Voo
"O intrépido voo da águia fora interrompido,pelo curso amoral do tempo.Ela refugiou-se na montanha mais alta,a qual tornou-se fiel confidente e silenciosa amiga.Aceitara a metamorfose que lhe fora imposta,masoquismo furtado pelas dores e sangue escorridos em meio à convulsão de pensamentos,tornando-a tal qual a rocha,fria ,aparente .A altitude congelara o seu coração,cuja inércia a impedia de voar:o voo celebrado pelas águias,onde os olhos permeiam distancias sonhadas apenas pelos não humanos"
Lapsos na memória se fez, na dor extrema daquele vôo sem volta. Todavia o coração capturou a ventania daquele amor na câmera vasta sem leis, sem escolhas.
Evaporado naquele vendaval...
Suspiros coloridos, ficaram.
Poesia é ave que alça voo no céu infindo entre o dia e a noite e insaciável vem visitar a superfície marítima, mesmo sem poder pousar, só pra ter a sensação de que é capaz.
FORA DE SÉRIE
Existem muitas coisas estranhas
É preciso um impulso na pista
Pra saber se o voo deslancha
Um rio infestado de piranhas
Vai corroendo sonhos da lista
Rastros do estrago ficam em mancha
Saber levar as coisas na manha
Sem a culpa de um egoísta
Bem escolher a onda e a prancha!
VOO RACIONAL
Sei que não há nada mal
Em um pensar racional
Afinal também importa
Pra não titubear a rota
Sem fla"gelar" a emoção
Deixa voar o coração!
VOAR
O livro fechado não tem valor.
Um livro aberto é um grande voo.
Do início ao fim você viaja...
Pouse ele na sua estante ou no armário.
Se não tiver esse veículo,
vá até uma biblioteca ou livraria.
Mas use suas asas todos os dias.
Na sombra da noite
A coruja decola em seu voo silente
Com uma visão singular e aguçada
Garras pontiagudas e mortais
Causando o terror em suas vitimas:
Ratos apavoram-se, morcegos voo,
Insetos sacodem seus exoesqueletos
Buscando abrigo em seus esgotos e esconderijos.
Na ânsia de sobreviverem as suas desgraças.
Notívago
Raiz que Voou
Criei asas onde era raiz,
abandonei o chão por ser feliz.
Nem todo voo precisa altura,
às vezes basta a alma mais pura.
QUASES
Demétrio Sena, Magé - RJ.
É assim que acontece; caio e voo;
vou de novo; depois, torno a voltar;
deixo estar, logo deixo de abandono,
quando volto a me ver ao ver teus olhos...
Faço festa e desfaço meu roteiro,
pois desmontas, remontas o cenário;
sou inteiro, porém me despedaço
e me torno lendário pro meu mundo...
Venço e perco pra minha fantasia;
cada dia me pega de surpresa
com a outra versão do teu humor...
Não consigo encontrar as tuas fases;
olho, enxergo, não leio tanta lua;
chego aos quases e o pé retoma o chão...
QUANDO CAIO EM MIM
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Caio em mim quando penso que voo mais alto;
não há céu que sustente a pretensão do ser,
nem há palco pra todos os egos do mundo
espremidos no peito da mesma pessoa...
Quando caio me arrasto e me vejo no espelho
dessa mesma verdade que a todos rodeia,
numa teia mais forte que todas as grades
detentoras ferrenhas de olhares em fuga...
Solidão predadora nos acha e traslada,
não importa em que festa nosso eu se oculte,
quanto fogo se avulte na soberba humana...
Tudo mostra meu nada quando caio em mim;
vou ao fim dessa história que julguei escrita
e começo de novo pra novo errar...
Nenhum pássaro do mundo,
Onde quer que nasça
Ergue voo sem antes
Laborar sua carcaça
Inda que não seja hoje
Amanhã é o dia da graça.
Versos do meu irmão
Samuel Dantas @soulsirius
Soltar para ser: o voo da alma começa no desapego
Tal como o desmame da criança, que aos poucos se afasta do colo e do leite, também a alma precisa aprender a abrir mão, de hábitos, de laços, de antigas rotinas que já não nutrem. No início, há silêncio e saudade. Dói. Aperta. A ausência pesa, como quem esqueceu o caminho de volta.
Mas então… o vazio floresce em espaço, e o espaço, em possibilidade. É ali que o novo murmura e cresce.
Aprendemos a seguir, mesmo sem mãos dadas. A rir sozinhos. A nos fazer companhia. E quanto mais distantes daquilo ou de quem parecia essencial, mais descobrimos a força da leveza.
Há quem seja como leite materno: essencial por um tempo, mas estorvo quando insiste além do ciclo. O amor de verdade também sabe partir, não por falta de afeto, mas por sabedoria. Por entender que, às vezes, ficar é impedir o outro de voar.
Desapegar não é descartar. É reverenciar o abrigo sem confundi-lo com destino. É agradecer… e abrir a porta.
Tudo se transforma e haverá um tempo em que todos sem exceção alçarão o voo de encontro aos píncaros de luz.
Em seu voo, as aves podem vislumbrar todas as possibilidades. Assim como elas nós também em nossas rasantes devemos encarar nossos vôos como ricas
oportunidades de conhecer novos horizontes e aproveitar o que a viagem louca e fascinante da vida tem para nos oferecer de melhor.
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