Voz do Silêncio
Na abstração do silêncio
Em que calo a própria voz,
Penso apenas e tão somente,
Que ainda te ouço
Mas, cauteloso,
Avisa-me o pensamento
Eras tu mesma,
Então me pergunto:
A quem procuravas,
Ou pensavas encontrar?
Já não é pretérito o amor,
Não se foi?
Ou crês ainda, possa ele voltar?
Faze a ti mesmo,
Serena confiança
De não mais ter que sofrer
Tua luz, a brilhar continue,
E, à amada, dizei:
Esquecer-te?
Jamais!
Eis nossa proposta final
Que todo o amor partilhado
Seja em mim
O que do teu aprendi
Unindo-nos assim, e doravante,
Nesta comunhão perene,
Marcante aliança contigo!
Sim, estou só, carente de ti, perdido nos versos, em silêncio. E não te escuto porque tua voz é interna e não voa aos meus braços.
No silencio da madrugadaa ouço sua voz susurrando em meu ouviido ai derrepente você me abraça e mim sinto perfeita mais me assusto e choro porque foi apenas um sonho me deito e tento morrer em meu sonhos para eu viver só com você *-*
Canta-me na voz dos teus lábios!
Canta-me na voz dos teus lábios,
Beijo que o meu silêncio apagou!
Desvenda rascunhos e alfarrábios
Pele cativa do ulterior se libertou
Sem alarme!Desamor já passou
Hoje, anseio teus arroubos sábios.
Canta-me na voz dos teus lábios,
Beijo que o meu silêncio apagou!
Chamo-te em amorosos assobios
Olvida o que no tempo se expirou
Consagra este amor sem distúrbios
Com a leveza do voejo de um grou
Canta-me na voz dos teus lábios!
“Tudo fica em silêncio, eu ouço a sua voz, eu olho as paredes, e elas se transformam em telas que mostram um filme, e nele estamos nós... Sem ter coragem eu revivo isso todos os dias, como se fosse uma maneira de fazer tudo voltar a ser real”
PARA IVO RODRIGUES JÚNIOR
(in memorian)
Momentos de silêncio...
Mas sua voz, para sempre, reinará.
O seu, o meu, os nossos ventos,
Transmutados estão.
Agora já não há mais tempo ou espaço
Dias incertos, lobas, estepes, verduras,
No entanto, o cheiro do mato e o pinhão,
Já que o céu existe, aqui continuarão.
Hoje e sempre nossas palavras, serão suas.
A vida realmente é “Gozada”.
Não podemos lhe ver em presença física
Mas você era legal, nós sabemos.
Talvez em alguma estação do ano,
Pode até ser na primavera, nos reecontremos.
Então, Voe! Sobrevoe sutilmente o infinito
Já que o finito, ainda que nossos corações
Estejam contritos, não existe.
Pois agora, atemporal, é todo o seu tempo.
Entoe com os anjos as mais belas canções
Estrela que brilhando está, no firmamento.
O QUE ME RESTA?
O que me resta
além do silêncio e do som?
Sua voz tão doce e tão longe
num drama constante de desespero
minhas palavras sufocadas no silêncio
mórbidas e doentes
O que me resta
além da chuva que escorre em meu corpo
ardendo como fogo
ferindo como lamina?
O que me resta além da distância
da ausência
além do medo e da ignorância
além da mentira?
O que me resta além da esperança
da conquista, do amor e do ódio
além da liberdade e da opressão?
Nada
Não me resta nada...
Porque nada me interessa
além de você!
Escrito em 12/07/2002
O ódio incentiva. No breu do medo, é luz. No silêncio da incerteza, é voz. No hêsito, é coragem. Na falta do que fazer, é burrice.
Quando sua voz não mais se propagar, reserve-se ao silêncio. Sua voz há de ecoar tão alto e ensurdecedora que fará calar a todos. Estes lhe escutarão tão atenciosamente que a ti caberá o desprezo de sua atenção. O ecoar dos sentidos.
O SEU SILÊNCIO
Porque não fala comigo, anjo?
Porque não ouço sua voz?
Eu que tenho em ti todos meus sonhos.
Vozes me dizem não poder falar...
Primeiro foi um homem e agora uma mulher.
Não acredito em ambos e não desisto.
Fale-me, anjo!
Enquanto isso faço poesia do seu silêncio.
Mesmo quando não é voz, vem um som...
Um que se repete, ecoa em minha cabeça.
Enquanto isso faço poesia do seu silêncio
E esperança da nossa fé.
Voz íntima
A voz do silêncio toca meus Eus
Se perde, se encontra em palavras
Gestos doces, olhar suplico,
Lábios semi-abertos, voz rouca
Fêmea completa, na dança perfeita de corpos e pele
A voz do silêncio toca minhas entranhas,
atiça, chama teu beijo, tuas mãos famintas
e livres, exploram meus recantos sinuosos...
Vem, desvenda meus segredos,
minha voz que te chama, te aquieta,
provoca e canta as canções insanas,
reais, virtuais ou não...
...Tão íntima...
Talvez, seja apenas um sussurro de minha voz,
que ainda não foi ouvida...
Meu chôro, sem voz.
O silêncio é meu choro, minhas lágrimas não tem voz. Não mudo; estou mudo.
As vozes e os sussurros alheios, às vezes me trazem melancolica melancolia. Psssiiu, quero silenciar-me.
