Vivi
Saudade
Hoje me peguei saudosista.
Sinto saudades de tudo que vivi e vivo.
Sinto saudades das coisas boas e ruins
As quais tenho me relacionado.
Das boas, por não ter compartilhado com mais realce.
As outras, hoje lhes daria melhor condução.
Sinto saudades quando vejo fotografias
Quando sinto cheiros e odores
Sinto saudades do meu passado
De minha tênue infância periférica
Sinto saudades de amigos que não os vejo há anos.
Daqueles que se foram sem despedidas
Saudades das pessoas com as quais não falei mais.
Sinto saudades dos presentes que não aproveitei em sua plenitude
Sinto saudades da criança que deixei no passado a chorar.
O presente que me fez adulto
Deixarei sem movimento
Para o futuro que nunca virá.
"O que você chama em mim de defeitos,
eu chamo de efeitos colaterais da vida que eu vivi."
☆ Haredita Angel
Um Tempo no tempo
Houve um 'Tempo no tempo'
(e eu vivi esse tempo),
em que as moças tinham
a graça de enrolar os rapazes.
- Elas pediam um tempo
para responder:- SIM ou NÃO.
Muito embora, já bem
soubessem a resposta.
- O tempo passou e veio
um Tempo sem graça nenhuma...
-Tempo em que ninguém tem tempo
em pedir ou dar tempo a ninguém!
Tempo do: Pei...Bufo..Mão na cara!
- Ó Tempo no tempo...
Você é a minha melhor saudade!
☆Haredita Angel
Despedida!
Sempre vivi à minha maneira:
Na infância me estranhavam, até meus pais.
Na juventude me criticavam os "amigos" .
Na maternidade não me entendem, os filhos!
Mas hoje, no quase fechando as cortinas da vida, estou feliz!
Eu consegui ser leal à mim e aos outros;
-Sempre fazendo aquilo que queria que fizessem ou tivessem feito comigo.
Quem entendeu; sou grata!
Quem não entendeu; eu sinto muito, fica para a próxima. -Quem sabe!
-Parto tranquila, ciente de que fiz um bom trabalho cá na terra, pelo menos por mim.
Arrivederci!
(Haredita Angel-17.18-Facebook- Socorro Oliveira Vieira)
Hoje, eu quero viver o que eu nunca vivi. Realizar meus sonhos, buscar meus ideais que ficaram perdidos em algum lugar distante e que agora chegou o momento de resgatá-los.
O que me levou a tomar certas decisões, foi o meio em que vivi e que não mais me encaixei. Sentia-me como um peixe fora d’água.
Vivi por anos a fio nas incertezas. Hoje continuo vivendo e sabendo menos do que eu gostaria. Porém, é no mundo das incertezas que encontramos o limite das buscas para se chegar aonde teremos certeza.
Não me importo mais
Já vivi sem limites
Me embriaguei para esquecer
Gritei para todo mundo ouvir
Desejei a felicidade
Enlouqueci por ti
Prendi a respiração para morrer
Desejei que desaparecesses
Arrependi-me de tudo que desejei
Vivi como se o mundo fosse acabar
Acabei-me de tanto rir
Cantei como se a canção fosse de minha autoria
Desisti de viver
Dei asas à minha imaginação
Desejei voar
Voei até onde pude ir...
Já me importei com tanta coisa
Hoje, nada mais me importa.
A saudade é um sentimento que quando resolve aparecer, nos agracia com lembranças dos momentos vividos.
Vivi aventuras inesquecíveis, paixões enlouquecedoras. Já passei por quase tudo nessa vida, quebrei a cara algumas vezes, reinventei-me, superei. Agora, amor de verdade, só um, você 🫶
Me lembro muito bem, o quanto fui submissa a nossa relação, no início vivi os melhores momentos da minha vida, e quando surgiram os piores, lá estava eu ao seu lado, te dei todo meu amor, carinho e atenção, esqueci de mim, me dediquei ao máximo para manter nossa relação, e o que ganhei em troca? Apenas migalhas e traição, meu erro foi te amar de mais e esquecer o primordial, o amor-próprio.
Tem gente que é como um trecho de livro.
Que nossos olhos choram,e agradecem,
Pelo instante vivido.
Tempo e a Vida!
Houve um tempo em que te esperei tanto, houve um tempo onde vivi não sabendo viver, porque viver sem amor é se perder, é estar sem estar…
Por isso quando eu amei de verdade eu me alegrei, e não sei onde está alegria poderá estar, mas ela esteve em mim, em cada abraço seu, em cada segundo que eu esperei tanto em enxergar no fundo dos seus olhos que seria tua, e que nossos planos enfim seriam realizados.
Mas não foram e eu fui…
Onde estou agora?
Não sei.
E tempo se foi…
Mas ainda te amo Fábio Sanchez.
Re Pinheiro
Na seara da “cão” fusão, até os confusos se confundem com multifacetados.
Vivi para ver os que confundem arrogância e autoritarismo com bravura se preocuparem com o tratamento dispensado aos seus arrogantes de estimação.
Recomeçar
Após anos em silêncio, após tudo que vivi, retomei várias coisas, mas faltava uma ainda! Após o incentivo de um novo amigo (resultado de um dos meus recomeços) resolvi retomar, recomecei a escrever. Estou me sentindo enferrujada, parece que as ideias já não vêm tão naturalmente! Mas vamos lá, retomar, recomeçar, reescrever minha história!
O que é recomeço? É voltar no tempo, retomar os sentimentos, reviver as lembranças, relembrar a esperança de tudo que é novo e do que ainda não se viveu!
Recomeçar é sentir um frio no estômago, seria o medo do que há por vir? É o riso solto, vindo do âmago, mesmo com o coração envolto numa casca grossa, tentando se defender para não mais se machucar! É sentir alegria de viver, tristeza do outro ser que enfrenta tanto perder quanto ganhar sem saber! É voltar à estaca zero, é pensar que não vai dar conta, que não vai conseguir seguir. É seguir rumo ao desconhecido, destemido, com amigos, ou apenas só! É um laço sem nó. É seguir com medo de tudo, com medo do mundo, mas com coragem suficiente para não retroceder! É seguir em frente, sem olhar para trás, sem no entanto perder o encanto e a experiência de toda a carga do passado! Finito, acabado, passado é passado, mas não há presente nem futuro sem o saber do passado! Começar é apenas uma vez, mas recomeçar pode ser por incansáveis, indeterminadas, diversas vezes; recomeçar a cada dia, a cada novo amanhecer. E por que não ao entardecer? Não há hora nem lugar para recomeçar, basta tentar!
Então, que tal? Vamos recomeçar? O que você quer recomeçar hoje? E para você, o que é o recomeço?
Recomeço, meço, apreço, aprecio, retomo, me arrependo, retorno, ao ponto exato, o ponto do recomeço, sem retrocesso, e só paro com uma condição: alcançar o SUCESSO!
(Viviane Dona da Silva)
24 de julho de 2014
Somos um amor não testado?
Uma coleção de perguntas sem resposta?
Um sem-fim de começos não vividos?
Vivi para ver um 'monstro' fazer um presidente, padres e pastores e todos os seus asseclas, recorrerem aos meios mais espúrios e nojentos possíveis para defenderem a verdade absoluta.
A Síndrome da Boazinha e a Culpa que Não Era Minha
Por Diane Leite
Por muitos anos, vivi como se carregasse uma dívida invisível, uma culpa que parecia colada à minha pele desde que me entendia por gente. Cresci acreditando que, de alguma forma, eu era culpada por não ser suficiente. Por não ter sido suficiente para que minha mãe ficasse, para que ela lutasse por mim, para que as histórias que me cercavam fossem diferentes.
Essa sensação de culpa silenciosa moldou minha forma de existir no mundo. Eu queria agradar a todos, ser perfeita, resolver problemas que nem eram meus, porque acreditava que, se eu fosse boa o suficiente, talvez, só talvez, eu merecesse ficar. Mesmo quando eu já não era mais aquela criança de dois anos, ainda agia como se precisasse provar algo: que eu era digna de amor, de aceitação, de permanência.
A Síndrome da Boazinha
A síndrome da boazinha foi meu jeito de lidar com a dor. Sempre disponível, sempre compreensiva, sempre dizendo "sim", mesmo quando meu coração gritava "não". Eu me doava inteira, mesmo quando ninguém pedia, porque, no fundo, eu tinha medo de ser descartada de novo. Medo de que, se não fosse boa o suficiente, as pessoas me abandonassem.
O Despertar
Foi preciso muita vida, muita dor e muita reflexão para perceber que a culpa nunca foi minha. Que o que aconteceu aos dois anos, as escolhas que minha mãe fez ou deixou de fazer, nunca foram responsabilidade daquela menina pequena e inocente. Que minha essência, meu valor, nunca dependeram de agradar ou de ser a "boazinha".
Quando comecei a entender isso, o peso começou a cair. Aos poucos, percebi que ser boa não significava me anular. Que agradar o mundo inteiro nunca me traria a aceitação que eu buscava, porque ela precisava vir de dentro. E, mais importante, que eu não precisava de ninguém para me validar ou me dizer que eu era suficiente.
Foi aí que deixei de tentar ser a boazinha e comecei a ser eu. A dizer "não" quando era necessário, a colocar meus limites, a escolher a mim mesma em situações onde antes eu teria me sacrificado sem pensar. Percebi que amor-próprio não é egoísmo, mas um ato de cura.
A Nova Mulher
Hoje, sei que não sou culpada pelas escolhas de ninguém — nem da minha mãe, nem de qualquer outra pessoa. Sei que minha vontade de agradar era um reflexo de uma ferida, não de quem eu sou de verdade. Agora, escolho ser boa, mas não às custas de mim mesma.
Não é fácil abandonar a síndrome da boazinha. Há momentos em que ela tenta voltar, sussurrando que é mais seguro agradar, evitar conflitos, manter as pessoas por perto a qualquer custo. Mas agora eu sei que minha força não está em ser perfeita para os outros. Está em ser verdadeira para mim mesma.
E, se alguém escolher partir porque eu decidi me amar, então tudo bem. Porque, no fim das contas, aprendi que quem precisa ficar — quem realmente me ama — nunca me pedirá para ser menos do que eu sou.
E isso é liberdade.
