Voz
"O barulho que não ensurdece é o grito do nosso 'eu' quando ignoramos a voz que diz: confie, Deus está no controle."
“Nem todo silêncio é ausência de voz, às vezes, é presença de sabedoria.”
Há momentos em que o melhor argumento é o silêncio. Especialmente quando alguém está convicto de uma verdade que não abre espaço para escuta, insistir é como tentar acender uma luz em quem escolheu fechar os olhos.
Manter-se em silêncio diante de certas certezas alheias não é sinal de fraqueza ou de omissão, mas de maturidade emocional. É compreender que nem toda conversa precisa de resposta imediata, e que nem toda batalha merece desgaste.
Silenciar, nesses momentos, é um ato de autocuidado, respeito e inteligência.
É confiar que o tempo ensina o que o ego ainda não permite aprender.
Tudo o queria, era apenas ouvir a tua voz
Tudo o que queria
era perguntar como foi o teu dia
Tudo o que queria era saber se estás bem.
Pergunto por ti
porque te amo
penso em ti porque te desejo
quero estar contigo porque sinto saudades
preciso olhar para ti
porque me completas
chama-me louco não me importo
teu amor é meu único conforto
como um rio que nunca pára
escorrem as minhas lágrimas
dói não te ter por perto
minha vida sem ti é um deserto
estou sempre á tua espera
como um louco apaixonado,
a vida torna-se áspera
tudo o queria era estar a teu lado...
Nos abraços de um dia a caricatura solta da sua voz me copia. Intermitente, constante, condizente, ressonante. Tudo poderia satisfazer num simples expressar da situação. Meu sorriso mais sincero reflete nossos melhores momentos.
Na democracia, todos têm voz e voto, mas às vezes parece que estamos todos falando alto e ninguém escutando. No comunismo, ninguém pode falar a não ser o grande líder, pois é a única voz permitida, como num chato e repetitivo monólogo
Mãe, Eu Quero Voltar
Deixei teu abraço, tua voz, tua mão,
Com sonhos de glória e a pressa em vão.
"Não vá, meu filho", teus olhos diziam,
Mas jovem e cego, eu mal te ouvia.
O mundo, mãe, não é como eu pensei,
Me abraçou com mentira, me usou, me ferrei.
Promessas brilhantes, caminhos sem fim,
E hoje só resta o vazio em mim.
A chuva me molha, o frio me abraça,
A vergonha me pesa, a saudade me amassa.
Tuas palavras ecoam, conselho tardio,
Mas a lição veio, dura, no aço do frio.
Lembro teu rosto, tua prece, teu olhar,
E hoje só penso: Mãe, eu quero voltar.
Não trago riqueza, nem orgulho, nem glória,
Só um coração quebrado, marcado na história.
Perdão, minha mãe, pela dor que causei,
Pelas noites de choro que te entreguei.
Por não ouvir teu amor, tua razão,
E trocar tua casa por ilusão.
Se me aceitares, volto em silêncio,
Com o coração pobre, mas cheio de intento.
Prometo, mãe, ser teu filho de novo,
E cuidar do amor que deixei no povo.
Mãe, se puder, me espera no portão,
Que ao cruzá-lo, se cura o meu coração.
De peito aberto, ao teu lado ficar,
Pois aprendi, mãe, que o mundo é teu lar.
Prá começar...Alguém vai ter que ensinar boas maneiras além de um vocabulário e tom de voz menos chulo á esse novo presidente.
Pare de mandar áudio se não é sua voz que ele quer ouvir;
Não adianta bater na porta se é outra pessoa que ele quer ver;
Você pode até chamar para ir à praia, mas se ele prefere uma cachoeira com outra, desista.
Tem tanta gente interessante no mundo, menina, pare de se jogar para cima de alguém que já está segurando outra pessoa.
Esqueci
Eu finalmente esqueci
Esqueci seu rosto lindo
Sua voz doce
Seu corpo perfeito
Seu cabelo sedoso
Suas mãos pequenas
Suas unhas pintadas
Seus pés fofos
Suas coxas grandes
Seu nariz pontudo
Seus lábios carnudos
Seu beijo alegre
Seus olhos felizes
Suas roupas lindas
Seu vestido favorito
Seu jeito cativante
Sua presença formidável
Esqueci você.
Sensível
Bastou ouvir tua voz para o meu coração se despedaçar em muitos,
A tua presença faz o meu chão antes configurado em aço, se transformar em gelatina,
É profundo ficar te olhando fixo nos olhos, causa uma instabilidade emocional,
Sensível ao tempo, sensível ao momento.
Contaminado
Do olhar até a voz,
da respiração ao cheiro,
das curvas ao calor intenso,
dos sorrisos ao caos,
do nada, tudo.
Fui contaminado.
Você é incomum
Tua transparência me derrete em sentimentos,
A tua voz exala amor em forma de versos nos meus ouvidos,
O teu abraço me alivia é simplesmente diferenciado,
A tua presença me apresenta um cenário novo sobre o que é comum sendo incomum e o que é incomum tornando-se comum.
Se um dia me calar a voz, ou se a luz dos meus olhos se apagar, e de mim se afastarem os prazeres do mundo, que ainda assim permaneça firme em mim a fé no meu Deus.
“Alguns precisam de espaço e voz para resistir. Outros são vastos, mesmo em clausura e silêncio. O universo que habitamos tem o tamanho da nossa mente e da nossa alma.”
FROST: A VOZ QUE VEM DO MAR
O céu lançou uma tempestade.
A família orca atravessava o oceano para chegar ao Àrtico, onde a comida era farta e o clima agradável.
A vovó orca dava as coordenadas e pedia para que ficassem firmes.
O mar ficou intenso.
A orca mais nova, chamada Frost, não conseguiu acompanhar sua família e se perdeu.
Depois de longas horas, a água já estava calma, mas ele não viu mais ninguém.
Continuou nadando por um bom tempo e se sentia cada vez mais sozinho.
O silêncio ecoava e ele tinha medo.
Semanas se passaram e Frost conseguiu comer apenas alguns salmões.
Estava desanimado e tentava lembrar do que a vovó orca dizia:
- Se um dia vierem a se perder, lembrem-se do nosso chamado, pois ele será a voz do seu coração e o levará de volta para casa.
Frost cresceu, e parecia que a voz ficava cada vez mais distante.
Ele fez amigos.
Conheceu uma tartaruga. Ela nadava em uma corrente rumo ao verão, mas Frost não queria viver no calor.
Conheceu também um tubarão, mas muitos animais do mar acreditavam que orcas eram má companhia.
Sentindo-se infeliz, Frost chorou.
Quando chorou, ele emitiu um som alto e desconhecido.
E de repente, o mar se movimentou em grandes ondas circulares.
Os peixes foram todos embora, enquanto várias orcas se aproximavam e o encaravam.
A vovó orca assobiou.
E ele se lembrou.
Agora, Frost andava junto com sua família, fazia amigos e brincava.
Ele finalmente pertencia a algum lugar.
Frost continuou sendo uma orca corajosa e gentil, e viveu feliz por muitos anos.
Embargamos a voz, muitas vezes para não machucar as pessoas com a simples idéia de que elas estão erradas!
“A pessoa que falava quando viva, depois de morta não tem voz nem laringe. A roupa que usava, depois de morta não tem roupa nem roupeiro. O corpo, depois de morto, é glorioso, claro e passivo. Não tem nada a ver com o que se via em vida. Jamais os mortos comunicaram alguma coisa que os vivos no nosso mundo não conhecessem.”
