve identificar e expelir as vozes que te atrapalham. Assim, você gera silêncio e admiração.
José Guaracir
"Na solitude, descobrimos que o silêncio não é ausência de vozes, mas o palco onde a alma finalmente consegue recitar seus versos mais cruciais."
Se despejo em palavras o que em mim habita, é porque calo as vozes não ditas. Da mente um rio em turbulência, na escrita encontro paz, uma providência. Escrevo para libertar, para desatar os pensamentos que ousam se amarrar. No papel, um refúgio, um abrigo, onde o peso se dissolve e sigo. Em cada traço, um suspiro de alívio,
cada palavra, um voo fugitivo.
Assim, nas linhas, encontro o meu fio,
desvendando o que em silêncio eu crio.
Nossa inspiração são vozes que ecoam, que despertam potenciais, são palavras que entoam. Sem palavras inspirações não ressoam...
Na tirania do cancelamento, vozes sufocadas clamam em vão, e reputações dilaceradas, em um mar de confusão e rancor.
Estudo
Estudamos discursos escusos que não são nossos, explorando vozes em todos os nossos cursos.
Em palavras alheias buscamos inspiração,
para enriquecer nossa própria expressão.
Cada voz, um mundo a descobrir, em um mar de conhecimento a nos unir.
Estudamos discursos de longe e de perto, cada palavra, um tesouro aberto.
Na diversidade de vozes, nossa mente se expande, novas perspectivas nosso ser alcança.
Leonardo Godoy As árvores caem em silêncio, mas o eco de suas vozes perdidas ressoa nas lágrimas da natureza, testemunhando a tragédia do desmatamento que dilacera nossa alma e devasta nosso futuro.
"Os sonhos são como vozes baixas no meio do barulho da vida. Eles não gritam, mas continuam sussurrando para quem ainda tem coragem de ouvir".
O fenômeno do cancelamento, ao silenciar vozes dissidentes, ameaça a liberdade de expressão e o progresso social, substituindo o debate democrático por uma lógica punitiva, como nos antigos julgamentos morais medievais, onde a condenação prevalecia sem espaço para diálogo.
Onde está a história do meu chão?
Nos tambores que batem, na palma da mão.
Nas vozes antigas que o vento levou,
Nos cantos do povo que o tempo calou.
Rasgaram os livros que nunca escrevemos,
Silenciaram os deuses que sempre tivemos.
Diziam que éramos sombra, sem luz, sem razão,
Mas esquecem que somos raiz do chão.
Na areia do Saara, no ouro de Mali,
Nas pedras de Zimbabué, na força de Aksum, ali,
Está a verdade que tentaram esconder,
Queimar a memória, mas não nos deter.
Escravos das mentiras, livres na essência,
Somos a história que desafia a ausência.
Mesmo roubada, reescrevemos o destino,
Com sangue, suor e o orgulho genuíno.
Onde está a história? Está nos corpos dançantes,
No ritmo dos passos, nos olhos brilhantes.
Nos griots que cantam, nas mãos que criam,
Nas lutas do ontem, nas dores que uniam.
A história da África não pode morrer,
Pois vive no povo que nunca vai ceder.
Se apagaram os textos, recontamos a canção,
A história roubada é nossa redenção.
Será que um dia , não serei mais um completo covarde?
eu sempre escuto o que as vozes dizem sem me questionar se isso é verdade.
Quando me olho no espelho me vejo no ponto de partida, sem planos, sem sonhos e sem o brilho nos olhos que antes me movia
Estou confinado em meu quarto, onde a luz do sol não pode me alcançar.
Espero que um dia alguém me acolha, mesmo sabendo que ninguém pode me ouvir se eu não gritar
Talvez eu não tenha aprendido nada com minha melhor versão já que desisti de a encontrar.
Tudo estava conforme o plano, já tive companhia, planos traçados e a força necessária para alcançar.
Quanto mais caminhava para o desfecho mas desmotivado me sentia.
Eu tive tanto anseio pela conclusão que acabei acelerando o enredo e me aproximando do fim.
Quando precisei, não fui o fruto que esperava e o que me restou foi voltar a regar a semente.
Agora tenho a experiência que procurava, mas não tenho o fervor que juventude trás para prosseguir.
Mais uma vez me vejo pelos olhos de um amor perdido, deitado na varanda da desilusão a espera de um milagre.
Apesar de acreditar em segunda chances o destino parece não acreditar em mim.
Eu não o culpo, pois já o decepcionei tantas vezes que não sou capaz de olhar para o futuro
tenho medo pois não estou completo, sinto saudade da ingenuidade que me fazia ser profundo sem que o coração se preocupasse com o que poderia dar errado
Ainda tenho esperança de que as estrelas voltaram a brilhar no teto de meu quarto escuro, mas até lá, espero que alguém queira entender o meu silêncio
Escute mais a sua intuição e menos o seu ego
No silêncio das escolhas diárias, há duas vozes que disputam espaço em nossas decisões: a intuição, que sussurra baixinho, e o ego, que grita alto. Enquanto a intuição é aquela amiga sábia que conhece o caminho antes mesmo de vê-lo, o ego é como um alto-falante, sempre cheio de razão e vaidade, sedento por aplausos e vitórias.
Quantas vezes, diante de um dilema, sentimos aquele “algo” dentro de nós dizendo o que fazer, mas escolhemos ignorá-lo? Seguimos pela rota mais enfeitada, mais aplaudida, mas nem sempre a mais verdadeira. O ego, em sua ânsia de se exibir, nos convence de que a validação externa vale mais que a paz interna.
A intuição, ao contrário, não se importa com os holofotes. Ela só quer nos conduzir para o que realmente importa, para aquilo que está alinhado com a nossa essência. Não é um pressentimento aleatório; é a nossa experiência silenciosa acumulada ao longo da vida, somada à sabedoria de um coração atento.
Quando ouvimos o ego, o resultado é um cansaço que parece não ter fim. Ficamos exaustos ao carregar máscaras, ao buscar ser quem não somos, ao viver de aparências. Já quando escutamos a intuição, a sensação é outra: leveza, certeza, mesmo que o caminho pareça difícil. Ela nos conecta ao que nos faz vibrar, ao que nos faz sentir vivos.
O desafio está em aprender a calar o ego para ouvir a intuição. Isso exige coragem, porque ela nem sempre nos leva por onde todos vão. Muitas vezes, nos desafia a romper padrões, a dizer “não” quando o mundo espera um “sim”, ou a dar um salto sem garantias aparentes.
Mas vale a pena. Vale muito a pena. Porque a intuição é nossa verdade, enquanto o ego é só o eco do que os outros esperam de nós.
No final das contas, a escolha é sempre nossa: queremos ser autênticos ou aplaudidos? Corajosos ou conformados? Siga a voz que te leva para mais perto de quem você é, e não de quem o mundo espera que você seja.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Há mil vozes de ignorância para uma palavra de sabedoria. A "humanidade" está pagando a conta por causa de um roubo de uma maçã!
"Vozes negras"
Em meio raízes secas
Luto contra a censura
Em busca da voz que cala
Minha sede de amargura
Vozes que comprometem
Minha cultura e direitos
Lembrando-me a cada dia
Da minha luta por respeito
Minha cor não precisar ser clara
Pra esclarecer minha história
A qual desde muito tempo
Luta por igualdade
Clamando por justiça
Nessa opressora sociedade
Esta que trás minha dignidade
Em imagens de mãos calejadas
Marcada pela injustiça
Da escravidão passada
Negros ou brancos
Pardos ou vermelhos
A com não importa
Quando o assunto é preconceito
Somos filhos da África
Com os olhos de pérola
Com um sorriso de sangue
Marcado pela exploração severa
Somos seres de raça
Em busca de esperança
Nessa vida de desigualdade
Sem amor, valor e mudança.
