Voar como um Passaro Ate seu Coracao
"Eu amava-o - choramingo. - Ele era tudo para mim. Como é que eu não percebi que ele era tudo para mim? - O arrependimento consome-me, percorrendo-me as veias como se pretendesse ocupar o lugar do sangue. E pergunto-me se alguma vez houve um mundo mais cruel do que este, que nos força a matar as pessoas que mais amamos."
Tem gente que faz a gente duvidar da gente. Que faz paixão virar amor, e faz o amor desvanecer como plumas ao vento em questão de segundos. Tem gente que tem o poder de transformar quem somos, mas também têm aqueles que tocam lá no fundo de nossas emoções a ponto de fazermos perder a razão. Que faz a gente querer e não querer ao mesmo tempo. Tem gente que faz a gente sonhar com o possível e delirar com o impossível. Tem gente que faz a gente sofrer, chorar, morrer aos poucos pelo simples fato de não poder ter por perto. Tem gente que é assim, cheio de si, cheio de paz, cheio de amor. Tem gente que a gente ama tanto a ponto de não poder amar.
Como você consegue ir tão bem nas provas? Os bons espiritos me sopram as respostas! Como faço pra que eles me ajudem? Leia os livros que foram recomendados para a disciplina em questão, resolva duzentos exercícios sobre o assunto e refaça as provas anteriores! E ai, funcionou? Sim, acertamos todas as questões.
Para mim, expressar minha opinião para quem não se esforça para entende-la, é como falar com o vazio.
Muitas vezes, como enxergamos e conceituamos o mundo e a nós mesmos, não passa de uma leitura da distorcida sombra da realidade.
Para colhermos bons resultados do que plantamos (como filhos, projetos, relacionamentos amorosos, profissão que abraçamos e etc.), faz-se necessário que tenhamos paciência para que se desenvolva tudo no tempo adequado, e que fiquemos acompanhando o desenvolvimento deles para certos ajustes necessários ao bom desenvolvimento seja feitos, e então devemos colher seus frutos somente quando estiverem prontos para tal, pois se atropelarmos qualquer processo, podemos perder o que buscamos, como amargo é o fruto que arrancamos da árvore antes de estar maduro, sendo assim de que nada servirá.
Querer não é ter.
Antes de todas as questões possíveis, embaralhadas como cartas na mesa, reconheçamos então as nossas limitações, por mínimo que seja o contato entre nós.
Mas sou insistente, fui doravante inconsistente.
Somos como leões quando perdemos a batalha, as cicatrizes nós mostra que mesmo caindo nós tentamos e lutamos.
Como expressar-se nessa hora e quais as ações que se pode fazer para aplacar a dor de uma perda. A melhor ação é em oração contemplar a face do PAI CELESTIAL e pedir a ELE que conceda a todos a serenidade para compreender, a tranquilidade para seguir e a luz para emitir ao ente querido que parte de volta aos braços dELE.
Sinto latente a angústia de registrar minha vida, como se isso fosse me salvar, como se pudesse! Suspiro, sentindo uma crença quase vã no impossível, fortalecida pelo amor que ainda pulsa forte no meu peito. Sempre pulsará!
In the mood for love
I
como hei de dizer poesia?
o toque fino nas costas
do desenho abstrato
nasce uma orquídea nos dedos
II
os gatos nos distraem
se distraem
até que pegam no sono por nós quatro
III
eu gosto é de ficar aqui
com você
e os últimos desejos
namorados das estrelas
IV
a alegria nem sempre alegra
é aí que nos abraçamos e aumentamos o volume pela casa
já é tarde, no outro dia
você diz que meu sorriso desnuda o seu
V
decoramos a casa
com os nossos beijos
e muita bagunça na cama
VI
você me deu a sua máquina de poemas
eu te mostrei o meu maior segredo
você se esconde dentro de mim
VII
na rua
espalho a multidão
deixo você passar
e parar quando quiser
caso queira, vejo contigo as vitrinas mudarem de estação
aliás, vemos a chuva, a rua molhada, a luz da noite derramar na chuva a luz da lua
fazemos a chuva parar
e voltamos pra casa
VIII
do olho mágico
te vejo sair
e te espero voltar
IX
o que me deixa mais feliz?
o fim da noite
quando no teu peito
sinto o teu coração bater
e respondo, noite bem!
X
estamos no segundo inverno
aquietando a chuva
na rosa mais vermelha do coração
Último poema
Nestes lugares desguarnecidos
e ao alto limpos no ar
como as bocas dos túmulos
de que nos serve já polir mais símbolos?
De que nos serve já aos telhados
canelar as águas de gritos
e com eles varrer o céu
(ou com os feixes de luar que devolvemos)?
É ou não o último voo
bíblico da pomba?
Que sem horizonte a esperamos
em nossa arca onde há milénios se acumulam
os ramos podres da esperança.
Como posso levantar esta manhã, sentir o cheiro das rosas, apreciar o orvalho sobre as plantas, tocar piano? Onde depositar pequenos lampejos de alegria, se me esvaiu todo o desejo? Fingir… fingir é ainda mais difícil e doloroso. Chorar ainda é um consolo, ajuda a colocar para fora um pouquinho da dor… alivia… Mas e a cura, há cura para o que sinto? Onde poderei encontrar um pouco da ausência de dor? Encontrar um pouco de paz e acalento?
há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado
por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém
e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão
(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)
um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade
A senhorita é única, linda, forte, inteligente e doce. Não pude evitar me apaixonar. Aliás, como se evita que algo assim aconteça?
Pessoas são como árvores...
Crescem, se tornam frondosas
e tombam-se às tempestades
depois de várias, talvez à menor.
Porcaria de Medo que me prende, me amarra sem ao menos haver corda.
Que me domina como se eu fosse um cavalo selvagem.
Droga de força invisível, eu te odeio.
Droga! Mas odeio mais admitir que as vezes te admiro também.
Por sua causa eu deixei de fazer muitas coisas, de falar muitas coisas na hora da emoção e analisando hoje, eu preciso reconhecer, sem sua intervenção, meu mundo estaria de mal a pior. Não sou seu amigo e nem seu admirador mas obrigado.
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