Voz do Silêncio
Quando a Última Luz se Apaga
No silêncio que resta após a voz,
Ouço apenas o eco do que fui.
A saudade não fala — ela dói,
Como o peso de um mundo sem rui.
O tempo, esse traidor sem rosto,
Levou tudo o que me fazia viver.
E deixou um coração exposto
A lembrar sem poder esquecer.
Os risos morreram nos cantos da casa,
E os quadros, sem cor, me acusam em vão.
Cada passo é um corte que atrasa
A cura de tanta desilusão.
Eu amei com a força de um naufrago,
Gritei teu nome ao vento surdo.
Mas a vida, com seu verbo frágil,
Sussurrou: "você chegou tarde, é o absurdo".
Já não sei o que sou — sombra, poeira,
Ou só alguém que o mundo esqueceu.
Só sei que tudo que era bandeira
Hoje é trapo que o tempo comeu.
E quando a última luz se apagar,
Que não chorem, que não digam meu nome.
Pois quem morre sem mais esperar
Já morreu bem antes da fome.
Escrevo no Escuro, Mas Não em Silêncio
Mesmo com minha visão limitada, minha voz não se cala.
A vida me impôs um silêncio forçado, uma pausa que nunca escolhi. Minha visão debilitada me impede de agir como antes, de subir, pintar ou realizar tarefas físicas.
Mas a dor que não fala explode por dentro — e eu preciso botar isso pra fora.
Escrever, para mim, não é simplesmente sentar e digitar. É uma batalha diária.
Minha visão limitada dificulta a leitura e a escrita. Cada palavra que sai é fruto de muita paciência, esforço e adaptação.
Uso ferramentas tecnológicas para ajudar — leitores de tela que me falam o que está escrito, comandos de voz que transformam minha fala em texto, teclados especiais que me ajudam a não errar —, mas mesmo assim o processo é lento e exaustivo.
Às vezes, a letra demora a sair porque tenho que revisar com cuidado o que foi transcrito, corrigir erros que aparecem, lidar com o cansaço físico e mental.
A sensação é de um combate constante contra o tempo, contra a fadiga, contra a frustração de não poder ver as palavras como antes.
Mas eu persisto. Porque essas palavras são mais que letras — são minha resistência, meu grito silencioso, meu modo de existir.
A escrita não é só trabalho, nem rotina — é luta, é expressão de dor, é cura e sobrevivência.
Enquanto minha visão limita meus passos, minha mente e alma encontram força para criar e resistir.
Que minha história sirva de voz para tantos que lutam calados, porque ser forte nem sempre significa estar bem.
Seguimos, com a alma ferida, mas de pé.
#Resiliência #DorSilenciosa #HomemQueSofre #EscritaQueCura #ForçaInterior
É, a dor virou livro,
e o silêncio agora tem voz.
Cada linha, uma cicatriz.
Cada página, um grito disfarçado.
Escrevo pra não explodir.
Respiro entre palavras afiadas.
Viver doeu.
Escrever salvou.
Existe uma voz que não usa palavras. Ouço.
Ouça o silêncio, ele tem muito a dizer.
Deixe o silêncio levá-lo ao âmago da vida.
Nostalgia.
Mar,
Quando ouço tua voz,
Sinto teu cheiro,
O barulho do silêncio,
Imensidão,
Vasto azul,
Oceano,
Nuvens rabiscadas,
Pincel rebuscado do Criador,
Aliás,
Lá não existe dor,
Prazer e brisa são comparsas,
Presença que marca,
Os pelos arrepiam ao calor como um abraço,
Sinto-me Tua,
Nada sou,,
Embora seja Tua,
Partícula,
Particularidade,
Tua.
Universo.
1 ago.21
"O teatro que encenas te frustras no silêncio de tua voz, mas grita nos seus pensamentos; No beijo sem sabor, no abraço sem calor e nas fantasias que sonha sozinha...Tu queres mais calor, beijo com ardor, abraço que domina e te faz suspirar de paixão....Teus lábios ardentes querem os meus, meus braços querem te envolver e te sentir nos arrepios suados, na emoção que tu só conheces nos sonhos que tu sonhas e no segredo de tua mente."
Era uma vez..
Era uma vez um silêncio...
Era uma vez uma voz calada...
Era uma vez um culpado....
Era uma vez um sentido...
Era uma vez um escritor que nao sabia escrever....
Era uma vez um homem crescido...
Era uma vez um homem conformado...
Era uma vez um coração machucado...
Era uma vez uma boca que falava atoa...
Era uma vez um homem cheio de erros e defeitos....
Era uma vez...
E mais...
E outras mais...
Acreditando na reviravolta...
Perdoei as pedras que atingiram a minha alma e meu coração...
Perdoei as palavras extintas da libertação...
Perdoei as flechas que me sagraram...
Perdoei...
Perdoei muito...
E sempre perdoarei...
Acima do meu olhar...
Acima do meu querer...
Superei o insuperavel...
Maltratei o verso calunioso...
Vou seguindo a vida pelas estradas...
Zerando tudo que tinha em meu coração...
Me esvaziei...
Me sequei...
Insisto e resisto...
A qualquer tentação...
Por ter buscado.
Por ter protestado...
Agora...
Não aceitando mais a submissão...
Piso e sapateio....
No que me fazia ser...
Um simples humano e coitado....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
A voz do silencio se faz benfazeja quando todas as coisas já foram ditas e as palavras seriam como flores de plástico num jardim verdejante em tarde de primavera na qual os pássaros brincam e toda natureza criada por Deus canta a musica dos felizes tecendo o Reino de Deus em seus corações.
Somos convocados por Deus ao silencio sempre que possivel, para ouvirmos nossos corações.
Se calarmos a voz daqueles que tem a coragem de falar
Por aqueles gritam em silencio.
Estaremos negando os direitos de todos e até mesmo daqueles
Que usam o poder hierárquico, para silenciar a coragem daqueles que também falam por eles.
A democracia não é feita pela vontade ou defesa de um grupo, mas pela vontade e defesa de uma nação.
ADVOGAR
É dar voz ao silêncio dos que se calam diante de injustiças,
É trazer esperança às vítimas de tiranias,
É lutar por justiça e por um mundo melhor!
EU OUÇO UMA VOZ CANTANDO LÁ FORA
Na calada da noite, eu ouço, no silêncio,
Uma voz cantando lá fora...
Paro e escuto aquela voz melodiosa,
Cantando lá fora...
Parece-me a voz dela cantando,
Há muito tempo, para mim.
Não suporto escutar apenas.
Abro a janela do meu quarto,
E solitário, escuto aquela voz
Que, pouco a pouco, vai se distanciando,
Sumindo-se na distância sem fim,
Das longas encruzilhadas.
É a voz dela , eu sei, cantando
Para mim no tempo distante
Que a saudade, que nunca me deixou
Trouxe de longe, do passado
Que se perdeu no tempo
E nunca, nunca mais voltou
Foi necessário me calar para entender que tanto faz o meu silêncio ou minha voz.
Foi necessário dar uns passos para trás para entender que tanto faz minha presença ou minha ausência.
Foi necessário me afastar para entender que ao invés de saudade, as pessoas sentiriam alívio...
E quando eu me perco em vc eu me encontro...seus beijos , seu jeito .. seu silêncio ou tua voz baixinha ao meu ouvido...dizendo pra mim não pare ... vc é a presa eu o predador ... vc é o desejo , o meu maior orgulho .. vc é fogo , paixão, é sedução, é a brincadeira que mais gosto mas também é meu caso sério..meu porto seguro ..vc é meu tudo ..meu paraíso.. meu céu, meu inferno .. é me pecado , minha punição vc é meu anjo , malícia, meu caminho sem volta ..minha droga, meu vício.. vc é a porta que eu abri e perdi a chave .. te amo pra sempre minha dona ...minha metade..
