Voz
"Não deixe sua alma discutir com a Voz de Deus. Sua alma NUNCA terá razão. Quando queira entendimento pra expressar com Deus, use Sua mesma linguagem. Ore com o Espírito." #1Corintios 14:2
—By Coelhinha
"Ergo minha VOZ, que ecoa dos céus a terra proclamando a salvação até repercutir todos os confins da terra, resgatando almas do abismo tenebroso que Clama pelo ``VERBO``."
—By Coelhinha
A VOZ DO PASTOR {Soneto}
Ouço grito ecoando pela montanha mais alta.
As pobre-ovelhinhas seguindo o velho pastor.
A relva verde dantes já não se repete pela cor.
O velho levanta o cajado e ordena "as peralta".
Se falta o prover o bom pastor sai a desbravar.
Novas terras há de encontrar sem inseguranças...
As ovelhinhas já acostumadas com mudanças...
Não hesitam na voz seguir, pois cegas alinhavar.
Oh pai, Que nunca um pastor deixe sua ovelha!
São tão cordeiros... pois elas nunca se enfurecem.
Dóceis que vão a perdição sem notar e parelha.
Quando se vê já desvirtuou-se de ser o que era.
Que a voz do pastor não se perca delas, pobres!
Que o pastor não se perca, pobre homem, Fera!
poeta_sabedoro
Ecoou canções em mim a tua voz;
aqueceu-me a alma com o teu abraço;
confortou-me o espirito o teu sorriso.
A voz pode apresentar muitas histórias, mas uma história jamais poderá representar tudo o que a voz inspira.
Uma voz de muitas faces...
A voz pode apresentar muitas histórias, mas uma história jamais poderá representar tudo o que a voz inspira.
A voz pode marcar uma vida, pode representar uma saudade, pode contar uma história, declamar um poema. A voz tem o poder de reviver lembranças, de fazer sorrir adulto ou criança, de inspirar gerações, de marcar uma infância. A voz pode te levar ao passado, e brincar com tantas e tantas outras saudosas lembranças. A voz toca o peito, e de mãos dadas com a alma, saem para passearno passado, presente e futuro.
Há quem faça a arte, e há quem seja a própria, em pessoa.
(DE) PRESSÃO
Eu sei que:
Quando já não ouves
A voz do vento,
O chilrear das aves do céu,
O amor a cair levemente
Da razão do teu lamento
Como se fosse um véu
De noiva de neblina
Por estrear,
Ou cavalo à solta sem crina,
Dois bailarinos sem dançar...
Eu sei que:
Quando não desvendas
O mistério do teu eu,
Como nuvem presa no céu,
Prenhe sem chuva de rendas...
Eu sei que:
Quando choras, por chorar,
Sem ritmo, ou emoção natura,
Os teus olhos só podem mostrar
No mapa do teu rosto à procura
De lágrimas secas por achar...
Eu sei que:
Sofredor amigo, quase meu irmão;
Eu sei que estamos os dois
No agora e num depois
Vivendo,
Sofrendo
E chorando,
Esta imensa (de) pressão.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 25-11-2022)
NATAL ÍNTIMO E ÚNICO
O Homem Cristo,
O Jesus,
É a misteriosa voz,
Falante em alguns de nós,
Num misto
De sensações,
Que agora até nos seduz
Desde o nascimento à cruz,
Conforme as disposições.
Que ninguém nos leve a mal
Nas coisas dos sentimentos,
A vida rebenta em eventos,
Sacros ó profanos é igual,
Por mim, é sempre Natal.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-12-2023)
Ainda que ousem calar minha voz, a minha mente barulhenta protestará,e minhas mãos inquietas escreverão verdades nos muros do tempo.
Muitos Sobreviventes do Silêncio não se curaram em voz alta, mas podem usá-la para reanimar os que ainda não se curaram.
Quando a Voz do Espiritismo se Perde Onde Nunca Deveria ter Saído. Parte I.
Há algo de silenciosamente grave acontecendo no Movimento Espírita contemporâneo. Uma displicência suave, quase imperceptível, mas devastadora: falar em nome do Espiritismo sem conhecer a base das bases da Obra Codificada; viver sob o rótulo espírita sustentando princípios que não pertencem ao seu corpo doutrinário; importar concepções veneráveis de outras tradições que respeitamos profundamente mas que não compõem o edifício proposto por Allan Kardec.
É nesse ponto que a frase atribuída a Léon Denis “O Espiritismo não é a religião do futuro, mas será o futuro das religiões” revela sua real grandeza e, paradoxalmente, a advertência que muitos não percebem.
A advertência velada na frase de Léon Denis.
Denis não afirmou que o Espiritismo será o triunfo de uma nova crença sobre as outras, nem que substituirá formas milenares de experiência religiosa. Ele fala de futuro, não de supremacia; de integração, não de dominação.
Seu entendimento era que, com o avanço da razão e da sensibilidade, as religiões naturalmente absorveriam princípios como a imortalidade em progresso, a reencarnação, a comunicabilidade dos Espíritos e a causalidade moral.
Mas Denis parte de um pressuposto inegociável:
_ Que o Espiritismo permaneça fiel a si mesmo.
_ Que mantenha sua pureza metodológica, sua ética investigativa, sua racionalidade moral e filosófica.
Sem isso, o que poderia ser o futuro das religiões tornar-se-á, ironicamente, um campo confuso onde o Espiritismo se dilui em sincretismos, rituais, misticismos e práticas que nada têm a ver com sua proposta original.
A displicência que abre feridas silenciosas.
Há uma tendência preocupante e crescente de falar em nome da Doutrina Espírita usando conceitos que não são espíritas:
_ Práticas ritualísticas,
_ Elementos mágicos,
_ Crenças fatalistas,
_ Espiritualidades intuitivas não verificadas,
_ Sincretismos que obscurecem,
_ e discursos emocionais que não se sustentam na Codificação.
Essa mistura, ainda que bem-intencionada, produz um falso verniz de Espiritismo que seduz, mas não educa; conforta, mas não ilumina; empolga, mas não esclarece.
É exatamente o oposto do que Kardec legou.
E aqui reside o núcleo do problema:
_ Sem o estudo sério, a obra espírita perde identidade.
_ Sem rigor, perde autoridade moral.
_ Sem fidelidade ao método, perde a capacidade de contribuir para o futuro das religiões justamente o alerta de Denis.
O Movimento Espírita entre o avanço e o retrocesso.
Se não atentarmos para a fidelidade doutrinária, o que Denis viu como um movimento de síntese universal poderá tornar-se uma fragmentação interior.
Se o Espiritismo pretende auxiliar outras religiões a se libertarem de dogmas e equívocos, como poderá fazê-lo se ele próprio começar a carregar dogmas novos, rituais novos, crenças antigas recicladas e práticas que a Codificação nunca legitimou?
O risco é evidente:
_ O futuro das religiões não absorverá o Espiritismo.
_ Será o Espiritismo que absorverá acréscimos indevidos, esvaziando-se até tornar-se irreconhecível perante sua própria gênese.
E aqui, cabe a frase que precisa ser dita com toda a gravidade necessária:
– Os fins não justificam os meios.
A Doutrina não precisa se enfeitar com o que não lhe pertence para tocar corações. Seu brilho é próprio.
Chamado à acuidade e ao compromisso moral.
A seriedade da Doutrina não está na rigidez, mas na honestidade intelectual.
Está na coragem de dizer:
_ “Não sei.”
_ “Não pertence ao Espiritismo.”
_ “Respeito, mas não adoto.”
O verdadeiro seguidor da Codificação não teme parecer menos espiritual aos olhos dos outros.
Ele teme, isto sim, comprometer uma Obra que não lhe pertence.
É esse senso de responsabilidade que falta e que precisamos reacender.
Porque falar em nome do Espiritismo é ato ético.
E viver como espírita é ato de lucidez profunda.
Que cada palavra nossa em nome da Doutrina seja uma ponte, não um desvio; uma luz, não um adorno; uma precisão, nunca um improviso.
O Espiritismo não se impõe - esclarece.
Não subjulga — liberta.
Não mistura — integra.
E para integrar, precisa antes permanecer fiel à sua identidade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A VOZ DO PASTOR E O DISCERNIMENTO ESPIRITUAL.
Sob a ótica espírita, a afirmação de que a ovelha conhece a voz do seu pastor adquire um alcance que ultrapassa a imagem literal e penetra o campo da consciência moral e do discernimento espiritual. A passagem evangélica em João 10:3-4, 14, 27-30 não descreve apenas um vínculo afetivo, mas revela uma lei íntima da vida espiritual. O Espírito amadurecido aprende a reconhecer a verdade não pelo ruído exterior, mas pela consonância interior que ela produz em sua consciência.
O reconhecimento da voz do pastor simboliza a afinidade vibratória entre o ensinamento do Cristo e o grau evolutivo do Espírito. A ovelha não segue o estranho porque a voz que não procede do amor, da justiça e da caridade não encontra eco em seu foro íntimo. No Espiritismo, essa capacidade de reconhecimento nasce do progresso moral. Quanto mais o Espírito se educa no bem, mais facilmente distingue a orientação legítima das sugestões enganosas, sejam elas oriundas do orgulho humano ou de influências espirituais inferiores.
Seguir o pastor, nessa leitura, não significa submissão cega, mas adesão consciente. O Cristo vai à frente porque ensina pelo exemplo, e protege porque suas leis são leis de equilíbrio. Aquele que escuta e segue essa voz encontra direção segura mesmo em meio às provas, pois não caminha ao acaso. A proteção não é a ausência de dificuldades, mas a certeza de que nenhuma experiência é inútil quando vivida à luz do bem.
O conhecimento íntimo do pastor, que chama cada ovelha pelo nome, revela a individualidade espiritual. Para o seu amor, Deus não vê massas anônimas, mas Espíritos singulares, cada qual com sua história, suas quedas e suas possibilidades de ascensão. Ser conhecido pelo nome significa ser reconhecido em sua identidade espiritual, com responsabilidades próprias e tarefas intransferíveis no processo evolutivo.
Quanto à vida e à segurança prometidas, o Espiritismo esclarece que não se trata de privilégio ou garantia arbitrária, mas de consequência natural. Ninguém pode arrebatar a ovelha da mão do Pai porque a lei divina é soberana e justa. O Espírito que se harmoniza com essa lei encontra estabilidade interior, mesmo quando atravessa a dor, pois compreende o sentido das experiências e não se perde no desespero.
Assim, conhecer a voz do pastor é aprender a ouvir a própria consciência iluminada pelo Evangelho vivido. É distinguir, no tumulto do mundo, aquilo que conduz à elevação moral daquilo que apenas seduz os sentidos. Quando essa escuta se torna hábito da alma, o Espírito caminha com segurança, mesmo nas noites mais densas, porque já não segue vozes estranhas, mas a verdade que reconhece como sua.
ENTRE O PASTOREIO E A VIGILÂNCIA SOMBRIA. SERÁ A OVELHA UM LOBO?
A pergunta levantada não é simples nem confortável, e justamente por isso é necessária. Conhecer pelo nome, no sentido evangélico e espírita, não é reconhecer o rosto, a presença física ou a frequência nos bancos. Conhecer pelo nome é conhecer a alma em sua dignidade, em sua fragilidade, em seu tempo próprio de amadurecimento. É saber quem é o outro sem desejar possuí lo, moldá lo ou utilizá lo.
Quando os olhos se tornam felinos, atentos não ao cuidado, mas ao controle, já não há pastoreio, há vigília predatória. O lobo não chama pelo nome, ele identifica pela utilidade, pela fraqueza, pela conveniência. Onde há cálculo, expectativa de retorno, vaidade espiritual ou desejo de domínio, ali o olhar já não é o do Cristo. É apenas o instinto revestido de linguagem piedosa.
Sob a ótica espírita, toda confiança recebida é prova e tarefa. As ovelhas que nos são confiadas não nos pertencem. São Espíritos em jornada, com dores que não nos cabem julgar e ritmos que não nos compete acelerar. O verdadeiro pastor caminha à frente não para ser visto, mas para servir de referência silenciosa. Ele protege sem vigiar excessivamente, orienta sem invadir, corrige sem humilhar.
Quando deixamos de conhecer pelo nome, passamos a conhecer por rótulos. O fraco, o rebelde, o difícil, o que não colabora. Nesse instante, o vínculo se rompe, porque a relação deixa de ser espiritual e passa a ser funcional. O Evangelho, porém, não se sustenta sobre funções, mas sobre consciências.
A questão central não é se falamos em nome do pastor, mas se ainda ouvimos a sua voz. Porque quem realmente escuta o Cristo não aprende a olhar sem cobiça, a conduzir sem violência e a amar sem necessidade de posse. Onde isso ocorre, mesmo que haja discurso correto, já não há rebanho, há apenas sombras em disputa.
E talvez o maior exame moral seja este. Antes de perguntar se somos seguidos, perguntar se ainda somos capazes de chamar alguém pelo nome sem segundas intenções, pois somente quem abandona os olhos do lobo pode reaprender a caminhar com o coração do pastor.
DE MAIOR GRANDEZA SOB A ÓTICA ESPÍRITA.
João 15:15 não é apenas uma declaração afetiva de Jesus aos seus discípulos. Trata-se de uma mudança íntima na relação entre o ser humano e o divino. Ao abandonar o termo servo e elevar o homem à condição de amigo, Jesus inaugura uma ensinamento espiritual fundada na consciência, na liberdade moral e na responsabilidade do espírito que já não obedece por temor, mas por entendimento.
No entendimento espírita, essa passagem revela um marco evolutivo. O servo age por submissão exterior. Cumpre ordens sem compreender o sentido profundo do que executa. Já o amigo participa do propósito. Ele conhece a causa, o fim e o caminho. Quando Jesus afirma que revelou tudo o que ouviu do Pai, não fala de segredos místicos reservados a poucos, mas das leis morais que regem a vida, acessíveis à razão e ao sentimento amadurecido.
Ser amigo de Jesus, portanto, não é um título honorífico concedido por devoção verbal, mas uma condição interior conquistada pelo esforço ético e pelo progresso espiritual. A amizade pressupõe afinidade. E afinidade, no campo espiritual, significa sintonia com os valores que Jesus viveu. Misericórdia. Justiça. Verdade. Amor ativo.
Sob a base espírita, essa transição de servo para amigo indica o fim da fé cega e o início da fé raciocinada. O espírito já não caminha guiado apenas por dogmas ou por obediência passiva, mas pela compreensão das leis divinas inscritas na própria consciência. O servo teme errar. O amigo compreende, erra, aprende e recomeça.
Há ainda um aspecto profundamente consolador nessa afirmação. O amigo é aquele que é chamado a participar da obra. Jesus não centraliza em si o plano do Pai. Ele o compartilha. Ele confia. Ele responsabiliza. Isso significa que o ser humano não é um mero espectador da criação, mas cooperador ativo no aperfeiçoamento do mundo e de si mesmo.
Assim, João 15:15 consagra o mais elevado título que se pode rogar de Jesus. Não o de soberano distante, nem o de juiz implacável, mas o de amigo espiritual. Amigo que ensina. Amigo que confia. Amigo que espera. E essa amizade não se mede por palavras, mas pela disposição íntima de viver aquilo que Ele viveu, até que o conhecimento se transforme em consciência e a consciência em amor vivido.
Essa pergunta toca o ponto mais delicado e mais verdadeiro do cristianismo vivido, não apenas professado. E a resposta, se honesta, exige silêncio interior antes de qualquer afirmação.
Se temos sido amigos de Jesus na pessoa uns dos outros, isso se revela não no discurso, mas na prática cotidiana. A amizade que Ele propôs não é abstrata, nem restrita ao plano da devoção íntima. Ela se encarna no modo como olhamos, tratamos, acolhemos e suportamos o outro, sobretudo quando o outro falha, diverge ou nos fere.
Ser amigo de Jesus no próximo é reconhecer que o outro não é um obstáculo à minha fé, mas o campo onde ela é provada. Quando julgamos com dureza, negamos essa amizade. Quando excluímos, rompemos com ela. Quando usamos o nome de Jesus para afirmar superioridade moral, transformamo-nos novamente em servos do ego, mas em amigos do Cristo.
A amizade verdadeira supõe igualdade moral diante da lei divina. Não há amigo que se coloque acima do outro. Jesus lavou os pés dos discípulos exatamente para destruir qualquer ilusão de hierarquia espiritual baseada no orgulho. Assim, toda vez que nos colocamos como donos da verdade, como fiscais da conduta alheia, deixamos de agir como amigos e retornamos à postura do servo que obedece sem compreender o espírito da lei.
No convívio humano, a amizade com Jesus se manifesta na capacidade de ouvir antes de corrigir, de compreender antes de condenar, de amar mesmo quando não há reciprocidade imediata. Não é conivência com o erro, mas caridade com o erro alheio, sem esquecer a vigilância sobre o próprio.
À luz espírita, essa pergunta nos confronta com a coerência evolutiva. Somos amigos de Jesus quando reconhecemos que todos estamos em processo, em diferentes graus de amadurecimento espiritual. A impaciência com o outro denuncia impaciência conosco mesmos. A intolerância revela desconhecimento das próprias sombras.
Portanto, se ainda falhamos em ser amigos uns dos outros, não significa que Jesus nos tenha retirado essa possibilidade. Significa apenas que ainda estamos aprendendo o que Ele quis dizer quando nos chamou de amigos. E esse aprendizado não se dá em templos apenas, mas no atrito diário das relações humanas, onde o amor deixa de ser ideia e passa a ser escolha consciente, reiterada e silenciosa
OVELHAS, AMIGOS E SERVOS.
Ao interpelar Simão pela terceira vez e confiar-lhe as ovelhas, o Cristo sela definitivamente a diferença entre servir por obrigação e amar por consciência. A pergunta repetida não visa constranger. Visa amadurecer. Jesus não procura declarações inflamadas, mas confirmação interior. Quem ama assume cuidado. Quem ama aceita responsabilidade. Quem ama compreende que a amizade com o Cristo se traduz em serviço lúcido e silencioso.
O Divino Pastor não solicita prodígios. Não exige espetáculos espirituais. Não pede que se altere a natureza das ovelhas, nem que se violentem os ritmos da vida. Seu apelo é simples e, exatamente por isso, profundo. Alimentar. Sustentar. Cuidar. Permitir que cada qual cresça segundo as leis que o regem, sem atalhos ilusórios e sem privilégios artificiais.
Nessa recomendação está implícita uma advertência moral. Alimentar não é envenenar. Conduzir não é dominar. Ensinar não é impor. Quem se diz amigo do Cristo, mas contamina a fonte do pensamento com orgulho, vaidade ou intolerância, trai a confiança recebida. O alimento espiritual, para ser válido, precisa ser limpo. E a limpeza começa nas atitudes de quem o oferece.
Assim também ocorre com todos aqueles chamados a lidar com ideias, consciências e sentimentos. O Cristo não espera que transformemos pessoas comuns em santos imediatos. Ele espera fidelidade ao bem. Espera coerência. Espera que a mesa do exemplo não desminta o discurso e que a palavra não contradiga a vida.
Entre o servo que obedece sem entender e o amigo que ama porque compreende, há o caminho do pastor fiel. Aquele que não se coloca acima das ovelhas, nem as abandona. Apenas caminha com elas, alimenta quando necessário, corrige com mansidão e confia no tempo. E é nesse cuidado diário, humilde e responsável, que se revela a verdadeira amizade com Jesus.
A sabedoria clama em voz alta nas ruas, ergue a voz nas praças públicas; nas esquinas das ruas barulhentas ela clama, nas portas da cidade faz o seu discurso: "Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento? Se acatarem a minha repreensão, eu lhes darei um espírito de sabedoria e lhes revelarei os meus pensamentos.
Aquele momento que observa o tempo passar para te ouvir é a oportunidade certa de ecoar a voz ao universo, você o tempo em diálogo numa explosão de vozes.
