Vozes
Diversas vozes falam dentro de você, aprenda a silenciar aquelas que não ajudam no seu aprimoramento pessoal.
As vozes clamam por ajuda! Elas esmolam honestidade. Representam o que há de mais sincero na sociedade, mas, na maioria das vezes, não ecoam a lugar algum...
Agora que sou mais velho, ainda ouço vozes, clamores e gritos do passado. Choramingos da vaidade, queixumes do orgulho e desaforos do meu ego mal educado.(Walter Sasso - Autor dos livros "Dobre Púrpura" e "Sem Denise")
Sistema Clandestino
William Contraponto
Nos becos frios, vozes se escondem,
O jogo sujo corre sem avisar,
Na margem, segredos que respondem,
A quem se recusa a se calar.
Sistema clandestino, sem perdão,
Na noite escura, trama a ilusão,
Correndo entre fios, sem razão,
Na luta muda da opressão.
Papel oculto, fala que consome,
O grito preso que ninguém quer ouvir,
No silêncio frio do poder enorme,
Quem ousa pensar pode sucumbir.
Sistema clandestino, sem perdão,
Na noite escura, trama a ilusão,
Correndo entre fios, sem razão,
Na luta muda da opressão.
Mas há uma luz que nasce na esquina,
A força bruta que não vai ceder,
Contra o silêncio e a máscara fina,
Quem tem coragem vai renascer.
Sistema clandestino, sem perdão,
Na noite escura, trama a ilusão,
Correndo entre fios, sem razão,
Na luta muda da opressão.
"Doutor, minha insônia e meus tremores voltaram.
Doutor, meus pesadelos retornaram.
As vozes, que em minha cabeça gritavam.
Não se calaram.
As dores em minh'alma, doutor, não cessaram.
As feridas, abriram-se todas novamente, não se curaram.
Insanidade ou saudade, doutor? Todas as respostas me escaparam.
Meus sonhos se desmoronaram.
Hoje, doutor, moro onde meus pesadelos moravam.
Moro na ausência dela, moro nas lembranças de nós, moro no amor, que me tomaram.
Sinto que estou morrendo, doutor, as batidas do meu coração só aumentam, infelizmente, não param.
Sóbrio ou ébrio, a bebida já não me traz o alívio de outrora, até isso me tiraram.
Hoje, doutor, tive um mau presságio, encaminhando-me para aqui, passei em nossa esquina, e vi: Todas as folhas do ipê, murcharam.
Talvez, como as folhas, eu também deva abrir mão da minha existência, os milagres em minha vida se acabaram.
Já não posso repousar, fechar os olhos e sonhá-la, doutor, pois, infelizmente, a minha insônia e meus tremores voltaram..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, Quando no Divã
CULPA
As vozes que ouço no escuro
Na calada da noite fria
Estremece minha alma
E traz-me agonia...
É a voz da culpa que grita,
Esbraveja e aflita
Já não deixa que meus olhos
Se fechem...
As vozes ocultas pela escuridão,
Traz consigo vultos, lembrança.
Invade veloz o coração,
E destrói sem piedade a esperança.
É a voz da culpa que fala
Que não ousa se esconder,
Esvazia os pensamentos...
Se cala,
Faz a alma estremecer.
Ferve o sangue cozinha a carne
Emudece as palavras, empalidece as cores,
Matas as alegrias ressuscita o temores,
Mas a culpa não sai...
Até que num momento tardio,
Decidimos buscar, o perdão.
Toda lágrima que cai
Escorrendo o sentimento leal do amor
Vozes e pensamentos ditos em silêncio
O coração declama as cifras magoadas
Responsáveis por aguentar a dor
Essa alma por um instante... para
Na melodia da vida
O carinho fraterno não tem preço
É ofertado de graça
Idas e vindas, o sentimento que um belo dia era eterno
Cede e desaba!
Porém a fé na plenitude do novo amanhã
Surge e põe em teste a nova causa
Questionar os erros da antiga paixão
Alimentando com toda devoção
O querer, o fazer viver...
A vida expõe se medo a nova emoção
Ė o ciclo, aliado ao destino, regando sempre a menina dos olhos para uma nova relação.
Silêncio que Cura
Depois que se atravessa a noite sem estrelas, sem mãos, sem vozes, sem abrigo, descobre-se que a luz que salva mora no peito, e não em promessas.
Você aprende a costurar os próprios cacos sem plateia, sem aplausos. E nesse silêncio cheio de dor, o ego se desfaz, e nasce a essência.
Então, quem fica… fica porque caminha ao lado, não porque carrega. Porque depois da queda vivida em solidão, a companhia vira escolha, nunca mais muleta.
Eu sou as vozes de todos,
Sou o cabedeleiro de infância à adulta,
Sou os professores que por mim passaram,
Sou os conselhos de mãe, vó, tio, tias, madrinhas, primos, ou seja família.
Mas sou também os conselhos de fora,
Sou as pessoas do meu trabalho,
Sou os livros, os filmes e as séries,
Sou os amigos conquistados.
Dentro dessa identidade perdida e confusa me encontro,
Ou, tento encontrar-me.
As vezes pergunto-me o que sou,
E as vezes perco-me viajando em memórias.
Milhares de sentimentos que sinto, sem ti se esvaziam por segundos
Quando não escutas as vozes da minha paixão, e das ouvidos as vozes do mundo, os meus sentimentos se esvaziam por segundos
Mímesis
Procuramos sentimentos e achamos apenas o eco de nossas vozes
Quando o eco volta seco e árido a tristeza nos consome
Acordamos e lembramos que apenas foi um sonho
A rotina engole o sonho e transforma em ação
Procuramos a ação e achamos apenas o eco de nossos gritos
Quando o grito incomoda é o ódio que nos consome
Sabíamos que o eco era um alerta para o processo de reificação
O processo se tornou a metalinguística da própria rotina
A bifurcação já se tornou ‘unifurcação” a tanto tempo…
O presente sempre um rolo de filme repetido
O futuro o presente calculado
E do passado só resta o medo
O tempo… “Este” sempre será uma narrativa.
as cores do céu saltavam,
vozes de dentro do meu corpo ecoavam
como gritos de felicidade,
que iriam desde o mais novo até a maioridade.
já que antes eu não tinha data pra comemorar,
meus dias eram de par em par,
apesar de ser tão disperso, sinto que o meu próprio universo tornou-se o meu lar.
Ainda que eu utilize das vozes de 1.000 autores. Que cite de Shakespeare á Mario Quintana. Que fale de verdades, simplicidades e esperança. Que lamente minhas dores e angustias dentre as entrelinhas da minha solida e triste historia. Ainda assim, eu seria singelo em utilizar das palavras, das doces palavras, que vossa vã filosofia tem me afogado a ideia, e trazendo a sutil reflexão em sua maravilhosa existencia. Faça-te de mim, não apenas o condutor da verdade, mas que tão só esta verdade, possa lhe ser a metáfora da vida, da semente de esperança, do acordar das manhãs ao por do sol de seus dias.
Se temos vozes em nossa cabeça, que cantem uma canção que combine com nossa loucura para nossos demônios dançarem.
"Quando a fala antiga emudece, o tempo nos dá novas vozes."
Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ
O silêncio é precioso, as vozes se calam e a paz se estabelece, as batidas do coração baila em um só ritmo.
Há períodostão tensos na vida, que até as vozes na mente querem ocupar, como se eu fosse marionete. Mas no momento permitam-me? Só preciso sossegar.
Silenciar as vezes dói. O silêncio inoportuno desperta vozes na mente e como são cruéis, destroem sem deixar vestígios, só se percebe o fim no último segundo, o fim vem de dentro pra fora.
