Voar
O medo tem um objeto específico, como o receio de voar, enquanto a angústia é mais difusa e ataca sem um alvo específico, com causas menos compreendidas.
Nos dias cinzentos ouso sonhar e voar mais alto que as nuvens de tempestade. Para além do raio e do trovão, vejo o sol e sinto o calor. Lembro-me de Ícaro e espero que as minhas asas não derretam. Como é bom flutuar nos braços do sol.
Os dias cinzentos são um manto pesado que cobre a alma, mas na minha imaginação, as nuvens abrem-se. Subo, subo sempre, até encontrar o fulgor do sol escondido. O coração bate mais forte, e os medos dissipam-se como névoa ao amanhecer.
A cada batida de asa, uma lembrança de Ícaro. Não com a sua temeridade, mas com a esperança de quem deseja apenas sentir o calor que dá vida. Como é bom flutuar nos braços do sol, onde cada raio é um afago e cada sombra, uma memória desvanecida.
No voo, encontro a liberdade. Na luz, descubro o caminho. As tempestades podem rugir, mas eu, feito de sonho e coragem, atravesso-as com a certeza de que, além delas, há sempre um sol à espera.
Não tente ir além de suas forças; não tente produzir além de seus limites; não tente voar sem asas. Seja esforçado! Ponto final.
Não te sei decifrar
Estou perdida entre o antes e o "nós"
E a minha vontade de voar
Faz-me voar é tudo o que te peço
Faz-me perder o medo das alturas
Faz-me sentir que não vou cair
E dá-me a segurança da tua mão se precisar de me levantar
Faz dessa serenidade que tens na voz uma constante
E ama-me
Ama-me como se fosse a única mulher que merecesse o teu amor
Permite-me o poder de te tirar o chão
E caminharemos juntos em caminhos infinitos
Porque se me souberes amar...
Onde não houver chão... voaremos
Eu sei como voar
É quando sinto o hálito da alegria bombear meu corpo e a ansiedade vai embora.
É quando sem querer o coração dispara e acelera os filetes dos desejos.
É um sonho feito pandorga, solta no imenso céu azul, onde também me solto, livre das amarras que me prendem.
E voo liberta e pujante, para reter o amor em meus instantes.
Eu vejo, eu sinto, eu presinto. Eu preciso te dizer estou vivo, sinto o ar, o voar dos pássaros, o agasalho, o desprender, sinto o friozinho, o filho a alegrar, o filho a renegar. Sinto a tristeza. Sinto você que traz alegria, tristeza e harmonia, sinto tudo isso sem medo do dia a dia.
Desabafo de um pássaro
Nasci para voar nas asas do vento
Para entoar lindos cantos
Para viajar entre os mundos
E fazer lindas poesias.
Posei, mas não para ficar
Preso em gaiolas não é meu lugar
Olho os livros músicas saem de lá
Desaprenderei voar se preso me tornar.
Perco minha essência
E minha chance de ser feliz
Fico fraco, pareço empalhado
Passando por dias de torturas.
Deixe-me ser livre e vida continuar
Não me deixe aqui agonizando
Com as lembranças de um pássaro sonhando
Sou humilde, nasci para lugares explorar.
Eu preciso de um tempo para pegar impulso e voar. Que minhas mãos sejam armas que abençoam e meus pés cheguem aonde mora a felicidade.
Ciclos
Pra que voar se podemos nos libertar
Dessas asas que nos aprisionam
Dos pensamentos que tiram de você
A possibilidade de estar ou não
Quero sumir daqui
Mergulhar e me esconder
Não para fugir, mas para viver
Viver em mim e um pouco em ti
Quero sair para me encontrar
Desamarrar meus pensamentos
E voar para algum lugar
E tudo tem me levado
Para outro ciclo de vida
As pessoas estão mudando
As coisas
Eu estou mudando para mais perto
Para perto de mim.
Ela é segura, é decidida, é caminho sem volta, passagem só de ida. É passarinho que aprendeu a voar. Ela grita liberdade, ela é flor que não se cheira, poema que poucos interpretam, ela é música erudita, pra gostos peculiares, refinados. Ela é vinho caro, é uma menina de ouro, ela é presente de Deus, tem o maior valor do mundo, então valoriza, cuida, ela é tudo, nasceu pra ser feliz.
