Vivemos

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⁠Vivemos em uma época onde a promiscuidade é aplaudida de pé, onde o pedir em namoro virou piada e o ficar sem compromisso é moda.
Onde o casamento tem prazo de validade, onde seguidores digitais valem mais do que amigos reais, onde o celular é a terceira pessoa da relação.
Onde a busca incansável pelo dinheiro se tornou um dogma, onde a liberdade financeira e a beleza não são mais relativas, e sim um conceito de felicidade absoluta.

"Vivemos conectados, mas cada vez mais desconectados de nós mesmos."

Vivemos a era dos perfis cheios e das mentes vazias: muita exposição, pouca substância; muita aparência, pouco conteúdo. Afinal, é mais fácil construir uma imagem admirável do que desenvolver uma mente admirável.

No mundo em que vivemos, quem não aparecer, se tornar visível, não terá futuro. A consequência necessária de quando você precisa se tornar visível para se tornar relevante no mercado é tornar-se um idiota para consumo.

Luiz Felipe Pondé
Palestrante de diversidade propõe Instituto Cultural Hamas e envergonha Satã. Folha de S.Paulo, 19 nov. 2023.
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⁠Vivemos num mundo organizado ao redor da cobiça.

Luiz Felipe Pondé
Contrato de concupiscências. Folha de S.Paulo, 15 jun. 2025.

É mais fácil acreditar em utopias do que aceitar que vivemos num mundo sem propósito.

Vivemos em uma época que celebra a liberdade como um dogma inquestionável. A felicidade é vendida como um produto, uma conquista individual, um destino a ser alcançado. No entanto, sob o brilho superficial dessa promessa, opera uma máquina social cruel, individualista e competitiva, que produz não realização, mas uma miséria sutil e generalizada.

A vida é constante, à noite vivemos nos sonhos, durante o dia, os sonhos nos vivem.

A depressão é uma crise existencial da qual nossa alma entra em coma enquanto vivemos.

Crônica


O Grande Teatro das Aparências


Vivemos tempos curiosos.


Nunca se falou tanto sobre verdade, e talvez nunca ela tenha sido tão evitada.


As pessoas dizem que querem sinceridade, mas apenas enquanto ela concordar com suas opiniões. Basta uma palavra contrariar seus desejos para que a verdade se transforme em ofensa, preconceito, intolerância ou qualquer outro rótulo conveniente.


O mundo moderno parece ter desenvolvido alergia ao contraditório.


Todos querem liberdade de expressão, desde que a expressão seja exatamente igual à sua.


As falsas promessas continuam circulando com excelente saúde. Mudam os rostos, mudam os discursos, mudam as embalagens, mas o conteúdo permanece praticamente o mesmo.


Prometem prosperidade.


Prometem justiça.


Prometem igualdade.


Prometem felicidade.


E o povo continua esperando a entrega de uma encomenda que parece extraviada há décadas.


As amizades também entraram na era da aparência.


Há quem possua milhares de seguidores e não encontre uma única pessoa para carregar suas dores quando a vida pesa.


São amizades de fotografia.


Companheiros de curtidas.


Irmãos de ocasião.


Presenças digitais e ausências reais.


Basta a tempestade chegar para que muitos desapareçam com a velocidade de um sinal de internet mal conectado.


E o que dizer dos costumes?


Houve um tempo em que honestidade era motivo de orgulho.


Respeitar os pais era virtude.


Cumprir a palavra era questão de honra.


Ser educado era demonstração de caráter.


Hoje, por vezes, quem procura andar corretamente parece carregar uma estranha culpa social.


A esperteza recebe aplausos.


A vulgaridade ganha visibilidade.


A superficialidade conquista admiradores.


E a integridade, muitas vezes, é tratada como ingenuidade.


Mas talvez uma das maiores contradições esteja justamente no campo da fé.


Não falo da fé sincera, que transforma vidas silenciosamente.


Falo do espetáculo religioso.


Da religião que se veste para ser vista.


Do discurso que emociona, mas não pratica.


Do irmão que abraça dentro do templo e ignora o necessitado na calçada.


Do fiel que conhece versículos inteiros, mas esqueceu o significado da compaixão.


Há quem vá à igreja não para ouvir aquilo que precisa escutar, mas apenas aquilo que deseja ouvir.


Não quer correção.


Não quer reflexão.


Não quer mudança.


Quer conforto.


Quer aprovação.


Quer sair convencido de que já está tudo certo.


Enquanto isso, o andarilho continua sentado na esquina.


O idoso continua abandonado.


A viúva continua esquecida.


E o órfão continua esperando alguém colocar em prática aquilo que foi tão bem pregado no domingo.


Chega-se ao culto com roupas impecáveis.


Sapatos brilhando.


Perfume importado.


Palavras cuidadosamente escolhidas.


Tudo muito limpo.


Tudo muito elegante.


Tudo muito correto.


Mas ao retornar para casa e retirar a roupa social, permanece uma pergunta silenciosa diante do espelho:


Quem limpa a alma?


Porque o banho remove a poeira do corpo.


Mas não lava a vaidade.


Não remove a hipocrisia.


Não elimina a indiferença.


Não apaga a falta de amor.


Do lado de fora, a televisão continua fabricando celebridades.


Nas redes sociais, surgem influenciadores que muitas vezes não influenciam sequer a própria existência.


Filmam o café.


Filmam o almoço.


Filmam a academia.


Filmam a viagem.


Filmam a própria filmagem.


E assim seguem registrando a vida sem necessariamente vivê-la.


Parece que o valor das pessoas já não está naquilo que são, mas naquilo que conseguem exibir.


A aparência tornou-se currículo.


A exposição virou moeda.


A vaidade recebeu status de virtude.


E a consciência foi sendo colocada discretamente em segundo plano.


Nesse cenário, a família perde espaço.


Os pais perdem voz.


Os costumes perdem significado.


Os princípios perdem valor.


E o silêncio da consciência vai sendo abafado pelo barulho constante de um mundo que nunca desliga.


Às vezes me pergunto para onde estamos indo.


Talvez a pergunta mais importante seja outra:


O que estaremos deixando para aqueles que virão depois de nós?


Mais seguidores?


Mais imagens?


Mais distrações?


Ou algum legado que realmente valha a pena?


Enquanto não encontramos a resposta, seguimos caminhando entre promessas e aparências, tentando distinguir o verdadeiro do falso, o essencial do supérfluo, a fé da encenação, a amizade do interesse e a consciência da conveniência.


Que Deus tenha misericórdia de nós.


E, mais do que isso, que nos conceda discernimento para não confundirmos brilho com luz, fama com valor, aparência com caráter e religião com amor ao próximo.


Porque, no final das contas, não será a fotografia perfeita que contará nossa história.


Será aquilo que fizemos quando ninguém estava olhando.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

⁠E no espelho do Mundo que vivemos, o futuro é uma incerteza... O hoje tem de ser vivido com enorme satisfação e enorme intensidade. Pois, amanhã talvez tudo se acabe... E o ontem?
Ah, o ontem não volta jamais!..
O futuro a Deus pertence.

Existe algum sentido para o que vivemos além daquele que construímos em nossa própria mente?

Todos os dias atravessamos um turbilhão de emoções e, na maioria das vezes, ele termina antes que tenhamos a oportunidade de parar e refletir sobre o verdadeiro significado de tudo.

Não pensamos no sentido de dirigir por quilômetros para resolver problemas que logo serão substituídos por outros. Não pensamos no impacto de ligar para alguém apenas para desejar um feliz aniversário. Talvez porque, no fundo, quase não exista impacto algum.

Os rituais sociais são cansativos, e eu já estou farto deles.

Sei que sou bom em socializar. Sei ser útil, amigável e agradável quando necessário. Mas estou cansado de cada uma dessas versões de mim mesmo.

Existem pessoas cuja companhia ainda me traz um prazer genuíno. Pessoas com quem o tempo parece menos pesado. Mas a verdade é que a maioria delas tem me deixado profundamente exausto.

Sinto que minha solidão, que nunca foi de passear, agora caminha ao meu lado. Ela está em todos os lugares.

Me acompanha nas conversas, nos compromissos, nos trajetos e nos silêncios.

E, pouco a pouco, tenho a impressão de que estou me perdendo dentro de mim mesmo.

Vivemos rodeados pelos ambientes que criamos. Quando eles promovem conforto, equilíbrio e beleza, devolvem-nos energia todos os dias.

Os espaços onde vivemos contam a nossa história antes mesmo de dizermos uma palavra. A decoração transforma casas em lugares com identidade.

desse mundo que vivemos, dá para ter fé?
esperar por nada e ainda não se manter em pé
amigo meu, onde andou por esses passos?
sempre te vejo parado, pois não tem rastros

a bondade não deve ser troca de nenhum jogo
pois o azar sempre vai ser a opção do seu troco
esperar para que alguém possa te levantar
aqui nesse mar, ninguém vai te ouvir gritar

e sempre que eu te vejo
você ainda implora pela sua graça
acha que acontece?
olhe seu reflexo, idiota
você ainda está vivendo em desgraça

não tem mentiras, ilusões, expectativas
que façam esse fogo parar de queimar
de todas as outras vidas, tão vivas
ninguém teria motivo para se importar

os tempos se passam
em mundos desbravam
e você estar incluso ou não
desde o início, nem ligavam

é aqui onde vai ter seus últimos prantos
estar invisível é uma aventura em tanto
mas aqui nesse lugar, que medo pode causar?
desses olhos que te vêm dormir, dançar

não deve nada a eles, pois quem deve a ti é você
possa levantar para os outros?
para que te derrube mais fácil, e depois se remoer

quando estiver com vontade de chorar
feche os olhos e eu estarei lá
não, não se liberte, não lute mais
arranco teu boa noite e seu sorriso por mais

“Nunca vivemos tempos tão sombrios como os atuais, então devemos reforçar o quanto amar, respeitar, zelar as pessoas que nos cercam são atitudes de valor.”
#bysissym

Não revele suas conquistas, sonhos, dores ou alegrias. Vivemos um mundo diferente onde o silêncio pode fazer a diferença positivamente.
#bysissym

"Vivemos em um mundo onde o sagrado se perdeu. O sagrado é uma experiência na qual existe algo intocável, que desperta profundo respeito e temor; o sentimento do divino, de algo superior a todas as coisas da terra.


Esse sagrado é mais elevado do que eu mesmo; diante de todas as coisas do mundo, é uma parte de Deus aqui na terra.


​Atualmente, existe um reducionismo simplório da experiência humana, que afirma que tudo é apenas matéria e que a razão humana descreve apenas parte dela. Querem que todos sigam essa posição miserável.


​A Bíblia, como se diz, é sagrada. O Antigo Testamento tem uns cinco milênios de história, e o Novo Testamento, cerca de dois mil anos. A Bíblia é um livro milenar; no entanto, surge um ser humano que 'nasceu ontem' e procura contradições, argumentando que ela é um mal a ser combatido.


A Bíblia resume-se em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É a história de Israel com Deus; o Novo Testamento é o pacto de amor que Ele fez pela humanidade. É a história, os valores e a esperança de que todo o mal será extinto para sempre. A Bíblia é isso; o que está fora disso é apenas tolice.

Às vezes, temos feridas que nunca cicatrizaram. Vivemos tanto tempo com elas que já nem nos damos conta que estão ali. A dor tem raízes profundas... a única maneira de arrancá-la é perdoar quem a causou e também perdoar a si mesmo. Do contrário, ambos viverão atormentados.

A ganância é tanta que vivemos sempre em busca de algo, só não sabemos o quê.