Voz
Escuto vozes
Dizem que os poetas
-... ouvem vozes,
vozes das musas
voz de anjos, vozes...
Não é verdade,
a única voz que escuto,
quando escrevo
é minha própria voz.
A voz do medo,
de voz do absurdo
a voz do desespero
a voz da humanidade.
A voz da guerra
a voz do preconceito
a voz da ilusão
a voz da esperança.
Quero continuar a ouvir,
vozes, vozes do futuro
vozes que sonham
vozes que acreditam.
Que ouvir vozes é um sinal
um sinal de humanidade
um sinal de que Deus se importa
mesmo que os homens
não acreditem, eu ouço
vozes...
Evan do Carmo 24/06/2016
O escritor busca encontrar e reconhecer, nos livros que escreve, a sua própria voz, quando isso ocorre é a catarse, a iluminação do espírito, então tudo lhe será possível.
Ser escritor é ouvir uma voz vigorosa e audível, que indica-nos caminhos jamais percorridos. Quando se tem consciência de que esta voz nos pertence, então nada nos será impossível de realizar, quando o assunto for escrever.
No desvão cósmico,
onde habita o nada
há um abismo infinito,
onde cabe quase tudo
a voz lacônica do infortúnio
e o regozijo da musa
as penas da fênix
e a poesia anônima de Deus.
VOZ DOCE DA POESIA.
Amputaram-me os pés,
amputaram-me as mãos
depois furaram-me os olhos
em seguida amputaram-me a língua
perguntaram-me se ainda sentia dor.
Eu não podia andar, era fato,
nem podia ver, nem apalpar
contudo, meu melhor sentido
ainda permanecia, não se alterara
ainda podia ouvir o som do vento,
e a voz doce da poesia.
Mas a cada lágrima derramada,
um verso novo vem à tona,
a poesia é a voz da alma,
o porto seguro na tempestade.
O poeta é o mensageiro dos sonhos,
pois através das palavras,
ele transforma o mundo,
e faz sorrir até quem estava chorando.
Seu coração é um oceano de emoções,
e suas rimas são como ondas,
que vão e vêm sem cessar,
tocando a alma dos que as ouvem.
Assim, o poeta segue seu caminho,
escrevendo e chorando,
mas sempre com a certeza,
de que sua poesia toca o mundo.
Teu sorriso brilha como a luz do dia,
Tua voz ressoa como doce melodia,
Sinto falta desses encantos, oh, poesia,
Recordo com tristeza e melancolia.
Das manhãs em que acordávamos juntos,
Em êxtase, prazer e sonhos de mútuos,
O café da manhã, um banquete divino,
Cheio de beleza, flores, pão e vinho.
No passado, esses momentos ficaram,
Na memória, eles sempre serão guardados,
Preenchem meu coração de saudades.
Mas a vida segue seu rumo, implacável,
E enquanto o tempo avança, inabalável,
Resta-me lembrar essas duras verdades.
Teu sorriso brilha como a luz do dia,
Tua voz ressoa como doce melodia,
Sinto falta desses encantos, oh, poesia,
Recordo com melancolia.
Nas manhãs em que acordávamos juntos,
Em êxtase, prazer e sonhos de muitos,
O café da manhã, um banquete divino,
Repleto de beleza e alegria em caminhos.
No passado, esses momentos ficaram,
Na memória, eles sempre serão guardados,
Preenchem meu coração de saudades.
Mas a vida segue seu rumo, implacável,
E enquanto o tempo avança, inabalável,
Resta-me a lembrança, nas mais doces verdades.
[Nota: Este soneto segue a métrica e a estrutura do estilo clássico do soneto, com 14 versos em forma de quatros estrofes de tercetos, e o esquema de rima ABBA ABBA CDC DCD.]
Canto e Abismo
Me sinto perdido,
arrebatado,
quando escuto tua voz.
O som que de tua boca sai
me guia—
e sempre me lança ao abismo.
Espanto e desespero me perseguem.
O violino,
o mais metafísico dos instrumentos,
ressoa sobre uma base de piano.
Teu canto lírico, suspenso no ar,
é fôlego e esperança.
Caminho sob a sombra
de um passado que não esqueço.
Morro, adormeço,
mas não sonho.
Vivo a realidade cruel do abandono.
Ah, que cão sou eu,
esquecido na noite chuvosa!
Meu destino é árido,
minha cova, rasa.
Não há salvação para quem ama,
nem para quem perdeu
a hora da partida
e o encanto da chegada.
Ah,
minha triste figura,
minha desventura,
minha sorte desalmada.
Sou feito a voz que inutilmente grita no deserto, um olhar voltado para outros tantos olhares, que ninguém percebe, e não enxerga, sou o grito acuado no meio da multidão, que ninguém houve.
O homem místico, aquele que não quer ouvir a voz de Deus, sofre à toa, cercado de maldições diabólicas, acreditando que na próxima geração em carne estará livre da sua corrupção.
Todo médium que recebe ou transmite a voz de espíritos de mortos é hospedeiro de Satanás, e tanto um quanto o outro, estão banidos da face de Deus.
A impaciência e a insensatez dos falsos mestres geram neles a voz escarnecedora, porque preferem as suas próprias paixões carnais do que a fé e a paz do Espírito.
Quando você ouvir a sirene de uma ambulância, lembre-se que um dia ouvirá a voz da trombeta de Deus lhe ressuscitar do pó da terra para despertar a sua alma para entrar no Tribunal de Cristo.
Quem lê as Escrituras, chorando, reconhece a voz de Deus para sua vida e mantém uma atitude humilde de honrar e obedecer aos Seus mandamentos.
