Vivendo em Sociedade
Aprendendo a conviver com tanta arbitrariedade
Vivemos numa sociedade em que basicamente o que se valoriza é o materialismo e o imediatismo, nos acostumamos a ver, buscar, adquirir de qualquer maneira o “deus” que se caracteriza em poder e riqueza. E pra falar a verdade este modo de viver a cada dia toma proporções gigantescas nos costumes da maioria dos seres humanos.
Assim vivemos, pois numa espécie de “loucura” ou “despojamento da razão”, em outras palavras significa que nada deve ser levado tão a sério, nada pode durar tempo demais, e que as coisas não devem ser tratadas com tanta rigidez. É preciso ser flexível.
Tudo deve ser moldado segundo os interesses de novos valores que nada tem a ver com os padrões éticos e morais. Na verdade o que importa é “eu” ter qualquer vantagem.
Afinal tudo é descartável, e o ser humano também passa a ser, se este não estiver de acordo com os meus padrões predefinidos, logo, descarto-o, nem que para isto faça uso de todas as armas disponíveis sendo muitas vezes as piores possíveis, como:
Pressão psicológica, mentiras, calunia opressão, medo pela perda de emprego, rebaixamento de função e de cargo, perseguição, conflitos de opiniões.
A busca desenfreada do poder hipnotizam as pessoas, fazendo com que se tornem arrogantes ao ponto de se acharem poderosas, imbatíveis e capazes de qualquer coisa.
E para que tenham êxito passam por cima das regras básicas de respeito, convivência, fraternidade, e justiça.
Quem nunca observou no cotidiano, situações das mais absurdas possíveis. Quando isso acontece, o que fazer?
Imagine o dilema que vive um trabalhador (a) que é privado de ter uma carteira de trabalho assinada, não possui CPF, identidade, muitas vezes nenhum documento, e para sobreviver, trabalha anos sendo que para o sistema por não possuir nenhum destes documentos é como se ele não existisse!
Muitas destas situações são ignoradas por patrões que simplesmente querem levar vantagem sobre este trabalhador, não informando e não cumprindo os direitos trabalhistas que regem o trabalho.
Outra situação: Aquele funcionário público que não tem seus direitos respeitados dentro de seu ambiente de trabalho, que sofre toda espécie de humilhação por parte de “chefes”, que na maioria das vezes alcançou o cargo de chefia politicamente e não por merecimento, esquecendo-se que o cargo no qual por hora desempenha é passageiro e logo estarão sujeitos a um reverse.
Assim, é bom que reflitamos por um momento:
Será que estes “chefes” não conhecem as leis trabalhistas?
E se conhecem, porque burlam as normas e continuam impunes?
Qual a necessidade de oprimir homens e mulheres que saem de suas casas todos os dias passam por diversas dificuldades para desenvolver um trabalho, porque precisam daquela renda para manter a família, e muitas vezes deixam suas crianças expostas ao perigo, porque o maiorzinho cuida do menor, mas é preciso ir trabalhar, e, contudo tem seus direitos violados, apenas porque os “poderosos” fazem valer seus caprichos pessoais ou grupais!
Em nome de que mesmo está sendo guiada a conduta de pessoas que agem assim?
O ser humano está se destituindo dos valores éticos, e assim estão se tornando perversos, se comparando a lobos prontos a devorar qualquer um que interfira em seus projetos pessoais, assumindo cada vez mais a dinâmica na defesa de suas paixões e ambições materiais, pois é preciso ganhar para obter poder. Planta-se a ideia de que o perdedor é aquele que segue as regras.
Não é de se estranhar as corrupções arraigadas em grande parte das instituições políticas e sociais. Levando-nos a crer que nada pode frear estas péssimas atitudes. Todavia a solução está nas mãos daqueles que conservam as regras.
É preciso quebrar os paradigmas que impõem o medo. Nada será mudado se ficarmos calados diante de situações vexatórias e injustas. É preciso fazer valer nossos direitos. Mudar a crença de sermos reconhecidos cidadãos somente em épocas de eleições. Temos que mudar esta cultura! Traçar um novo perfil. Mostrar que somos capazes.
Somos seres providos de inteligência e vontade, avaliar cada situação e suas consequências e optar por decisões que não denigram os princípios da coletividade.
Precisamos analisar nossa conduta e estabelecer comportamento útil, para fortalecer nossas decisões naquilo que é certo para que deste modo possamos viver uma sociedade justa, confortável e feliz.
Então vivemos em uma sociedade viciada? Sim, em uma sociedade viciada em deixar a cura para o próximo!
Os amigos, os conhecidos, gente que a gente encontra por aí e os outros.
Viver em sociedade é fundamental.
A convivência faz a vida mais rica, é impossível viver só, manter-se afastado das pessoas e ainda assim crescer como ser humano.
Somos ajudados desde a hora do nascimento. Sobrevivemos na infância mercê dos cuidados dos pais e parentes, aprendemos na escola desde os conhecimentos fundamentais até as últimas descobertas feitas, por quem passa a vida pesquisando a ciência, a física, a química, a astrologia etc.
A gente nasce, cresce,vive, convive e aprende, que é preciso diferenciar os conhecidos, os amigos e os outros.
A tarefa não é fácil, e quem não consegue avaliar o que cada pessoa representa na própria vida, tem maior chance de ficar decepcionada, aprender errado ao transformar o que deve ser simples convivência em relacionamento, amizade em amor e amor em ódio.
Não é nada fácil separar a razão do coração, mas ninguém morre de razão, a gente morre é do coração.
Vivemos numa sociedade laica em que a liberdade do ser humano está acima de qualquer coisa, seja qual for a religião. É a fé que tem sua verdadeira importância de mover montanhas, unir as pessoas, trazer paz no espírito e agradar a Deus.
Sabe o que mais me irrita? Pessoas dizendo que a sociedade vive as julgando direto, mas vão lá e fazem igual, julgam as pessoas que não gostam das mesmas coisas que elas. É o imundo falando do sujo.
Nos não precisamos de uma igualdade social.
O modelo de sociedade que vivemos hoje não permitiria isso.
O que aconteceria com o mundo se hoje tivesse uma igualdade social?
Cada família teria que plantar seu próprio alimento.
Você estaria preparado para isso?
Se você estiver, você provocaria novamente uma desigualdade social, por que as pessoas dependeriam de você.
Vivemos numa sociedade em que a ética se encontra em baixa. Devemos fazer algo para colaborar pela construção de um mundo melhor.
A baixa autoestima existe somente porque as pessoas vivem em sociedade. Quem vive sozinho sofre de altíssima autoestima.
Vivemos em uma sociedade doente, intoxicada pelo medo do diferente, pela resistência ao novo e pelo apego cego às próprias crenças. Não é a liberdade que incomoda, mas o que ela revela: a fragilidade de certezas construídas sobre alicerces frágeis.
O ser humano, muitas vezes, veste a ignorância como uma couraça e vê na liberdade alheia uma ameaça, pois cada escolha diferente da sua expõe os limites do seu próprio entendimento. Quem caminha além dos trilhos impostos pela tradição, pela moral seletiva ou pelo julgamento coletivo, desperta inquietação. E o inquieto, para uma sociedade doente, precisa ser silenciado.
O problema nunca foi a liberdade. O problema é o espelho que ela segura diante de quem se recusa a evoluir. Quem aprende, expande. Quem teme aprender, ataca. E assim seguimos: uma humanidade fragmentada, onde o conhecimento é poder, mas a ignorância se veste de justiça.
A verdadeira cura para essa sociedade doente não está na opressão, mas no despertar. Está na coragem de aceitar que não sabemos tudo, de reconhecer que a diversidade não é um perigo, mas uma riqueza. Está no entendimento de que liberdade não é afronta é existência plena.
Que tenhamos força para enxergar além das grades invisíveis da nossa própria mente. E que, ao vermos a liberdade do outro, escolhamos aprender em vez de temer.
Viver em Liberdade Igualdade e Fraternidade é preciso uma Sociedade com boa Educação, Saúde e Justiça.
Estamos vivendo numa sociedade dominada fortemente pela ditadura da felicidade: as pessoas estão desesperadas em busca de algo que lhes traga um bem estar individual, e tudo aquilo que traz um desconforto deve ser eliminado.
Não existe, na sociedade em que vivemos, quem marche sem equívocos, sem medos, sem tormentos, gerando aflições, quando pretendia acertar, e produzindo dor, quando muitas vezes, apenas intentava promover a paz.
Onde está o Estado?!!! - uma total falta de compromissos com a sociedade que vive abaixo da linha da pobreza, tudo isso gerado com a complacência do judiciário que acoberta a corrupção desenfreada e generalizada -; que revoltante!#ToninhoCarlos
A dignidade das pessoas que vivem à margem da sociedade é ameaçada pelo frio, pela fome e pela privação cultural.
